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terça-feira, 30 de junho de 2026

PEDRO E A FUNÇÃO DE UM PAPA

 

O papa de Roma é o líder religioso e moral mais influente e conhecido do mundo. Todo governo no mundo tem de lidar com ele de algum modo. Sua importância é inegável. É assim desde dia que o Imperador Constantino legalizou o cristianismo no século IV.  Em todo esse período, assentaram-se no trono papal, papas bons, papas ruins, papas controversos e papas esquecidos. Como todos nós, o papa é cativo de suas circunstâncias, educação e personalidade. Há um tremendo paradoxo no papado, pois vemos seres humanos falhos ocupando um lugar que seria para pessoas perfeitas espiritualmente. Isso faz com que uma parcela da Igreja não aceitem sua autoridade.

Mas qual sua história e sua função?

A palavra papa vem do grego e do latim e quer dizer pai ou papai. Ele é o sucessor de Pedro, um dos doze apóstolos, o mesmo que Cristo entregou as “chaves” de sua Igreja (Mt 16, 13-19). São Pedro é um dos personagens mais importantes do Novo Testamento. O seu nome vem do grego e significa “pedra”, porém seu nome no original aramaico quer dizer Simão. Filho de Jonas e irmão de Santo André, Pedro era natural de Betsaida e conduzia uma pequena empresa de pesca junto com seu irmão, São João e São Tiago Maior. São Pedro era um judeu crente e praticante, confiante na presença ativa de Deus. Era casado e vivia em Carfanaum. Depois de Pentecostes, São Pedro irá desempenhar a importante missão de guiar os Apóstolos conforme o mandamento de Cristo. Sua liderança é visível em vários trechos dos Atos dos Apóstolos:

·         Foi ele que conduziu a eleição de São Matias;

·         Realizou a primeira pregação apostólica;

·         Batizou os primeiros convertidos;

·         Realizou a primeira cura registrada;

·         Quem primeiro evangelizou os pagãos;

·         Conduziu o primeiro concílio da Igreja, em Jerusalém.

Foi um grande evangelizador. No ano de 67 d.C se entregou a Nero em troca da liberdade de todos os católicos que estavam presos. No dia 29 de Junho, foi crucificado de cabeça para baixo.

O papel dos papas, desde começo, tem sido o de conservar, proteger ou preservar o depósito da Fé. Em seu juramento, o papa promete “não diminuir ou mudar nada da tradição recebida, conservada por seus predecessores, tampouco admitir qualquer novidade, mas com fervor, resguardar o que foi transmitido.” A Igreja ensina que a Revelação Divina, o conjunto de conhecimentos em que é necessário acreditar para que alguém seja salvo (doutrinas como a Trindade, Encarnação, Transubstanciação e assim por diante), encerrou-se com a morte de São João, o Evangelista, cerca de 104 d.C. Esses ensinamentos são tidos como reais e verdadeiros em que podem ser comprovados. Quando disputas doutrinárias vêm à tona, o papa tem de determinar o que a Igreja ensinou sobre a questão. Como guardiões das doutrinas, são incapazes de alterar a posição da Igreja quanto a temas como aborto, contracepção, divórcio ou ordenação de mulheres.

Como o rebanho do papa reside no mundo e a influência externa mais forte num indivíduo é o governo, desde a época de Constantino os papas lidam com a política. Isso exige responsabilidade. Como terras significam poder, as propriedades e a soberania temporal eram consideradas essenciais se o papado desejava buscar um caminho independente na sua relação com os grandes do mundo. Mesmo que essas realidades os desviassem e ofuscassem de sua real missão, eles conseguiam exercer suas funções espirituais.

A Igreja Católica afirma que ela e seus papas devem dar continuidade à obra de Cristo, que ela é o Corpo Místico de Cristo. E é somente por meio desse corpo que encontramos o caminho para a Salvação. Para os católicos, a Igreja é a luz que resplandece nas trevas. Mesmo que ela passe por algumas crises, em sua cerne, há algo que ela considera um mistério: a transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo.


Fontes:

COULOMBE, Charles. História dos Papas. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2022.

sábado, 13 de dezembro de 2025

SANTA LUZIA E NOSSO OLHAR


 

Por meio de um quadro pode-se representar a vida de um Santo. Podemos não saber em detalhes sua história, mas as vestimentas, as cores, aquilo que carregam nos dão um ideia. Além disso, todas as informações contidas no quadro nos levam a oração.

No dia 13 de dezembro, o catolicismo faz memória de Santa Luzia. Quem foi ela? Há poucas informações sobre sua vida. A certeza que ela realmente viveu está numa inscrição em grego antigo sobre uma lápide encontrada em 1894 na cidade onde nasceu. 

