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domingo, 6 de outubro de 2019

TER AMIGOS OU SER AMIGO?

Se relacionar com os outros não é tão simples. Passos devem ser dados e correspondidos. Nem todos ficam à vontade (ou não querem) falar e compartilhar a própria vida por mais que a outra pessoa seja legalzinha-boazinha. É algo que não tem explicação.

Há expectativas não realizadas e às vezes é difícil contar com os outros e viver com decepções. 

Na cidade grande ninguém conhece ninguém. Estamos distantes. Temos cada vez menos pontos em comum mesmo com as pessoas que conhecemos. São várias opções culturais e muitas discordâncias em relação a gostos.

Nunca se escondeu tanto de si mesmo ao outro como nesta geração das redes sociais. E muitos têm dificuldades em expressar o que estão sentindo.

Longe, distraídos. Sem saber o que está fazendo e nem sabendo para onde está indo. Querendo uma outra vida e ser uma outra pessoa.

Na vergonha de esconder ou revelar carências nos fechamos no nosso mundo. Mas se a cada decepção nos fechar e refugiar no nosso mundo particular (e ficar por lá) viveremos de ilusões e mentiras.  

Não tem como viver como rei e rainha e querer que todos façam nossas vontades. E nem adianta querer montar sua própria turma para atrair seguidores/admiradores. Nos queixamos de solidão e que não somos ouvidos/compreendidos. Mas se pararmos para pensar nas pessoas que estão passando o mesmo que nós descobriremos que não estamos tão sozinhos. Se prestarmos atenção um pouco descobriremos que não somos tudo isso que pensamos que somos. 

Temos que ter paciência e ser compreensivos. Ninguém é perfeito. Ninguém acerta sempre. O outro exerce sim uma importância. Revela quem somos. Revela nossas forças, mas também nossas fraquezas.

É preciso aceitar a escolha do outro e adentrar na sua vida de maneira respeitosa. Ou deixo a pessoa seguir seu caminho e torço para sua felicidade (se gosto verdadeiramente dela) ou dou aquilo a partir da abertura que ela me deu. Ofereço a mão nas horas de dificuldades (quando eu puder e se ela quiser receber ajuda). Colocar no coração que os outros não nos devem nada e que eles têm uma vida e que não somos obrigados a participar dela a não ser que queiram.

Fonte:

LACERDA, Ricardo; GARATTONI, Bruno. A explosão da solidão. In: Super Interessante. n. 407, setembro 2019, p. 22-33.

LÉO SCJ, Padre. Gotas de cura interior.

MELO, Padre Fábio. Quem me roubou de mim?

           

segunda-feira, 22 de julho de 2019

SEXUALIDADE HUMANA: FREAR OU AVANÇAR?




          Entende-se sexualidade como maneira de se comunicar, se expressar, sentir e de ser do indivíduo(a). É também a forma que manifestamos em palavras e atos em quem (ou no quê) acreditamos.

          A mentalidade de agora nos ensina a “coisificar” as pessoas. Buscá-las para obter uma satisfação efêmera de um prazer. Nosso olhar age como agente seletivo. Dinheiro e aparência física ainda são “objetos de consumo”. Não nos estimula a se controlar, a disciplinar sentimentos, paixões e afetos. Pelo contrário. “Eu sou tudo e de todos!”; “Larga de ser besta, aproveita!”; “Tu ainda não fez??!! Todo mundo fez! É normal!”

          O desafio parece surreal para quem almeja trazer ordem nesta área da vida. Mas tudo tem seu jeito. Requer sim, uma mudança de mentalidade. Na questão da sexualidade, a Igreja Católica leva em conta a fraqueza humana e a necessidade da Graça de Deus para fugir das tentações. Não apenas evitar o pecado, mas também crescer nas virtudes cristãs e no desenvolvimento na capacidade de doar-se. Se meu modelo de vida está nos ensinamentos de Jesus Cristo preciso desenvolver a capacidade de me doar ao próximo.

          É uma luta heroica, entretanto assim aprendemos a superar impulsos instintivos da própria natureza.  


(Para saber sobre pecado e graça clique aqui).

