quarta-feira, 13 de maio de 2026

ALEGRIA E TRISTEZA DAS BANDAS DE ROCK: STONE TEMPLE PILOT


 

Algumas músicas se tornam trilha sonora da nossa vida, mesmo que o real significado das letras não tenham nada a ver. Quando várias músicas de uma mesma banda “falam conosco”, logo a banda se torna parte da gente. Quando um dos membros morre ou quando a banda acaba a sensação é como se parte da nossa vida também se fosse.


Stone Temple Pilot por exemplo. Ela é aquela banda que traz um misto de alegria e tristeza ao mesmo tempo. Alegria porque era o vocal de Scott Weiland que se encaixava no som que a banda fazia. Ele não apenas mudava de aparência, sua voz mudava em algumas músicas. E por falar nas músicas, elas não eram um mero produto. As letras não eram só palavras rimadas ou jogadas. Elas foram sentidas e vividas pelos compositores (principalmente por Scott). Existia algo de verdadeiro ali. Os temas são variados: Tensões emocionais, palavras mal escolhidas nos relacionamentos, observação social, desconforto existencial, busca por alívio, busca por redenção, transição da vida, vício em drogas, apegos, solidão, traições, expectativas não realizadas, traumas de abusos, decepções amorosas.


Tristeza porque nada é para sempre. Scott se foi em 2015. Vendo sua vida, se reafirma que a fama e sucesso não é para qualquer um. As drogas como sempre só anestesiavam a dor, mas nunca resolviam os problemas.

Seja para transmitir alegria ou tristeza, trazer boas ou más lembranças as músicas estão aí e algumas delas permanecem para sempre em nossa memória.

Playlist Obrigatória: And So I Know / Big Empty / Crackerman (Live) (MTV Unplugged) / Creep / Dead & Bloated / Glide / I Got You / Interstate Love Song / Kitchenware & Candybars / Lady Picture Show / Plush / Sour Girl / Unglued / Still Remains / Vasoline / Wicked Garden (Live) (MTV Unplugged) / Wonderful.


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

MEMÓRIA FINITA

 


O que falar da autora, professora e jornalista, Maria das Graças Targino? Numa palavra: diferente. Tive a oportunidade de ser seu aluno. E vi em sala de aula o resultado de talento, vocação, habilidade e amor pelo que se faz. Nenhuma aula era igual. Não basta “nascer para aquilo", saber fazer ou ter os recursos para se fazer. É preciso trabalho, dedicação e seriedade. A professora Graça despertou o gosto de ir para sala de aula.

Escrever não é para qualquer um. Requer gosto pela leitura (o óbvio), mas também de estratégias para querer ser lido. No caso dela, ausência de vaidade e coragem de se expor. Seus textos não são autobiográficos, mas aqui e acolá ela “solta alguma coisa" e dá para perceber alguns detalhes e fazer um resumo de sua vida. E também de levar algo para a nossa.

Neste seu livro mais recente, o gênero textual ainda é as crônicas, os fatos do cotidiano. (A escolha por ele talvez se justifique pela sua formação em jornalismo). É no cotidiano que a vida acontece. É no cotidiano que os pensamentos e os sentimentos mudam, o aprendizado chega e a gente muda.

Na obra, o fator tempo ainda reina. Ele pode acabar a qualquer momento (como sempre foi). O que temos são as memórias. Há coisas para se lamentar: as coisas que deram errado/não aconteceram; as perdas, os fracassos; o abandono, a maldade humana que não cessa, a solidão… Mas na memória há coisas boas: o trabalho bem realizado, as pessoas que conhecemos, a Fé, o estar vivo. 

As experiências da vida fizeram Graça Targino ser uma desbravadora. Tanto de lugares geográficos, como no coração das pessoas. Conhecer para melhorar como ser humano. Aqui na Terra, no lugar dos seres imperfeitos, o que vale é aprender com os erros(entende-se aí procurar evitar a cometê-los); buscar razões de viver que ultrapassem o afetivo, financeiro e material; gostar de algo; ter algum apreço pelo ser humano(e também pelos animais); estar atento ao Mundo e ser sensato e lúcido. Tudo isso é expresso em seus textos.

A memória é finita. Realmente tudo pode cair no esquecimento. Nesse mistério que é a vida resta-nos vivê-la, tentando fazer algo, construir algo, para nós, para o mundo.

TARGINO, Maria das Graças. Memória Finita. Teresina-PI: Nova Aliança, 2025. 370p.

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