Luzia nasceu provavelmente em 283 em Siracusa na Itália. Com cinco anos perde o pai, Lúcio. Sua mãe, Eutíquia sofria de graves hemorragias internas. Luzia parte com ela a Catania para pedir a cura pela intercessão de Santa Ágata tocando em seu túmulo (Luzia se inspirou na mulher com fluxo de sangue em Mc 5, 25-34). Após a cura da mãe, Luzia toma a firme decisão de consagrar sua virgindade a Deus de forma perpétua e que, portanto não se casaria. Acontece que ela já estava prometida a um pagão. Quando este soube do tal compromisso, denunciou-a ao prefeito de Siracusa na época, Pascásio, pois ela estava desobedecendo ao edito de Diocleciano (Ser cristão era proibido. Para se livrar da tortura ou da morte, a pessoa era obrigada a renunciar a Fé Cristã e adorar os deuses do Império Romano). Luzia se recusa e é decapitada em 13/12/304.

No quadro, as cores da vestimenta de Luzia é o vermelho, verde, um véu branco e um detalhe dourada que significa respectivamente, sangue, esperança, pureza e vitória sobre o pecado. O que chama mais atenção é a bandeja com os dois olhos. Como foram parar lá? Ela mesma tirou ou arrancaram e Deus devolveu seus olhos de volta? Não se sabe. Mas é sobre a questão do olhar que faz com que Santa Luzia seja venerada até hoje.

Os olhos buscam aquilo que o coração almeja e “fala” o que queremos...

Os olhos são o espelho da alma. Revela aquilo que está no interior. Quando mais olho, mais quero. O olhar de uma pessoa triste é diferente de quem está com raiva. Sabemos quando alguém é tímido ou mal intencionado pelo seu olhar. Há olhares que constrangem, oprimem e causam medo.

Estamos perdendo a pureza no olhar...

De todos os sentidos, a visão é a mais utilizada, pois é a partir dela que recebemos a maioria das informações do mundo. Aquilo que é mais marcante e diferente fica armazenado no cérebro. Se olho repetidamente uma mesma coisa, cedo ou tarde, consciente ou inconsciente, vou querer repetir aquilo que vi. Se tenho o hábito (péssimo) de ver pornografia, vou passar a olhar apenas o corpo das mulheres. Dificilmente olharei em seus olhos e mais ainda vou querer algum compromisso sério com elas. Só vou pensar em sexo e achar que o mais importante num relacionamento amoroso é só isso. Vou buscar sexo, pago ou forçado, porque meu cérebro está mandando. É ele que está no comando.

Estamos com o olhar perdido...

Não nos concentramos em nada. Passamos o tempo olhando telas. Se distraindo, perdendo o sono. Preferimos passar os olhos. Queremos algo rápido, bem rápido, rapidíssimo. A leitura traz preguiça e se o vídeo é muito longo, ele é chato. Isso traz alguns problemas, como a impaciência, inquietação e ansiedade. Se procuro ler de tudo, ver de tudo, meu interior não para. Eu não paro, pois existe uma máquina (minha cabeça) que não quer frear e nem parar. Só quer acelerar.

O olhar atiça nossa curiosidade, nos engana e pode sujar nossa alma...

Vemos aquilo que não devemos olhar. Aquilo que é proibido. Em Mt 6, 22-23, fala que os olhos são a lâmpada do corpo. Se meus olhos forem bons, meu corpo será pleno da luz. Porém, se eles forem maus, todo meu corpo estará em absoluta escuridão.  Tirar conclusões com base apenas no olhar é um equívoco. Podemos mentir nas redes sociais. A essência de uma pessoa não está em sua aparência. Não podemos julgar pela aparência.

A devoção a Santa Luzia nos indica a necessidade de desenvolver a espiritualidade. Recorrer a Deus não somente na hora das doenças, mas ver, olhar, enxergar para que é superior, as coisas do espírito.

É preciso treinar nosso olhar. Purificá-lo pode nos ajudar, a saber, o que a pessoa está querendo ou sentido.

Aprendamos com Santa Luzia, a guardar e proteger nosso olhar do pecado. Santa Luzia, rogai por nós!

Fonte:

GASQUES, Pe. Jerônimo. Santa Luzia: o brilho de uma luz, a protetora dos olhos. São Paulo: Paulus, 2018. 110p. 

sexta-feira, 14 de março de 2025

A PALAVRA (ORDET)


 

“Deus é eterno e imutável.”

 

No filme A Palavra (Ordet no original) acompanhamos o abalo que sofre uma família de zona rural ao perder um ente querido e sua possível ressurreição por um homem que afirma ser Jesus Cristo!

O filme nos provoca com uma pergunta: os milagres que Jesus fez, ainda podem acontecer hoje em dia ou são apenas histórias que ficaram na Bíblia? Respondê-la nos faz compreender o entendimento que temos sobre Deus e sua ação. Ao assistir o filme percebemos a maneira que cada personagem age e pensa a partir de sua interpretação do que seja Deus. Um fica duro no coração, outro não acredita totalmente Nele, outra acredita, já um “enlouquece”.

É custoso acreditar Nele por conta da morte, da dor, do sofrimento, da injustiça e da maldade que assola o mundo. Só que quando acontece um milagre, algo que o racional não pode provar, nossa atenção se dirige para Ele. Diante de tantas indagações que temos sobre Ele, talvez a mais pertinente (a que é enfatizada no filme) é esta: Ele não dar o que queremos por que não pedimos? E se não pedimos é porque não acreditamos?

