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domingo, 5 de outubro de 2025

VIVER A VIDA PARANDO DE SE LAMENTAR

É incômodo saber que muitas coisas não aconteceram/ deram errado em sua vida; assistir a vida do outro tomando forma enquanto a sua parece estar estagnada; sentir-se despreparado por não ter certas vivências ou experiências e não saber o que querer e buscar da vida.

Foram as decisões tomadas? O jeito de ser? Foi culpa dos outros, da vida?

Não se sabe. Não se controla o mundo aí fora. As decisões foram tomadas porque na época elas pareciam ser as mais acertadas e também era o que as circunstâncias permitiam. Coisas ruins e inesperadas acontecem sem a gente esperar.

Houve a tentativa de ser outra pessoa para ver se as coisas seriam diferentes, mas os resultados foram os mesmos.

Os sentimentos variavam. Vão da vergonha, indo para a tristeza, passando pela humilhação, chegando na solidão, até terminar na rejeição.

No presente, nenhum sinal de acontecer aquele desejo, aquele pedido. No horizonte, nada.

Havia aquele pensamento de “não tive ou conquistei tal coisa porque eu não estaria preparado, não era o momento ou não me faria bem”.

Que nada.

O coração não aceita isso. Não está nem aí. Ele é egoísta, exigente, apressado, ingrato e esquecido.

O QUE FAZER DIANTE DESSE CHORO TODO?

Não muita coisa, a não ser aceitar.

Aceitar os “nãos” da Vida.

O que se pode fazer? O tempo não volta. Não tem como controlar as pessoas e querer que elas façam as nossas vontades. O mundo não gira ao nosso redor e a vida não acontece na nossa cabeça!

Acho importante lutar. Continuar insistindo. Se ainda está vivo, então algo ainda pode ser feito. Com paciência, calma, prestando atenção na vida, buscando outras lutas.

A cabeça e o coração ainda podem ser mudados.  É fazer uma espécie de reeducação. Passar por uma “formatação” e mudar as “funcionalidades” para olhar as coisas de um jeito diferente e aprender o que vale a pena ser aprendido:

1 - Não adianta Parecer uma pessoa e Ser outra longe dos olhares dos outros. A verdade da pessoa está em seu coração. Quando o mundo e as pessoas não dão o que queremos, tendemos a nos voltar contra eles. Seja em pensamentos ou em atitudes. É preciso vigiar isso, porque senão corremos o risco de cair numa teia de “tipos” de pessoas que não são nada agradáveis: o injusto, mentiroso, invejoso, egoísta, infiel, duas caras, amargurado, ressentido, desanimado, vingativo, o desacreditado e o assassino.

2 - A posição mais acertada diante de murmurações é a do agradecimento. A Vida não é fácil. Ela é cercada de desafios e problemas aos quais nem imaginamos. Nos julgamos preparados, mas quando acontece, o que fazer, não é tão fácil. Na maioria das vezes não sabemos o que fazer e sempre recorremos a ajuda dos outros. O material, financeiro, emocional e psicológico pesa em alguns momentos.

3 - Carência e solidão é o calcanhar de Aquiles de muito de nós. Não observando essas áreas, damos brecha para o mal entrar em nossa vida.

4 - Fazer o que se pode, o que se sabe. Ajudar e receber ajuda. Ninguém chega a lugar nenhum sozinho. É IMPOSSÍVEL!

5 - Se não posso fazer nada, se não há saídas, só me resta aceitar e viver o que tem para ser vivido.

6 - Não projetar nos outros nossos fracassos, desejos e vontades. Se a vida deles ainda incomoda, se passo o tempo olhando suas vidas é porque a minha é vazia. Não há gosto por ela. Em todo caso é melhor se afastar daquele(s) em que nutro alguma inveja ou atribuo a ele(s) alguma culpa.

7 - O que buscar? O que querer? A princípio não parece fácil, mas quando se aprende a fazer alguma coisa ganhamos utilidade e as coisas começam a acontecer.

8 – Ajudar o próximo é libertador quando se faz sem esperar recompensas.

Creio que sem uma Fé concreta fica muito difícil seguir tudo isso aí. Não acreditando em qualquer coisa, mas em algo que traga mudanças significativas e visíveis. As ideias passam, as pessoas também. Tudo é transitório. Tudo passa. Poucas coisas ficam. Tudo pode acabar a qualquer hora. A morte está bem aí para provar isso. É importante viver bem o tempo que temos amparado em Alguém que seja mais forte e sábio que nós. Que nos console quando precisarmos e que seja o nosso guia rumo aos caminhos certos. E nos dê motivos para viver.

sábado, 9 de novembro de 2024

NO QUÊ CREMOS?