FONTE:

CONSELHO PONTIFÍCIO PARA A FAMÍLIA. Sexualidade humana: verdade e significado: orientações educativas em família. 7ª ed. Paulinas: São Paulo, 2009. 121p.




domingo, 4 de novembro de 2018

AINDA VALE A PENA FALAR DE PECADO E GRAÇA NUM MUNDO TÃO RELATIVISTA?




      Os conceitos cristãos fazem parte da nossa vida. Usamos às vezes sem pensar e nem saber de seus verdadeiros significados. Quando se vai atrás constata-se que não são tão simples de compreender. Mais complicado ainda é aplicá-los e percebê-los quando se quer. Vejamos sobre Pecado, Graça e Tentação.

      Aprendemos que pecado é um ATO ou PENSAMENTO que ferem o outro e a Deus. Fácil identificar o mal feito ao próximo. Basta verificar os seis últimos mandamentos do decálogo(Cf. Mc 10, 19). Se não os segue, pratica-se o que está em Gl 5, 19-21. Como firo Deus? Alguém poderia responder: “Praticando o mal a mim mesmo ou as pessoas, pois somos imagem e semelhança de Deus”. Verdade. Mas nem tudo que fazemos parte de nossa própria vontade. Perturbações patológicas, pressões exteriores, impulsos da sensibilidade, condicionamentos da sociedade, afeições imoderadas e as “paixões” podem diminuir o grau de culpa ou responsabilidade.

       O que são as “paixões”? São sentimentos que inclina alguém a agir para experimentar algo imaginado como bom ou mal (Catecismo da Igreja Católica,1763).

          Não somos livres! Nossas fraquezas e fragilidades da vida dão brecha para o mal entrar em nossa vida. O que me “empurra” para fazer o mal? A tentação. São os maus pensamentos. Se tornam pecado quando há o consentimento. Eu tenho que querer na intenção de obter algo. Vejamos o processo:

·    Sugestão = um pensamento que surge;
·    Deleitação = prazer no pensamento;
·    Consentimento = “vou lá e faço”!

         As tentações podem vir de nós mesmos ou do demônio. Aqui já se entende que pecado e tentação fazem parte de realidades espirituais. Então precisa de meio espirituais para combater as tentações. Aí você pergunta: “E se consenti e pequei ? E agora?” Precisa buscar a Graça de Deus.

          No catecismo, Graça é um favor ou socorro gratuito de Deus. Ele nos deu Jesus Cristo que enviou o Espírito Santo para nos purificar do pecado. O homem se reconcilia com Deus, liberta-se da escravidão do pecado e recebe a cura. Deus nos deu a vida para conhecê-lo, servi-lo e amá-lo. A felicidade não está em riquezas e conquistas. Está nas bem-aventuranças (Cf. Mt 5, 3-12). Importante saber disso, pois ajuda na hora de recorrer aos meios espirituais na luta contra a tentação. Que meios?

·    Humilhar-se diante de Deus. Reconhecer a fraqueza e colocar em Deus toda nossa confiança. Como o pecado acaba se tornando “Amor de si mesmo até desprezar Deus”, o orgulho precisa ser superado. Não confiar somente nas próprias capacidades.
·    Recorrer a Deus. Não dialogar com a tentação. Invocar os nomes de Jesus e Maria.
·    Assiduidade nos sacramentos. Principalmente a Missa e a confissão.
·    Devoção a Imaculada mãe de Jesus.
·    Fuga da ociosidade(buscar o apostolado).
·    Modéstia dos olhos e vigiar as emoções.

       Como dito anteriormente, meios externos e desordens interiores podem dificultar as práticas espirituais. “Tenho o desejo de fazer o bem, mas não o pratico.” O que vale então é a sinceridade de coração. Para acolher a Misericórdia de Deus preciso reconhecer e confessar meus pecados. Buscar a verdade da minha vida. E a partir daí vivê-la bem!

FONTES:

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Edição típica Vaticana. Loyola, Paulinas: 1998. p.466-531.




sexta-feira, 3 de agosto de 2018

POR QUE É TÃO DIFÍCIL ESTÁ EM ORAÇÃO?




