O papa de Roma é o líder
religioso e moral mais influente e conhecido do mundo. Todo governo no mundo
tem de lidar com ele de algum modo. Sua importância é inegável. É assim desde
dia que o Imperador Constantino legalizou o cristianismo no século IV. Em todo esse período, assentaram-se no trono
papal, papas bons, papas ruins, papas controversos e papas esquecidos. Como
todos nós, o papa é cativo de suas circunstâncias, educação e personalidade. Há
um tremendo paradoxo no papado, pois vemos seres humanos falhos ocupando um
lugar que seria para pessoas perfeitas espiritualmente. Isso faz com que uma
parcela da Igreja não aceitem sua autoridade.
Mas qual sua história e sua
função?
A palavra papa vem do grego e do latim e quer dizer
pai ou papai. Ele é o sucessor de Pedro, um dos doze apóstolos, o mesmo
que Cristo entregou as “chaves” de sua Igreja (Mt 16, 13-19). São Pedro é um
dos personagens mais importantes do Novo Testamento. O seu nome vem do grego e
significa “pedra”, porém seu nome no original aramaico quer dizer Simão. Filho
de Jonas e irmão de Santo André, Pedro era natural de Betsaida e conduzia uma
pequena empresa de pesca junto com seu irmão, São João e São Tiago Maior. São
Pedro era um judeu crente e praticante, confiante na presença ativa de Deus.
Era casado e vivia em Carfanaum. Depois de Pentecostes, São Pedro irá
desempenhar a importante missão de guiar os Apóstolos conforme o mandamento de
Cristo. Sua liderança é visível em vários trechos dos Atos dos Apóstolos:
·
Foi ele que conduziu a eleição de São Matias;
·
Realizou a primeira pregação apostólica;
·
Batizou os primeiros convertidos;
·
Realizou a primeira cura registrada;
·
Quem primeiro evangelizou os pagãos;
·
Conduziu o primeiro concílio da Igreja, em
Jerusalém.
Foi um grande evangelizador.
No ano de 67 d.C se entregou a Nero em troca da liberdade de todos os católicos
que estavam presos. No dia 29 de Junho, foi crucificado de cabeça para baixo.
O papel dos papas, desde
começo, tem sido o de conservar,
proteger ou preservar o depósito
da Fé. Em seu juramento, o papa promete “não
diminuir ou mudar nada da tradição recebida, conservada por seus predecessores,
tampouco admitir qualquer novidade, mas com fervor, resguardar o que foi
transmitido.” A Igreja ensina que a Revelação Divina, o conjunto de
conhecimentos em que é necessário acreditar para que alguém seja salvo
(doutrinas como a Trindade, Encarnação, Transubstanciação e assim por diante),
encerrou-se com a morte de São João, o Evangelista, cerca de 104 d.C. Esses
ensinamentos são tidos como reais e verdadeiros em que podem ser comprovados.
Quando disputas doutrinárias vêm à tona, o papa tem de determinar o que a
Igreja ensinou sobre a questão. Como guardiões das doutrinas, são incapazes de
alterar a posição da Igreja quanto a temas como aborto, contracepção, divórcio
ou ordenação de mulheres.
Como o rebanho do papa
reside no mundo e a influência externa mais forte num indivíduo é o governo,
desde a época de Constantino os papas lidam com a política. Isso exige
responsabilidade. Como terras significam poder, as propriedades e a soberania
temporal eram consideradas essenciais se o papado desejava buscar um caminho
independente na sua relação com os grandes do mundo. Mesmo que essas realidades
os desviassem e ofuscassem de sua real missão, eles conseguiam exercer suas
funções espirituais.
A Igreja Católica afirma que
ela e seus papas devem dar continuidade à obra de Cristo, que ela é o Corpo
Místico de Cristo. E é somente por meio desse corpo que encontramos o caminho
para a Salvação. Para os católicos, a Igreja é a luz que resplandece nas
trevas. Mesmo que ela passe por algumas crises, em sua cerne, há algo que ela
considera um mistério: a transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de
Cristo.
Fontes:
COULOMBE, Charles. História dos Papas. Dois Irmãos, RS:
Minha Biblioteca Católica, 2022.
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