Este blog é a oportunidade de expressar em palavras um pouco dos muitos pensamentos que estão em minha cabeça.
sábado, 7 de dezembro de 2019
CRISTO MINHA VIDA
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
FILHOS: TER OU NÃO TER? CUIDAR OU NÃO?
O
zigoto (primeiro estágio do embrião) forma-se com as informações do
espermatozoide do homem com o ovócito da mulher...
A
fecundação se inicia...
Os 23
cromossomos de cada um são reunidos...
O
embrião divide as células...
Temos
um organismo, um ser vivo dotado de patrimônio genético...
No
terceiro mês, o embrião recebe o nome de feto onde até o oitavo passa por
alguns processos. Tais como: formação dos membros, órgãos, identificação do
sexo, reações a ruídos externos e etc.
Eis a vida sendo formada pelos meios
natural e biológico.
Faz parte do desenvolvimento do ser
humano cuidar dos seus. Mas a forma de como se vive a vida hoje faz muitas
pessoas pensarem ou não em ter filhos.
Comum os pais se preocuparem se seu
filho vai ser bem sucedido ou se podem sofrer de alguma doença genética ou
hereditária (como diabetes, daltonismo, câncer, depressão). Isso gera apreensão.
Três pensamentos surgem:
·
Para
evitar “trabalho” alguns optam em não ter filhos.
·
Criança
gera “gastos” e requer renúncias e paciência.
·
A
criança pode atrapalhar a relação conjugal.
·
A
falta de afeto dos pais e uma infância difícil...
Fora que há indivíduos que não
apresentam aspectos materno ou paterno e delegam essa responsabilidade a
terceiros.
O segundo pensamento é recorrer a
reprodução não natural, tais como a inseminação artificial (esperma coletado e
introduzido no colo uterino). Esse meio dá esperança de gerar um ser segundo
nossas escolhas e sem propensão a certas doenças. Mas precisa ser pensando e
muito. Além do lado financeiro questões éticas e morais entram em jogo. Afinal:
·
Brinca-se
de ser Deus.
·
Isso
pode aumentar no ser humano a autossuficiência.
Por fim, algumas pessoas não querem
assumir compromisso algum. Não estão se importando em precaução quando assunto
é sexo. Com muitos parceiros é grande o risco de adquirir e transmitir para
mulher e a criança doenças. Sendo que um filho não esperado muda toda estrutura
de uma vida. A falta de formação pessoal e preparo psicológico pode fazer a
mulher pensar em aborto.
Por mais controladores que queremos
ser a Vida sempre nos escapa. Sempre algo novo acontece e se aprende muita
coisa também. Mesmo que cause espanto. Filho sempre é uma bênção. Não importa
como venho. Planejado ou não. Esperado ou não. Ver uma vida que nasce é
contemplar a oportunidade de ser uma pessoa melhor do que já foi antes. Esse é
o grande milagre do ser humano: a capacidade de dar a volta por cima.
COMISSÃO NACIONAL DA
PASTORAL FAMILIAR (CNPF). Manual de bioética.
Fundação Brasília-DF, 2013. 80p. (Fondation Jérôme Lejeune).
domingo, 6 de outubro de 2019
TER AMIGOS OU SER AMIGO?
Se relacionar com os outros não é tão simples. Passos devem ser dados e correspondidos. Nem todos ficam à vontade (ou não querem) falar e compartilhar a própria vida por mais que a outra pessoa seja legalzinha-boazinha. É algo que não tem explicação.
Há expectativas não realizadas e às vezes é difícil contar com os outros e viver com decepções.
Na cidade grande ninguém conhece ninguém. Estamos distantes. Temos cada vez menos pontos em comum mesmo com as pessoas que conhecemos. São várias opções culturais e muitas discordâncias em relação a gostos.
Nunca se escondeu tanto de si mesmo ao outro como nesta geração das redes sociais. E muitos têm dificuldades em expressar o que estão sentindo.
Longe, distraídos. Sem saber o que está fazendo e nem sabendo para onde está indo. Querendo uma outra vida e ser uma outra pessoa.
Na vergonha de esconder ou revelar carências nos fechamos no nosso mundo. Mas se a cada decepção nos fechar e refugiar no nosso mundo particular (e ficar por lá) viveremos de ilusões e mentiras.
Não tem como viver como rei e rainha e querer que todos façam nossas vontades. E nem adianta querer montar sua própria turma para atrair seguidores/admiradores. Nos queixamos de solidão e que não somos ouvidos/compreendidos. Mas se pararmos para pensar nas pessoas que estão passando o mesmo que nós descobriremos que não estamos tão sozinhos. Se prestarmos atenção um pouco descobriremos que não somos tudo isso que pensamos que somos.
Temos que ter paciência e ser compreensivos. Ninguém é perfeito. Ninguém acerta sempre. O outro exerce sim uma importância. Revela quem somos. Revela nossas forças, mas também nossas fraquezas.
É preciso aceitar a escolha do outro e adentrar na sua vida de maneira respeitosa. Ou deixo a pessoa seguir seu caminho e torço para sua felicidade (se gosto verdadeiramente dela) ou dou aquilo a partir da abertura que ela me deu. Ofereço a mão nas horas de dificuldades (quando eu puder e se ela quiser receber ajuda). Colocar no coração que os outros não nos devem nada e que eles têm uma vida e que não somos obrigados a participar dela a não ser que queiram.
Fonte:
LACERDA,
Ricardo; GARATTONI, Bruno. A explosão da
solidão. In: Super Interessante. n. 407, setembro 2019, p. 22-33.
LÉO
SCJ, Padre. Gotas de cura interior.