Para o mundo, orar é uma perda de tempo, pois não traz dinheiro. Sensualismo e bem-estar material são vistos como critérios de verdade, bem e beleza. Na prática a oração é um combate. Contra quem? Contra nós mesmos e os embustes do Tentador. Agora, a verdadeira guerra acontece dentro de nós.

Rezar não consiste em chegar a um vazio mental e nem fugir do mundo. É um recolhimento do coração (Cf. Mt 6, 5-6). Tudo depende da nossa vontade. “Não rezo ao ter tempo. Reservo um tempo para ser do Senhor”.

A finalidade da oração cristã aponta para uma pessoa: Jesus Cristo. É um processo de escuta e meditação onde se procura compreender o evangelho, a fim de aderir e responder ao que Ele nos pede. A oração dá frutos quando nos move. Mobiliza-se pensamentos, imaginações, emoções e desejos para converter o coração e fortificar a vontade de seguir a Cristo. Parece fácil. Parece...        

          O encontro com Jesus fica difícil pelas:

·    As decepções por não ser atendidos segundo nossa vontade.

·    As distrações (que mostram a quem ou a que estamos amarrados) e a aridez (coração desgostoso em relação aos próprios pensamentos e imaginações) nos deixam com preguiça.

·    Pedidos errados (Cf. Tg 4, 2-3).

·    Frieza.

·    Revolta

          Ao final de tudo estamos com pouca fé. E agora?

O caminho é a tomada de consciência humilde diante do Senhor de nossas fraquezas e falta de amor. Pedir a Ele a Graça de romper com o pecado e de perseverar é uma saída.

Fontes:

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Edição típica vaticana. Editora Paulinas e Edições Loyola, São Paulo: 1998. 2697 a 2758.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

DEUS FALOU COMIGO OU FOI INVENÇÃO DA MINHA CABEÇA?




        O Deus dos patriarcas, profetas, de Moisés e de Jesus Cristo não está distante do mundo. Ele se revela por acontecimentos e palavras e intervém na criação e na história humana. Assim sendo, possibilitam-se os milagres, aparições e revelações.

          Quando alguém disse que Deus falou com ele fica a dúvida se realmente é verdade ou não. E agora, como saber?

          Primeiramente pode existir a possibilidade do engano. O ser humano pode sofrer alucinações, ilusões ou deixar-se guiar por pensamentos ou imaginações. Pode dizer o que é real aquilo que está na cabeça. Não vamos esquecer que há pessoas com equilíbrio psicológico frágil; dissociações de personalidade ou apresentam alguma doença patológica.

          Segundo. Saber da Revelação Normativa. Jesus Cristo. Ele é o conteúdo da ação salvífica de Deus(Hb1, 1-4) Seu anúncio (Lc1,11; Lc1,26-27) foi a manifestação da vontade divina. Os primeiros discípulos acolheram o convite Dele: “Vem e segue-me”. Conviveram com Ele. Foram testemunhas de sua pregação, dos sinais e de sua Paixão, Morte e Ressurreição. Suas vidas foram marcadas. Mudaram maneiras de pensar e agir. Sua aparição após a ressurreição (Mc16; Mt28; Lc24;Jo20-21) tem a função de fazer ligação de sua vida terrena a sua condição gloriosa, no Céu. Jesus continua presente: na Igreja, na Eucaristia, no próximo, na Palavra, na Profecia, nas obras de justiça e caridade.

          Terceiro. O que vale não é o maravilhoso, mas a simplicidade e discrição, a abertura na fé ao mistério de Deus e escuta de sua vontade.

          Quarto. Os filhos de Deus são aqueles que praticam a justiça e amam o próximo.

       Quinto. Ter o conhecimento do fenômeno das aparições e revelações particulares. Nossa Senhora aparecia para algumas pessoas. E somente elas podiam vê-la ou ouvi-la (os chamados videntes). Precisa-se saber quem são esses videntes e em qual contexto cultural estavam inseridos. Nas mensagens de Maria podia-se perceber:

·    Visão apocalíptica da sociedade, do mundo e da Igreja. Mostra decadência religiosa, moral e social.
·    Castigos sobre a humanidade caso continuem no mal.
·    Conversão como forma de renovação.
·    Meios e caminhos para restauração universal. Como: evitar o pecado, vaidade e excesso de riqueza. Recomenda-se penitência, jejum, frequências nos sacramentos; oração do terço, visita ao Santíssimo.