Aprendemos a partir da pregação que Deus só nos dar aquilo que é necessário e que seja importante para nossa Salvação. Pois bem, sabemos daquilo que realmente precisamos? O que quero, quero mesmo ou é uma imposição inconsciente influenciada pela sociedade? Até quando devo insistir e qual o momento que tenho que aceitar? Difícil de responder. Mas se começarmos a ouvir nosso coração e compartilhar nossa vida com as pessoas teremos algumas pistas. Não tentar isso é cair num sofrimento sem fim em tentar entender as coisas apenas a partir de convicções subjetivas e sem ajuda de ninguém.

Na parte final da película, no velório apenas uma criança acredita na ressurreição de sua mãe. Uma oração bem simples e humilde é proferida. O milagre acontece. A cena é muito bem feita. Todos os presentes ficam emocionados e começam a bendizer a Deus.

A Palavra não é um filme fácil de assistir. É dinamarquês. Preto e branco. É antigo, 1955. E é narrado de modo lento e arrastado. Se você quiser assisti-lo será preciso de muita paciência.

De: Carl Theodor Dreyer. Dinamarca, P&B, 1955, 2h04min.

domingo, 9 de fevereiro de 2025

UMA VIDA DE LIBERDADE A PARTIR DE DEUS


 

Fazer o que se deseja não é suficiente para ser livre e nem sequer feliz. Todos querem viver uma vida plena e essa plenitude começa a ser vivida quando cada um percebe a existência de um limite. Existe o certo e o errado, aquilo que liberta e o que aprisiona. Existe o bem e o mal.

Há um forte convite a se viver a vida como se Deus não existisse e a compreender que tudo gira em torno do próprio querer. Quem faz isso não escapa do sofrimento. Aliás, faz é aumentá-lo, pois acaba escolhendo aquilo que é errado. No final, a alma e o coração ficam aprisionados pelo mal devido a péssima relação com Deus, as pessoas e as coisas.  

A possibilidade de se enganar é muito grande. O sucesso, o poder e o dinheiro, por exemplo, podem dar segurança e possibilidade de se fazer muita coisa na vida. Mas o preço que eles pedem é muito alto. Exigem sacrifícios; são passageiros; prometem uma felicidade que nunca chega, e faz a pessoa renegar as coisas mais queridas.

“o dinheiro rouba a vida e o prazer leva a solidão”.

Vive-se num mundo onde se aprende muita coisa errada. Agir da maneira errada, falar a palavra errada, pensar somente em si, buscar apenas o bem estar, a própria satisfação, desprezar e desrespeitar os próprios pais, tomar o corpo humano como mero instrumento de prazer. Esses são o caminho para se tornar uma pessoa egoísta e controladora.

*****

A partir de Deus a relação com os outros, as coisas e as pessoas mudam radicalmente. Os Mandamentos que Ele deu são meios de libertação do mal. Para se chegar a Ele é necessário reconhecer a própria fraqueza. É um engano achar que se pode corrigir e purificar o coração contando apenas com o esforço da própria vontade. Deus é verdadeiramente forte e o único capaz de renovar o coração do ser humano.

Isso acontece na prática quando se recebe os dons do Espírito Santo. A percepção da vida muda: A verdadeira paz não consiste em mudar a própria história, mas em aceitá-la e valorizá-la tal como é. Toda riqueza deve ter uma dimensão social que deve levar a uma generosidade em que todos se beneficiam, pois o que realmente possuo é aquilo que sei doar. A vida não é tempo apenas para possuir ou se divertir e sim contemplar e louvar Aquele que nos deu a vida e criou todas as coisas.

“Só em Deus repousa minha alma”.

A verdade está no modo de viver e morrer de Jesus, por isso imitá-lo permite uma mudança no modo de existir e viver. A nova vida não é um esforço pessoal para ser consistente para seguir uma norma, mas é o Espírito Santo que coloca no coração o desejo de se fazer o bem.

Fonte:

Catequeses do Papa Francisco sobre os Dez Mandamentos: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-11/papa-francisco-catequeses-decalogo.html

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

VIGIAR O CORAÇÃO

A vida é uma sucessão de provações, tentações e desafios. No meio disso tudo está o nosso coração. Precisamos vigiá-lo, pois é nele que o mal é concebido.

O coração fica refém dos prazeres vazios e egoístas, da ânsia de sempre querer possuir mais e mais e do apego exagerado ao dinheiro. Fica endurecido, cheio de pessimismos e rancores. Quer o mal do outro e ao mesmo tempo quer ser como ele. É abatido por um tipo de tristeza que faz sumir o sabor das coisas que antes davam alegria. Essa tristeza tira o interesse pela vida e faz aumentar o desejo de querer estar “fora” dela, não se importando com ninguém.

É necessário estar alerta, pois não somos fortes. A inteligência nem sempre é lúcida, a vontade nem sempre é firme, os desejos nem sempre são governados, a coragem nem sempre vence o medo. E por mais que eu seja inteligente, justo, forte e equilibrado, um dia vou cair. 

É necessário lutar não apenas com “os meios humanos”. No cristianismo aprendemos que diante de cada pensamento e desejo que chegam ao coração e a mente, deve-se questionar: De onde veio? De Deus ou do Adversário? Nunca se dialoga com o tentador. Ele é mais esperto que nós. Devemos fugir dele!