MELO,
Padre Fábio. Quem me roubou de mim?
domingo, 15 de setembro de 2019
MARIA DE NAZARÉ OU VIRGEM MARIA OU NOSSA SENHORA
Maria de Nazaré (ou Virgem Maria ou Nossa Senhora), a mãe do filho de Deus, Jesus, ocupa um lugar muito especial na vida de muita gente apesar da indiferença religiosa do mundo contemporâneo.
Quem é ela? Nas Sagradas Escrituras não há muitas informações. Em Mateus e Marcos não é citado nenhuma atitude especial (Mt 1, 18-23; 2, 11.13.14.20); (Mc 3, 31-35; 6, 1-6). No capítulo 12 do Apocalipse, ela é representada como a mulher vestida de sol que experimenta sofrimentos e perseguições. Cabe a Lucas e João nos mostrar características humanas e espirituais de Maria.
Para Lucas ela é a perfeita discípula que escuta a Palavra de Deus, guarda no coração aquilo que não entende (Lc 2, 9. 51) e que se coloca disponível para realizar a vontade de Deus (Lc 1, 38). De forma gratuita, Ele usou Maria por meio de circunstâncias “irregulares” que fogem dos padrões normais oferecendo sinal aos questionamentos, presença nas dificuldades e forças necessárias para realizar sua missão (Lc 1, 35 ). Maria é humilde. Reconhece que tudo vem de Deus (Lc 1, 46-55) e se mostra discreta. Sua importância reside no compromisso radical e inteiro a Deus e ao seu projeto.
Em João, Maria está no início e no final do evangelho. É solícita, atenta e intercessora: “Eles não têm vinho”, “Fazei tudo que Ele vos disser” (Jo 2, 1-12). Permanece firme e de pé no momento da crucificação de seu filho (Jo 19, 25-27) e fica lá até o final.
Para a Igreja Católica, “Maria ocupa depois de Cristo o lugar mais elevado e também o mais próximo de nós”.(Lumen Gentium, n 54.) Como assim?
Jesus é o Senhor (Fl 2, 11), o único mediador entre Deus e a humanidade (1Tm, 25). Porém, Ele quis dispor de auxiliares, ajudantes. Uma autêntica devoção Mariana nos leva para mais perto de Cristo. Maria é a Mãe da Igreja e Mãe espiritual dos católicos. Lá do Céu ela manda graças para aqueles que precisam de suas orações.
Nosso coração precisa do contato com
pessoas que nos transmitem aquilo que é divino e transcendental. A veneração a
Maria surge da necessidade que todos temos de uma mãe.
Celebrações
Solenidades (celebração importante)
Theotokos, mãe de Deus (01/01); Anunciação (25/03);
Assunção (15/08);
Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil (12/10); Imaculada Conceição (08/12).
Memória
Nossa Senhora de Fátima (13/05); Nossa Senhora do Carmo (16/07); Nascimento (08/09); Nossa Senhora das Dores (15/09); Nossa Senhora de La Salete (19/09);Nossa Senhora do Rosário (07/10); Nossa Senhora de Guadalupe (12/12).
Festa
A principal é a Visitação (31/05).
Sobre os dogmas marianos leia AQUI
Fonte:
MURAD, Afonso. Maria, toda de Deus e tão humana: compêndio
de mariologia. São Paulo: Paulinas; Santuário, 2012. 260p. (Coleção peregrina
na fé).
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
BLADE RUNNER 2049
No primeiro Blade Runner (1982) vemos
os andróides sendo humanos mais do que os humanos. O filme é lembrado muito pelo
clássico monólogo de Ray Batty (Rutger Hauer) que salva inesperadamente a vida
do policial Rick Deckard (Harrison Ford).
“Eu
vi coisas que as pessoas nunca acreditariam. Naves de ataque ardendo em chamas
nas fronteiras de Orion. Eu vi raios-c cintilando na escuridão junto ao portal
de Tannhäuser. Todos esses momentos vão se perder no tempo como lágrimas na
chuva”
Na continuação, Blade Runner 2049, após a descoberta de um parto
impossível, o agente K (Ryan Gosling) sai em busca de respostas que o faz
chegar até Deckard (Harrison Ford), o
Blade Runner do filme anterior. Em seu encalço está Luv (Sylvia Hoeks),
perigosa replicante disposta a fazer de tudo (inclusive matar) para realizar as
vontades de seu dono, Niander Wallace (Jared Leto).
O filme retoma os mesmos assuntos tratados no filme
anterior de uma maneira bem mais profunda: a substituição daquilo que é natural
e real por aquilo que é artificial; o desejo humano de controle; o querer criar
alguém para ser seu escravo; a brevidade da vida. Ao darem inteligência aos androides,
o que eles querem é ironicamente coisas tipicamente humanas: sentido de viver,
maneiras de diminuir a solidão e a tristeza. E mais, são capazes de fazer
coisas muito difíceis como o sacrifício (tema final do filme).
“Todos
nós estamos procurando por uma coisa real”
Nas entrelinhas, percebe-se que os avanços
tecnológicos e as mudanças drásticas na sociedade não suprem as necessidades
mais profundas da vida humana. Em meio a um processo de desumanização que
estamos passando (em parte pelo uso excessivo das telas) ir além dos desejos e
necessidades pessoais é realizar algo... humano.
“Morrer
pela causa certa é algo mais humano que podemos fazer”.
Na maioria do tempo, a história é lenta e arrastada,
preocupada em juntar pedaços e responder perguntas. A ação mesmo vai começar
quando Harrison Ford aparece lá no final do filme.
De Denis Villeneuve. Com: Ana de Armas. EUA, 2017,
2h43min.
Atualizado em 02/07/2025