 

Ninguém consegue viver sem acreditar em algo. Se acredita em Deus ou em pedras ou em energias ou em espíritos ou em coisas ou em si mesmo. Quem diz que não acredita em nada na verdade já está acreditando em alguma coisa! Não tem como ficar em cima do muro. Ou se acredita ou não. 

Se acredita não para defender que sua religião é a melhor, forçando os outros a participarem dela. A crença confere uma identidade à pessoa.

Portanto ela precisa ser não só dita, mas vivida. Se digo que pratico alguma religião, preciso saber sua história, sua fundação, sua doutrina, preciso conhecê-la para poder praticá-la e falar dela aos outros quando for necessário. Quem não sabe no que se está acreditando fica perdido, confuso, vacilante, instável.

A crença pode ser objeto de salvação quando perdemos tudo, até o sentido de viver a vida, nos dando um novo impulso, um ar novo de viver.

A religião nunca deve ser usada como meio de se promover ou como forma de fuga da realidade. É bom praticá-la com serenidade e bom senso sem esquecer dos compromissos e responsabilidades. Sem esquecer que o que importa é a maneira de como se trata as pessoas. Dar uma de esquisito, estranho, hipócrita não convém.

Embora tenhamos muitas opções de crenças não tem como abraçar todas. Ou é uma ou é outra. Assim como somos um: temos uma vida, um coração, uma alma, e um corpo, não tem como estar em dois lugares ao mesmo tempo. Não tem como obedecer vários senhores. É preciso estar firme e perseverante. Por isso é importantíssimo avaliar: minha religião ou aquilo que acredito está me fazendo bem? Está me dando uma qualidade de vida? Está me fazendo uma pessoa melhor? Está melhorando minha relação com as pessoas?


sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

FRASES SOLTAS DE UM FINAL DE ANO

 

Ganha-se uma vida não para fazer aquilo que se quer

Coração, mente e memória tem que se convencer disso

 

É preciso lutar e ser corajoso

 

        Viver a vida fazendo algo concreto

 

Há uma missão, um sentido, um papel a se cumprir

Pode ser feito com a vida que se tem

Não olhando para o passado querendo viver algo que não volta mais

E nem ficar ansioso por um futuro que não aconteceu

 

          Algo tem que ser deixado para trás

 

Se não encontrar um propósito

Um motivo pra viver

Fica-se eternamente perdido,

Eternamente caindo nos mesmos erros

Olhando, buscando, imaginando, fantasiando...

...uma vida que só existe na cabeça

 

   Algo em si mesmo precisa mudar

 

É preciso querer e querer de verdade

 

Aceitar

Que não é a hora, nem o momento

Que aquilo que se deseja não vai ser como esperado

Que não dará felicidade

 

 

A vida evita sofrimentos maiores e reais

 

Aceitar o que não aconteceu

 

Dar pra ser melhor sem se parecer com os outros

 

 

A vida e as pessoas não são como estar na cabeça

 

Não se vive de ideias e fantasias

 

 

Tudo

Tem

Seu

       Momento

        e o que for

             Pra acontecer

      Acontece

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

COMO SER IMPORTANTE E INSUBSTITUÍVEL?

Se você fosse pensar num ambiente onde sentiriam sua falta provavelmente seria a família. Pois nela você é valorizado pelo o que é (mesmo com os defeitos e os fracassos). Também em algumas amizades.

No trabalho você pode até se achar melhor por fazer de um jeito diferente o que o outro não faz e se enganar achando que não vai existir ninguém como você. Bem, mudanças acontecem. No início é difícil. Com o tempo as coisas voltariam a funcionar dentro de uma normalidade mesmo sem você presente. Com a rotina aos poucos você seria esquecido e lembrado só de vez em quando.

Se você é considerado somente pelo desempenho e resultados então sofrerá bastante quando chegar o dia que não poderá fazer mais as coisas do mesmo jeito que antes. Também poderá ser abandonado pelas pessoas que estavam com você apenas por aquilo que proporcionava ou dava a elas (leia-se aí dinheiro, luxo e vantagens).