O Espírito Santo concedido no Batismo nos dá as Virtudes Teologais. A que nos coloca no caminho de encontro ao desconhecido e invisível permitindo  um vínculo com Deus através de uma força que abre a mente para seus mistérios. A Esperança de se acreditar na Ressurreição de Jesus Cristo, mesmo sabendo que tudo vai acabar, mesmo sabendo que as coisas podem dar errado. E por uma Caridade que nos permite amar a Deus e aos outros, nos movendo a amar o que ninguém amaria. 

Jesus está ao nosso lado para nos ajudar, para nos proteger, até para nos levantar depois do pecado. É ele que nos dar a capacidade de enxergar no escuro, de amar quando não se é amado e de ter esperança quando não há motivos.

Se abrirmos o coração ao Espírito Santo, Ele reavive em nós as Virtudes Teologais. Se perdemos a confiança, se estamos desanimados, se estamos desencorajados, se nosso coração está duro, Deus reabre-nos a Fé, desperta a Esperança e suaviza nosso coração com a Caridade.

A base dessas virtudes está na humildade. Reconhecer-se pequeno e necessitado. É preciso pedir sabedoria a Deus para que Ele proteja nosso coração e nos conceda a coragem de permanecer e acolher sua presença no “aqui e agora” não importando a situação.

Fonte:

Ciclo de Catequeses do Papa Francisco sobre “Os Vícios e as Virtudes”: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2024-05/papa-francisco-ciclo-catequeses-vicios-virtudes.html


sábado, 9 de novembro de 2024

NO QUÊ CREMOS?


 

Ninguém consegue viver sem acreditar em algo. Se acredita em Deus ou em pedras ou em energias ou em espíritos ou em coisas ou em si mesmo. Quem diz que não acredita em nada na verdade já está acreditando em alguma coisa! Não tem como ficar em cima do muro. Ou se acredita ou não. 

Se acredita não para defender que sua religião é a melhor, forçando os outros a participarem dela. A crença confere uma identidade à pessoa.

Portanto ela precisa ser não só dita, mas vivida. Se digo que pratico alguma religião, preciso saber sua história, sua fundação, sua doutrina, preciso conhecê-la para poder praticá-la e falar dela aos outros quando for necessário. Quem não sabe no que se está acreditando fica perdido, confuso, vacilante, instável.

A crença pode ser objeto de salvação quando perdemos tudo, até o sentido de viver a vida, nos dando um novo impulso, um ar novo de viver.

A religião nunca deve ser usada como meio de se promover ou como forma de fuga da realidade. É bom praticá-la com serenidade e bom senso sem esquecer dos compromissos e responsabilidades. Sem esquecer que o que importa é a maneira de como se trata as pessoas. Dar uma de esquisito, estranho, hipócrita não convém.

Embora tenhamos muitas opções de crenças não tem como abraçar todas. Ou é uma ou é outra. Assim como somos um: temos uma vida, um coração, uma alma, e um corpo, não tem como estar em dois lugares ao mesmo tempo. Não tem como obedecer vários senhores. É preciso estar firme e perseverante. Por isso é importantíssimo avaliar: minha religião ou aquilo que acredito está me fazendo bem? Está me dando uma qualidade de vida? Está me fazendo uma pessoa melhor? Está melhorando minha relação com as pessoas?


quarta-feira, 1 de novembro de 2023

SUPERANDO A PARTIDA DE PESSOAS QUERIDAS

 

Perder alguém nunca é fácil. Ainda mais se tivermos uma ligação afetiva forte com ela. Apesar de ser dolorida, a morte nos traz a certeza de que não viveremos para sempre. As pessoas que amamos não vão estar sempre conosco. Isso traz sentimentos de tristeza, solidão e vazio fazendo surgir incertezas a respeito do que poderá acontecer depois. “Como as coisas serão sem você?” (Alguns têm medo do julgamento de Deus por aquilo que fizeram ou não durante a vida).

Na verdade, a morte é a oportunidade de darmos um novo significado a nossa vida. De reorganizá-la e reajustá-la. E entender também que:

§  A Fé se mostra importante na hora de superarmos a partida da pessoa querida. E não só isso. Nos ajuda a seguir em frente;

§  O luto é uma fase. Ele precisa ser vivido, mas tendo consciência que não durará pra sempre. O luto dura em média 2 anos, onde neste período a realidade da perda se torna concreta e extremamente dolorosa, além da alternância entre dias bons e maus serem comuns;

§  Falar dos sentimentos: raiva, culpa, tristeza, desânimo. Expressar dor e emoções é libertador;

§  Aceitar a realidade da perda. A dor não durará para sempre;

§  Cultivar espiritualidade. No caso, praticar alguma religião. A vida não é apenas as “coisas visíveis”;

§  Não usar o luto para se aproveitar das pessoas;

§  Não há necessidade de se comunicar com ente querido que esteja no além. (No cristianismo basta confiarmos na Revelação Divina que consta nos Evangelhos);

§  Concluir o luto. Ele termina quando ao pensar no falecido não se sente mais dor e sim vontade de levantar a cabeça e continuar vivendo.

