A fobia é um distúrbio mental onde um medo aparentemente imotivado de um objeto ou de uma situação que, para ser evitada, a pessoa se submete a difíceis limitações de sua autonomia.
Como
entender e combater isso?
Nossas
emoções estão ligadas a nossos pensamentos e preocupações. Ou seja, somos nós com nosso modo de pensar e
avaliar as coisas que causamos raiva,
tristeza, alegria, ansiedade. Nosso comportamento depende dos julgamentos que fazemos das situações
que temos de enfrentar e das consequências
que prevemos. Se não consigo prever ou conhecer algo mais propenso fico a
ter medo. Um fato novo, uma pequena mudança ou um evento desconhecido é capaz
de me desestabilizar. O primeiro ponto, portanto é reconhecer as próprias
emoções.
Um
exercício útil, antes de enfrentar as situações é imaginá-las. É analisar os
próprios pensamentos para depois procurar compreender as coisas como realmente
elas são. “No que eu estava pensando?”, “O que fez pensar em tal coisa?”
Há pessoas
que travam diante de uma situação nova e não sabem o que fazer. Isso pode
causar sofrimento. Um indicador do
próprio estado de saúde deve ser procurado não no maior ou menor bem-estar
que se experimenta, mas na quantidade de
coisas que se é obrigado a evitar para não passar mal.
É chegar
a três respostas:
1 – O que causa o sofrimento?
2 – Como foi que aconteceu?
3 – Como resolver?
Como dar um novo olhar e aprender uma nova maneira de avaliar os acontecimentos
de modo que eles não mais sejam uma fonte de sofrimento? Como se comportar?
Falar
é fácil... Nem todos conseguem transformar em palavras aquilo que está
sentindo. Tudo aquilo que recebi de meus pais na infância e na adolescência
influencia no adulto que sou hoje. Se recebi muito cuidado, mais me sinto amado
e vejo o mundo e as pessoas com mais otimismo. Se fui controlado,
superprotegido, mais me sentirei frágil, dependente e incapaz de enfrentar as
dificuldades, por isso, pouco amável. Se sou apegado, mais incapaz sou de
enfrentar a realidade sozinho. Se sou desapegado, enfrento sozinho a realidade,
mas me torno incapaz de fazer ligações afetivas profundas.
Há no
nosso imaginário que um modelo de pessoa a ser é aquela que é forte e sozinha, independente.
Forte porque enfrenta toda situação nova ou difícil, sem a mínima dificuldade,
incerteza, com absoluta frieza e segurança. Sozinha porque não precisa de ninguém,
não se abate com as separações e nem se alegra com as ligações.
Ser este
tipo de pessoa é possível? Talvez, mas o certo é que se estou diante de algo
que não consigo resolver sozinho, o melhor caminho é pedir ajuda. Ninguém se
forma ou aprende as coisas sozinho. O medo é vencido quando encontro alguém que
seja maior que o problema. Minha vida está nas mãos de quem? Todos os dias
estamos diante de males aos quais somos impotentes.
O
ser humano sofre mesmo é com a falta de sentido para sua vida, com uma ausência
de um projeto de vida ou com uma carência de ordem moral.
Fonte:
LORENZINI,
Roberto; SASSAROLI, Sandra. Quando o
medo vira doença: como reconhecer e curar fobias. Tradução de Veloso Vargas.
4ª ed. São Paulo: Paulinas, 2011. (Psicologia e Você).