Você passa pela vida das pessoas assim como as pessoas passam pela sua vida deixando marcas. É bom ter algo bom para lembrar. Mais ainda ter a coragem de viver o novo sem olhar para trás buscando conhecer e saber além do que já se sabe. Não pensar somente em si. O que favorece a criar vínculos fortes é sempre a atitude de ajudar mesmo com imperfeições.

Se você for uma pessoa assim fará muita falta.


domingo, 14 de agosto de 2022

FAZER ALGO DE BOM PELOS OUTROS NOS TORNA PESSOAS MELHORES?

Depende. Se for pra fazer esperando alguma retribuição, para “aparecer” ou para alimentar a vaidade, então...

Nas cenas finais de Blade Runner 2049 de Denis Villeneuve, o personagem K(Ryan Gosling) ao perceber que não ia ter o que sempre queria e que tudo que acreditava não passava de uma mentira decidiu fazer o que achava certo: fazer um pai reencontrar a filha que não via desde seu nascimento. Nem que tivesse que pagar com a vida.

Meio sem querer, K nos mostra não apenas que não se pode ter o que se quer, mas que se não formos contra nossas vontades, o mal cresce e ganha força. É preciso perceber que existe algo além de nossos desejos e necessidades e que tem alguém que sofre mais do que nós. Temos uma parcela de responsabilidade pelo mundo ser o que é hoje.

“Morrer pela causa certa é algo mais humano que podemos fazer” é dito no filme. Qual o preço? Talvez a própria vida. O que receber? Talvez nada. O que ganhar? Idem.

Há pessoas que vale a pena se arriscar por elas. E não precisa ter um grande motivo. Deckard(Harrison Ford), o pai da história, ao ser salvo pergunta a K:

“O que sou pra você?”

K não responde. E nem precisa. Talvez Deckard fez a pergunta porque essa atitude “de dar sem receber” é muito estranha. E é mesmo, mas são essas que fazem acender uma chama de esperança. 

quinta-feira, 21 de julho de 2022

VIVENDO OS ROTEIROS E OS PAPÉIS NA VIDA

 

A vida nos dar um roteiro a seguir e papéis a serem desempenhados: estudar, trabalhar, se relacionar, viajar, sonhar e planejar; ser uma pessoa boa, honesta, humilde, justa, presente, responsável, madura e trabalhadora. Há uma enorme vontade em não seguir e em não ser nada disso, pois depende muito do próprio querer. Pois na hora das “gravações” ou na vida real, algumas coisas surgem sem avisar e o resultado é inesperado.

Atualmente o roteiro que a vida nos dar é o de correr atrás do dinheiro. Matar, roubar e mentir por ele se possível. O papel é o de ser o que quiser, fazendo o que bem entende.

É claro que depois a “conta chega” e veremos os resultados.

 

É a hora de fazer perguntas incômodas:


O que estou fazendo da minha vida?

Que tipo de pessoa estou sendo?

O que precisa ser feito ou qual a pessoa que preciso ser?

*****

Não adianta sofrer por aquilo que não se tem controle. O que se tem de valor hoje em dia não dura pra sempre e o ideal de pessoa é aquela seca e vazia.

Sempre vão existir contrariedades. Cansativas e “chatas” são elas que nos deixarão fortes. Quem nunca sofreu dificilmente conseguirá viver (porque viver é sofrer um pouco).

São os “nãos” que nos fortalecem.

O que compete a mim? O que compete ao outro? O que compete a Deus?

sexta-feira, 1 de julho de 2022

FALSAS APARÊNCIAS

Admitir que não está bem é desafiador

Porque é o mesmo que pedir ajuda

De que é preciso fazer algo que não se quer.

 

Olhar para dentro e admitir

Que algo lá dentro continua doendo e doendo  muito

Que o outro está certo

De que o que se sentiu, disse e fez estava errado

De que precisa de ajuda

De que  às vezes se é orgulhoso e cruel

De que a realidade é diferente

Que o(s) outro(s) não deve(m) nada

Quem deve realmente mudar não é o próximo.

 

É mais fácil mentir, fingir, teimar, não ouvir, ignorar

Apontar e acusar

Dizer que  tudo está bem

Não lhe lidar com os próprios problemas

É mais fácil desfasar, se esconder, fugir, evitar os outros  

Não pelo medo do julgamento, mas de ouvir o que no fundo já se sabe.