§  Não precisa ser religioso para perceber que não estamos nesta terra somente para produzir e consumir. Nenhum dinheiro do mundo nos protegerá de morrer quando chegar a hora. A vida é feita de escolhas cujas consequências são imediatas ou futuras.

 

MORAIS, Cristiano Batista de. Falar da morte para viver alegre e esperançoso. Halley: Piauí, 2019. 268p.

domingo, 1 de outubro de 2023

O SENTIDO CRISTÃO DO SOFRIMENTO HUMANO


 

Há sofrimentos sem sentido aos quais não temos culpa. Esses são difíceis de entender. Esta dor, na alma ou no corpo, que é resultado da não participação de um bem desejado também pode atingir muitas pessoas. Fome, guerras, violências, doenças (só pra citar alguns exemplos).

Por que estou sofrendo?

          É necessário tempo, muito tempo para que esta resposta seja percebida interiormente. Mas a verdade é que quando as explicações humanas são insuficientes e inadequadas, a gente busca Deus.

É na pessoa de Jesus Cristo que entendemos o sentido do sofrimento. Ele não explica as razões do sofrimento ou o porquê que estamos sofrendo. Ele diz: “Segue-me! Seja meu discípulo. Escute o que eu tenho a dizer. Veja o que tenho a fazer. Tenha Fé em Mim.”

Cristo também experimentou o sofrimento: cansaço, sem um lugar para morar, incompreensão, hostilidade, rejeição, humilhação, perseguição. Mas também nos ensinou sobre ele.

O pecado gera sofrimento. Cristo com sua Cruz e Ressurreição destruiu o mal atingindo-o na raiz: o pecado e a morte. Isso nos permitiu enxergar o sofrimento com um novo olhar: a do Evangelho.

Jesus nos dar a vida eterna. Com esta certeza entendemos que o sofrimento serve para nos reconstruir. Serve para desenvolvermos as virtudes. A perseverança em suportar tudo aquilo que incomoda e faz doer e de participar do sofrimento do próximo.

Agora não precisamos mais ir a lugares ou a inventar formas de aliviar ou acabar com o sofrimento (que na maioria das vezes faz é piorar!). 

“Cristo nos ensinou a fazer o bem com o sofrimento e a fazer o bem a quem sofre.” p. 67.

Nossos sofrimentos unidos à sua Cruz torna-se poder de Deus.

João Paulo II, Papa. Carta Apostólica “Salvifici Doloris” O sentido cristão do sofrimento humano. 11ª ed. São Paulo: Paulinas, 2009. 70p.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

O SAGRADO E O PROFANO


“A religião é a solução exemplar de toda crise existencial, porque é considerada de origem transcendental e, portanto, valorizada como revelação recebida de um outro mundo.”

 

O sagrado seria um espaço, objeto ou símbolo dotado de um significado especial para uma pessoa. O profano não. Não há significado e tudo é a mesma coisa.

A pessoa religiosa acredita que existe uma realidade que transcende este mundo, o sagrado, que aqui se manifesta. Coloca seu ideal de humanidade num plano divino tornando uma pessoa completa quando ultrapassa a humanidade natural e se inicia uma vida sobrenatural. Esta vida atualiza e potencializa a existência humana inserindo-a na realidade.

O não-religioso é aquele que se reconhece como único agente da história. Rejeita todo apelo à transcendência. Não aceita nenhum modelo de realidade  fora da condição humana. Faz-se a si próprio quando se dessacraliza e dessacraliza o mundo.  O sagrado é um obstáculo à sua liberdade. Conserva comportamentos religiosos, mas sem seus significados. Ele o nega, o recusa para obter um mundo próprio. Só que é rodeado por realidades religiosas antigas, pois é fruto desse passado. Ele cria significados às coisas, momentos e lugares, mesmo sem ligação direta como divino.

O livro é bom porque traz conceitos e repete as mesmas coisas ao longo das páginas facilitando a compreensão.

ELIADE, Mircea(1907-1986). O Sagrado e o profano: a essência das religiões. 4 ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2018. 191p. 18,5 x 12,5 cm. 


domingo, 1 de janeiro de 2023

O JULGAMENTO DAS NAÇÕES

Escrito em 1942, Christopher Dawson aponta uma crise espiritual. As duas Grandes Guerras, os Regimes Totalitários, Hitler e o Comunismo Ateu Soviético foram criaturas de um mal: a Secularização da Europa.

A Cultura da Europa Ocidental (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e etc.) foi formada pelo Cristianismo. A religião orientava a pessoa para Deus e ao mundo. A partir dela, o indivíduo entendia o que era na sociedade. Sem ela o homem perdia seu valor e senso de identidade tornando-se apenas uma máquina.

A cultura secularizada europeia fez as pessoas acreditarem que um triunfo econômico e político resolveriam todos os problemas da humanidade. Inclusive ela seria mais livre se não se submetesse a um Deus.

Entretanto, não foi isso que aconteceu. Em vez do progresso, o que se viu foi a degradação e destruição do ser humano; A ciência sendo utilizada para dominar e escravizar muitos com o intuito de enriquecer e aumentar o poder de poucos; Técnicas psicológicas utilizadas para condicionar a personalidade e controlar a mente tirando a liberdade da pessoa e transformando-a numa marionete.

Dawson faz uma leitura apocalíptica dos sinais dos tempos e uma interpretação teológica dos acontecimentos históricos em relação aos desígnios de Deus. A perda da unidade cristã fez a humanidade decair. Os símbolos cristãos foram alterados e o que era certo e errado foi transformado. O indivíduo passa a achar que tudo pode e tudo é permitido. Busca apenas algo que traga prazer ao corpo sem notar que suas pulsões o escraviza, o prende e o engana. Não reflete, não analisa e nem critica o que entra em sua cabeça: De onde veio isso? O que é isso? Eu preciso disso? O que isso vai me resultar?

Mas o autor aponta caminhos de esperança:

A vida é feita de escolhas conscientes. O crescimento é feito de dor.

A fé na possibilidade da ação divina no mundo é o fundamento do pensamento cristão. Para cada nova necessidade há uma resposta da graça divina, e que cada crise histórica é alcançada por uma nova efusão do Espírito[...] A tarefa de cada cristão individual é preparar os caminhos para tal ação divina, abrir as janelas da mente e remover os véus da ignorância e do egoísmo que mantém a humanidade adormecida[...] Os Evangelhos provam que o poder do Espírito pode romper quaisquer obstáculos.(DAWSON, 2018, p. 176-177).

A fé cristã declarou que nós somos capazes de adquirir uma natureza espiritual e alcançar uma finalidade divina. O cristianismo pretende a restauração e a renovação da natureza humana em Cristo, ou seja, a criação de uma nova humanidade.

Por mais tenebrosa que seja a realidade, sabemos que a decisão última é de Deus. Não é da sua vontade deixar a humanidade à mercê dos próprios impulsos destrutivos ou à escravidão das potências do mal. PALAVRAS DO AUTOR.

DAWSON, Christopher (1889-1970). O julgamento das nações. Tradução de Marcia Paiva Xavier de Brito. São Paulo: É Realizações, 2018. Coleção Abertura Cultural. 272p.

domingo, 4 de setembro de 2022

DEVOÇÕES CATÓLICAS

A Religiosidade Popular é uma forma de se viver a fé católica. As devoções são um exemplo. Todas elas, novenas, romarias, fórmulas de consagração, rosário ou terço são manifestações do coração. Ou seja, a pessoa não é obrigada a fazer. Contudo elas alimentam nossa fé. Vejam o terço. O terço ajuda a pessoa a adorar a Deus; a contemplar os mistérios da vida de Jesus e a venerar sua mãe.

As devoções têm função importante no desenvolvimento da oração (Ela que é apenas um componente da relação com Deus, porque experimentamos sua presença em algumas situações da vida!) e da relação com Deus. Procurar fazer sua vontade em atitudes e valores; cultivando intimidade com Ele ( espiritualidade); e expressando de forma comunitária (os ritos como a Missa) são exemplos dessa relação.

Ultimamente a vida urbana, o consumismo e o individualismo vêm “matando” a religiosidade popular tirando das pessoas um referencial espiritual.

MURAD, Afonso. Maria, toda de Deus e tão humana: compêndio de mariologia. São Paulo: Paulinas; Santuário, 2012. 260p.

 


terça-feira, 6 de abril de 2021

O NOME DA ROSA (THE NAME OF THE ROSE)


Ao chegaram ao norte da Itália em 1327 para um debate envolvendo representantes do Papa e a Ordem franciscana, o monge William de Baskerville e o jovem noviço Adson de Melk se deparam com mortes misteriosas no mosteiro. Wiliam e Adson começam a investigar até descobrirem que elas estão relacionadas a um livro, que está em alguma parte do local.

Quatro coisas se tiram do filme:

Livros podem conter sabedoria e ideias diferentes das nossas que podem levar-nos a duvidar daquilo que acreditávamos ou tomávamos como certo nos forçando a mudar de ideia;

Atribuímos ao sobrenatural aquilo ao qual não sabemos ou não temos respostas;

Chega-se a verdade investigando os fatos, excluindo e incluindo raciocínios. Resistir ou relutar em aceitar ela é dar espaço para a maldade reinar.

William de Baskerville é o único que apresenta lucidez diante das mortes misteriosas no mosteiro (questionando a velocidade com que seus pares atribuem às forças demoníacas sem considerar antes as forças naturais). Ele usa de suas deduções, inteligência, observação, perspicaz e conhecimento dos filósofos gregos para chegar a verdade.   

O Nome da Rosa foi adaptado do livro homônimo de Umberto Eco (1930-2016). A narrativa seguindo uma linha investigativa e de mistério fazem o filme valer a pena. Há uma leve cena de nudez, mas ela está por um motivo e quem assistir vai entender.  