 

Se as atitudes não se casam com os pensamentos e sentimento a vida não vai andar

O coração vai se fechar, o orgulho e o rancor vão reinar

Vai abandonar as pessoas queridas porque elas também têm problemas e precisam receber atenção, tempo e dedicação.

 

Deus age através das pessoas

Se não as escuto...

Elas nos colocam na realidade

São elas que fazem desaparecer nossas falsas aparências. 


domingo, 21 de novembro de 2021

HÁ UMA CULTURA MELHOR QUE A OUTRA?

A palavra Cultura vem do latim colere que quer dizer Cultivar. Aquilo que é conservado, transmitido por um grupo de pessoas com diferentes formas de ser e pensar. Com histórias particulares, vivendo isoladas e distantes entre si, com modos de viver peculiares e com diferentes maneiras de expressar seu conhecimento.

         A vontade de buscar novas possibilidades de se viver e de encontrar maneiras diferentes de usar os recursos naturais fez surgir o pensamento que há culturas melhores que as outras. E que umas precisavam dominar as outras. Para isso acontecer eram necessárias duas coisas:

  • Contar uma versão dos fatos históricos e omitindo outros.
  • Passar de maneira convincente que determinada cultura é a mais adequada, a “mais certa”. Os meios de comunicação ajudam nisso difundindo maneiras de se comportar, propondo estilos de vida, modos de organizar o cotidiano, de se vestir, de falar, de sonhar, de se relacionar, de sofrer, de lutar, de amar...

            O resultado que se ver é um pequeno grupo determinando como deve ser a vida da maioria, obtendo para si o controle e os benefícios de tudo aquilo que é produzido. Deixando rastros de desigualdades impossibilitando assim o desenvolvimento de muitos.

          Mudar é um aspecto fundamental. Somos movidos não pelo que existe, mas pelas possibilidades e projetos do que pode vir a existir. Compartilhando os espaços, rejeitando aquilo que confunde, divide e traz a morte, mantendo guardada na memória a própria história e a do outro, afinal a cultura é o legado comum de toda a humanidade. 

SANTOS, José Luiz dos. O que é cultura. 16ª ed. São Paulo, Editora Brasiliense: 2009. Coleção Primeiros Passos, 110. 91p


sexta-feira, 28 de maio de 2021

ABORTO? ABORTAR?

 


“Matar um ser humano no ventre da mãe jamais será uma solução correta e moral para resolver os problemas da humanidade”.1

Prof. Felipe Aquino

“O preço por ter um filho de estupro é altíssimo. Mas o preço da consciência pesada é muito maior. Eu tenho certeza que quem aborta vive sempre com um martelinho na mente batendo, lembrando do que fez”.2

 

          Alguns pensam que abortar um bebê nos primeiros meses da gravidez não tem problema porque não se trata de uma vida. Porém, o que a mulher carrega não é uma coisa. Uma coisa não tem vida; não se reproduz e nem tem vida própria.

          Cientistas de renome internacional (como Jérome Lejeune) afirmam que a vida começa não nascimento, mas muito antes, na concepção. O embrião formado pela fecundação do óvulo pelo espermatozoide já contém células com características de uma pessoa.

          Se olharmos de longe, as motivações de legalizar o aborto são mais por questões ideológicas, políticas e financeiras do que o bem estar da mulher. Ou seja, existe o pensamento que a vida ideal seria aquela sem compromisso com ninguém; Países pobres permaneceriam nas mãos dos mais ricos através do controle demográfico; Clínicas de aborto faturariam alto com esse “negócio”.

          De perto, legalizar o aborto serviria como saída para apagar um “erro”: uma gravidez indesejada.

          Na internet ou mesmo no nosso convívio social há relatos de mulheres que decidiram não matar seus filhos. Mesmo que tenham sido fruto de um estupro. Mesmo que a criança tem nascido com alguma condição congênita. Mesmo que tenha sido na adolescência.

          Existem mais duas razões de querer o aborto. A primeira seria “poupar” a criança do sofrimento (Mas o que seria mais importante? Dar coisas? Ou amor, carinho e atenção?). A segunda é que a criança atrapalharia a vida profissional.

          A realidade biológica da mulher é gerar e cuidar do seu filho não nascido. Enfrentar a realidade de ter provocado um aborto provoca impacto em sua personalidade e sentimento de culpa por ter matado o próprio filho.

          Fica a pergunta, você é a favor do aborto?