                                                                                                      Atualizado em 25/02/2023

De: Jean Jacques Annaud. Com: Sean Connery, Christian Slater, F. Murray Abraham, Feodor Chaliapin Jr e Michael Lonsdale. ALE/ITA/ING, 1986, 2h06 min.




domingo, 3 de maio de 2020

CHRISTUS VIVIT (CRISTO ESTÁ VIVO)




Se perdeste o vigor interior, os sonhos, o entusiasmo, a esperança e a generosidade, Jesus exorta: Jovem, eu te digo, levanta-te! (Lc7,14). Ele mostra outros sonhos que este mundo não oferece.”
Papa Francisco

          Os ventos da mudança... Aquela paciência, disposição e vontade se vão; O que era engraçado não é mais; O que era interessante não é mais; A memória só serve para trazer algo não muito alegre.

           É fácil cair na tentação da melancolia. De não querer saber, de querer fugir, de não querer ouvir, de achar que sabe, de sempre estampar uma cara de revolta, de querer insistir em algo que não dará certo.

          O mundo é um lugar que muitas vezes expõe seus perigos. As falsas seguranças. A cultura do provisório. O mundo virtual que estimula a vida dupla, a busca pelo prazer vazio, a vontade de se isolar e guardar tudo para si...

          Papa Francisco neste exortação apostólica fala do mundo. Também fala de Jesus. O filho de Deus é capaz de dar a paz tão almejada, a cura tão esperada e a presença constante em meio ao abandono. O grande desafio é procurar viver a vida que Ele propõe. Buscar ouvir a sua voz. Deixar escrever sua história de amor.................... Deixar-se ser uma nova pessoa.   

          “NECESSITAS DE AMOR? Não estará na devassidão, no uso dos outros. Encontrará de uma maneira que verdadeiramente te fará feliz. BUSCA INTENSIDADE? Não está no acúmulo de objetos, no gasto de dinheiro ou correndo atrás das coisas do mundo.”

Papa Francisco

          “A vida na terra atinge plenitude quando se transforma em oferta. Se aprende e amadurece ao fazer contato com o sofrimento do próximo[...] Quem são as pessoas que a sociedade descarta e exclui?[...] Nas pessoas mais humildes pode-se descobrir valores que não se via.”
Papa Francisco

FRANCISCO, Papa. Exortação apostólica pós-sinodal Christus Vivit: para jovens e para todo o povo de Deus. 2 ed. Brasília: edições CNBB, 2019. Documentos Pontifícios, 37. 128p.

sábado, 7 de dezembro de 2019

CRISTO MINHA VIDA





“Se queres progredir na oração, evita o exagero das conversas ociosas, as leituras vãs, os devaneios, a procura demasiada de diversões mundanas, a preocupação excessiva com os negócios, a segurança e as coisas deste mundo. [...] Retira-te de vez em quando para a solidão. Isto não significa que deves levar uma vida anormal. Não deves tornar-te esquisito, fugindo dos contatos sociais razoáveis e necessários” (ENZLER, 2011, p. 135).

          No início fazer isso parace impossível, mas a vida pesa e a gente se cansa... dos mesmos pensamentos; das mesmas respostas e perguntas; de expectativas não realizadas; dos mesmos pedidos; de esforços em vão; de não se encontrar; das desilusões; das insatisfações sem fim; de promessas; de tantos problemas...

          Analisamos a vida.

          Fazemos as coisas para Deus pensando nas recompensas. E quando elas não vêm surgem os desapontamentos: as respostas não vêm, nada muda, o silêncio reina...Falta de vontade, tédio, desânimo. Algumas coisas perdem o sentido. Ao mesmo tempo vemos como somos realmente, nossas reais intenções, desejos e limitações.

          Os valores do mundo não traz tanta felicidade como se esperava. O coração anseia por outras coisas. Com milhares de situações para resolver o que mais queremos é estar diante de Jesus e parar. Respirar. Não querer pensar em nada. Repousar. Abandonar-se. A vontade, a memória e a inteligência trabalham. Aceitamos a vida. Não, não é aquele estado estático à espera do nada, mas parar de tanto ir para lá e para cá e seguir um único caminho. Não tão dependentes de ações extraordinárias. Confiar na Sua Palavra. Tendo confiança que a esperança vem Dele. A Força também. Queremos que Cristo esteja em nossa vida para sempre. Em todas as situações.


ENZLER, Clarence. Cristo minha vida. 44ª ed. São Paulo: Paulinas, 2011. 212p.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

FALSAS DOUTRINAS: SEITAS E RELIGIÕES


Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.”(Mt7,15)

“Assim como houve entre o povo falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas.” (2Pd2,1)

O medo do futuro pode ser a razão de buscarmos a Deus. Devido à pressa, a vontade de querer logo, “pra ontem” a gente enveredar por lugares mais distanciam do que aproximam do Divino. Lendo o livro (que tem por base uma extensa pesquisa de D. Estevão Bettencourt) pode-se perceber o quanto somos sedentos por Deus.

Essa busca é dolorosa, silenciosa, feitas de longas esperas, mas com alegrias.

O livro não tem o objetivo de OFENDER ou DESRESPEITAR a religião dos outros, mas informar aquilo que entra em contradição com a fé católica.

Religião é um meio onde a humanidade entra em contato com o divino. Possui três características básicas:

1 – Crença num ser;

2 – Uso de um documento ou livro como guia de conduta;

3 – Culto a este ser. 

Exemplo: O cristão católico acredita em Jesus Cristo. Tem a Bíblia como documento e a Missa como culto.


A FÉ CRISTÃ

O centro da fé cristã centra-se na Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo transmitido a cada um nós Igreja Católica Apostólica Romana. Jesus veio para transmitir a fé para que sejamos salvos de nossos pecados (Mt 1, 21). Para isso quem se decide por Jesus precisa negar outras crenças e maneiras de adivinhar e controlar as coisas (Dt 18, 10-13). Para andarmos firmes na fé precisamos seguir os ensinamentos da Igreja Católica e não fazer o que queremos (2 Tm 4, 2-4). A Igreja Católica é a única fundada por Jesus Cristo.

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”  Mateus 16:18-19

Jesus não entregou as chaves a nenhum outro homem.

O QUE É UMA SEITA?

Grupo fechado que julga ter a solução dos problemas da humanidade.

Favorece seu crescimento:

·    Relativismo religioso;

·    Difícil situação do mundo atual;

·    Secularismo (Sociedade sem Deus e religião);

·    Materialismo;

·    Destruição das famílias;

 

       PROTESTANTISMO?

Religião cristã iniciada no século XVI por Martinho Lutero e hoje existindo sob forma de milhares denominações independentes uma das outras. As mais conhecidas: luterana, anglicana, calvinista presbiteriana, batista, metodista, mórmon, adventista, assembleia de Deus, testemunhas de Jeová e universal do reino de Deus.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:

Justificação da fé sem obras: o homem iria pecar pelo resto da vida não importando o que fazia ou deixava de fazer. O mais importante era ter uma fé firme e confiante em Jesus.

Bíblia como única fonte de fé sujeita ao livre exame: cada crente tem o direito de deduzir da bíblia às verdades que em seu bom senso julgue lhe haverem sido ensinadas pelo Espírito Santo.

Negação de intermediários entre Deus e o crente: para o protestante não há “canais transmissores da Graça” entre o homem e Deus. Ou seja, não precisa de sacramentos, de padres, do Papa, da intercessão dos santos...

 

DIFERENÇAS ENTRE AS RELIGIÕES ORIENTAIS

 

CRISTIANISMO

RELIGIÕES ORIENTAIS

Salvação por Jesus Cristo

Autossalvação

Voltado para Deus

Voltado para si mesmo

Monoteísmo (um Deus)

Panteísmo (eu sou Deus)

Rezar para discernir a vontade de Deus

Meditação para ter paz e chegar ao vazio interior

 

O budismo e o hinduísmo acreditam que temos uma centelha de Deus dentro de nós que precisa ser libertado das coisas sensíveis do mundo. Através de técnicas corporais e respiratórias esvazia-se a mente para entrar em contato com esse lado divino. Se não consegue nesta vida poderá obter em outras reencarnações. Religiões como a Sei Cho No Iê  professa que só existe a realidade espiritual. 

MACUMBA, UMBANDA E KIMBANDA

Macumba é a arte de cura, adivinhação e indução de espíritos a agir sobre os homens. Existe a magia branca (umbanda) e a magia negra (kimbanda).

Acreditam nos orixás (semideuses), exus (espíritos perversos) e eguns (espíritos de pessoas mortas).

Para se obter o auxílio dos espíritos superiores precisa-se oferecer “despachos” (comida, bebida, charutos e animais).


O QUE É A NOVA ERA E QUAIS SUAS CARACTERÍSTICAS ? 

Movimento de pessoas que propõe uma nova espiritualidade, rica de revelações de seres superiores. Desprezam as velhas instituições e a moral. O objetivo é criar um mundo novo, pacífico e fraterno. A nova era é:

·    Sincretista: mistura inúmeras religiões como se fossem verdadeiras e boas.

·    Panteísta: crer que tudo é Deus.

·    Não tem a bíblia como Palavra de Deus.

·  Busca de Deus pela experiência: uso da inteligência, espiritualidade oriental e técnicas psicológicas para encontrar-se consigo mesmo e resolver os problemas. “Eu sou Deus”.

·   Nega o pecado e a redenção por meio de Jesus Cristo: o homem não tem responsabilidade pelos seus atos e não precisa de um salvador.


ESPIRITISMO

Ganhou força com Alan Kardec.

 

CRISTIANISMO

ESPIRITISMO

Salvação por Jesus Cristo.

Salvação pelo esforço próprio.

Misericórdia.

Karma.

Uma vida, ressurreição da carne.

Várias vidas (reencarnação).

Jesus é Deus.

Jesus é um espírito evoluído.

Auxílio da força do Espírito Santo.

Consulta a espíritos desencarnados.

Céu, inferno, demônios.

Não acreditam no céu, nem no inferno e nem nos demônios.

Santíssima Trindade (Pai-Filho-Espírito Santo).

Não creem na Santíssima Trindade.

 

Aquino, Prof. Felipe(org). Falsas doutrinas: seitas e religiões. 14 ed. São Paulo, Lorena: Cléofas, 2010. 216 p.

 







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