 

Fontes:

1AQUINO, Prof. Aborto?... Nunca!... 3ed. Lorena-SP: Cléofas, 2005. 140p.

2www.providaanapolis.org.br

domingo, 6 de setembro de 2020

JANELA INDISCRETA ( REAR THE WINDOW, 1954)

 


Alguns filmes lançados há muito tempo conseguem trazer reflexões para a nossa época. Janela Indiscreta é um deles.

O fotógrafo L. B. Jeff quebra uma das pernas num acidente de trabalho e precisa ficar alguns dias confinado numa cadeira de rodas. Impossibilitado de se mover, passa o dia a “bisbilhotar” a rotina de seus vizinhos (que mantém as janelas abertas devido as enormes ondas de calor) até desconfiar que um deles cometeu um assassinato. Com a ajuda de sua bela namorada Lisa Carol Fremont e da enfermeira Stella começa a investigar para ter certeza de suas suposições.

Ligados 24h nas redes sociais.

Sem stories, atualizações, postagens, curtidas ou comentários... apenas observando.

Neste novo mundo se estar à mercê da opinião alheia. Velada ou manifesta.

É a geração dos curiosos.

Olha-se de alguma maneira e com alguma intenção.

Não se sabe o que se passa na cabeça de ninguém, mas é precipitado aquele(a) que tira conclusões com base apenas naquilo que  ver.

O que o outro faz não é da minha conta, desde que não seja algum crime.

De Alfred Hitchcock. Com James Stewart, Grace Kelly, Thelma Ritter, Raymond Burr e Wendell Corey. EUA, 1h55min.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

AMAR, VIVER, ESCREVER





Ainda se olha a velhice como sinônimo de que “o fim estar chegando”. Também podera, quem gosta de conviver com doenças, de ser esquecido pelas pessoas que ama, de ser um “peso” para os outros? Realmente, ninguém. Contudo se o desamor pela vida surge de um lado, o amor surge do outro. De onde menos se espera. Sempre se muda quando se descobre uma nova perspectiva.


          Este livro ganhou destaque antes mesmo da leitura. Fiz o pedido diretamente com a autora. Pela distância geográfica (moramos na mesma cidade, Teresina-PI) não deveria demorar tanto para chegar em casa. Mas demorou e muito!

          Depois de um mês, a autora já ia me entregar outro, dessa vez ia recebê-lo em mãos por uma amiga sua. Chegando ao local indicado ela não estava. Teve que viajar às pressas para resolver assuntos familiares. O livro ficou dentro de uma sala que só ela possui a chave. Pensei: “Esse livro deve ser muito bom para tudo isso estar acontecendo”.

          Ao chegar em casa (no mesmo dia) recebo a notícia de minha irmã que chegou o livro (não, não é uma pessoa com esse nome). E era ele! Um mês depois! Detalhe, os correios não entregou em mãos para receber a assinatura. O livro estava jogado na calçada. Isso mesmo, o livro foi arremessado!  Ainda bem que o rufus (o cachorro de casa) não gosta de ler.

          E o conteúdo? Bem para ser lido qualquer autor(a) precisa abordar temas que faz parte da vida dos leitores. Isso é facilitado quando há assuntos diversos numa mesma obra. O que se percebe de comum nos textos? O olhar da vida com uma lupa. Quando se percebe os detalhes nossos e da Vida algo profundamente muda. Com lamentos se ver a escalada da violência (em todos os seus graus), a maldade, a ambição desmedida, o preconceito, as injustiças e a solidão idem.

          Mesmo assim a graça da vida não se perde. Ainda há coisas boas para se viver e elas nos empurram para frente. São coisas que o dinheiro não compra e o ladrão não leva.


TARGINO, Maria das Graças. Amar, viver, escrever. Nova Aliança: Teresina-PI, 2019. 326p.

Maria das Graças Targino escreve mensalmente em:https://www.ofaj.com.br/colunistas.php?cod=29

quarta-feira, 3 de junho de 2020

DOIS MUNDOS QUE NÃO SE MISTURAM



A grande expectativa dos fãs quando Smallville estreou já no longínquo 2001 era saber como Clark Kent e Lex Luthor se tornariam inimigos. Demorou... veio no 16º episódio da 7ª Temporada. No diálogo de embate entre ambos ficou evidente que eram diferentes desde princípio. A começar pelo modo de criação paternal. Ambos lutavam contra seus destinos programados pelos seus pais biológicos. Mas a maneira como Clark e Lex lidavam com suas dúvidas e conflitos eram bem diferentes.  

Depois do fim da amizade, ocorrida na 5ª temporada, o encontro de cada um se tornou emblemático. Palavras regadas de desconfianças, mágoas, sinceridades e acusações mútuas.

A cada nova situação que surgia na história trazia à tona uma nova pessoa dando indícios do que faria a partir dali. Lex poderia ser uma boa pessoa, mas não quis. Fechou seu coração ao amor e sentiu-se traído e roubado por tudo e por todos. Morria o Alexander e nascia um homem sem inibições e escrúpulos capaz até de matar.

Clark ainda teimava em não cumprir sua verdadeira missão na Terra (que era salvar a humanidade de sua extinção). A presença de sua família kryptoniana só atestava que nunca seria humano. E que tinha que aprender a conviver com os erros cometidos; a dividir responsabilidades; a se abrir um pouco e saber que existem pessoas fazendo o bem além dele. O amor foi a chave para Clark se manter no caminho certo, de acreditar nas pessoas e em si mesmo.

Clark e Lex simbolizam a bondade e a maldade. O que acolhe e o que recusa o amor. Sendo assim o destino deles não vai terminar de modo amigável e pacífico (se levarmos em conta a conversa no último capítulo da série). Ali se descartou qualquer chance de reconciliação.


Smallville (2001-2011) foi desenvolvido originalmente por Alfred Gough e Miles Millar.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

FILHOS: TER OU NÃO TER? CUIDAR OU NÃO?



          O zigoto (primeiro estágio do embrião) forma-se com as informações do espermatozoide do homem com o ovócito da mulher...

          A fecundação se inicia...

          Os 23 cromossomos de cada um são reunidos...

          O embrião divide as células...

          Temos um organismo, um ser vivo dotado de patrimônio genético...

          No terceiro mês, o embrião recebe o nome de feto onde até o oitavo passa por alguns processos. Tais como: formação dos membros, órgãos, identificação do sexo, reações a ruídos externos e etc.

          Eis a vida sendo formada pelos meios natural e biológico.

          Faz parte do desenvolvimento do ser humano cuidar dos seus. Mas a forma de como se vive a vida hoje faz muitas pessoas pensarem ou não em ter filhos.

          Comum os pais se preocuparem se seu filho vai ser bem sucedido ou se podem sofrer de alguma doença genética ou hereditária (como diabetes, daltonismo, câncer, depressão). Isso gera apreensão. Três pensamentos surgem:

·    Para evitar “trabalho” alguns optam em não ter filhos.

·    Criança gera “gastos” e requer renúncias e paciência.

·    A criança pode atrapalhar a relação conjugal.

·    A falta de afeto dos pais e uma infância difícil...

          Fora que há indivíduos que não apresentam aspectos materno ou paterno e delegam essa responsabilidade a terceiros.

          O segundo pensamento é recorrer a reprodução não natural, tais como a inseminação artificial (esperma coletado e introduzido no colo uterino). Esse meio dá esperança de gerar um ser segundo nossas escolhas e sem propensão a certas doenças. Mas precisa ser pensando e muito. Além do lado financeiro questões éticas e morais entram em jogo. Afinal:

·    Brinca-se de ser Deus.

·    Isso pode aumentar no ser humano a autossuficiência.

          Por fim, algumas pessoas não querem assumir compromisso algum. Não estão se importando em precaução quando assunto é sexo. Com muitos parceiros é grande o risco de adquirir e transmitir para mulher e a criança doenças. Sendo que um filho não esperado muda toda estrutura de uma vida. A falta de formação pessoal e preparo psicológico pode fazer a mulher pensar em aborto.

          Por mais controladores que queremos ser a Vida sempre nos escapa. Sempre algo novo acontece e se aprende muita coisa também. Mesmo que cause espanto. Filho sempre é uma bênção. Não importa como venho. Planejado ou não. Esperado ou não. Ver uma vida que nasce é contemplar a oportunidade de ser uma pessoa melhor do que já foi antes. Esse é o grande milagre do ser humano: a capacidade de dar a volta por cima.

COMISSÃO NACIONAL DA PASTORAL FAMILIAR (CNPF). Manual de bioética. Fundação Brasília-DF, 2013. 80p. (Fondation Jérôme Lejeune).

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