Sexto. Seguir critérios de discernimento. No caso das aparições e revelações, elas precisam:
Ø  Ser comprovadas;
Ø  Buscar antes razões naturais;
Ø  Há diferença entre a recepção e transmissão da mensagem. Elas podem ser distorcidas, omitidas ou sofrerem acréscimo (quem conta um conto, aumenta um ponto).

          Sétimo. O que a Igreja Católica fala? A partir dos critérios do Papa Bento XIV (1675-1758) pode-se concluir quer:

ü A pessoa que possui Deus no coração muda sua maneira de agir. Tem uma boa saúde psicofísica. Busca uma conduta evangélica sendo obediente a Igreja Católica.   
ü Se digo que Deus fala comigo, a mensagem não pode contradizer a razão humana e nem a doutrina da Igreja Católica. Mensagens que tratam de coisas inúteis, estranhas e curiosas não vem de Deus. Podem ser fenômenos demoníacos ou mistificações.
ü A forma da aparição (no caso de Nossa Senhora por exemplo). Deus é amor e perfeição. Não se manifesta na imperfeição ou em deformidades físicas ou moral.
ü Finalidade. O que vem realmente de Deus deve aumentar nossa fé e o desejo de viver no evangelho.
ü Se eu vejo um ser em situação escatológica como Maria ou os Santos católicos nasce em mim uma vontade de seguir Jesus. Respondendo em uma missão ou seguindo uma vocação.

E por fim, não ignorar o contexto histórico em que vivemos.

a)Estudiosos estão de acordo que estamos vivendo uma situação de crise epocal.  Tem-se a sensação que o mundo está acabando. A literatura mundial está repleta de pessimismo e desespero.
b)A busca pelo maravilhoso e extraordinário que provém de movimentos pentecostais. Enfatizam a manifestação do Espírito Santo. Predispõem as pessoas a esperar por fenômenos espetaculares.
c)      Crença na ação de espíritos e no encontro com eles. Nossa cultura transpira o fenômeno da mediunidade.
d)Manipulação da mídia.

          A Igreja Católica tem a função de conservar a Fé. Na prática consiste em excluir os falsos conceitos de Deus e os falsos profetas.

Fontes:

BÍBLIA de Jerusalém. 9ª reimpressão. Paulus: São Paulo, 2013.

COMISSÃO NACIONAL DOS BISPOS DE BRASIL (CNBB). Aparições e revelações particulares. Brasília: edições CNBB, 2009. Subsídios doutrinais – 01.

domingo, 4 de março de 2018

DEPRIMIDOS?


Depressão, doença social bastante difusa vem se ampliando e parece que o avanço tecnológico e o bem estar social dão lhe mais impulso. A tristeza de uma felicidade não alcançada mostra-se como principal causa. Apesar de apenas um profissional poder dar o diagnóstico, precisamos ficar “ligados”. Não se trata de uma ameaça, mas de uma presença que pode afetar aqueles que amamos. E a nós mesmos!

Alguns acontecimentos podem desencadear uma tristeza profunda:

             Ø  Perda de alguém pela morte;

             Ø  Perda do emprego;

             Ø  Términos de relacionamentos ou casamentos;

             Ø  Afetos não recebidos pelo pai ou mãe; 

             Ø  Amores não correspondidos;

             Ø  Fracassos profissionais;

             Ø  Falta de sentido na vida;

             Ø  Não aceitação da realidade.

 Em casos mais graves pode levar ao suicídio. Pessoas veem nesse ato uma forma de expiação ou desejo de alcançar uma vida nova, mais perfeita e serena. O insucesso nos estudos, falta de afeto dos pais, amor não correspondido e dificuldade de inserir-se na vida adulta são fatores que levam os jovens ao suicídio. Os idosos são atingidos pela sensação de inutilidade, doenças que duram a vida toda e visão negativa do mundo.

 Para lutar contra a depressão precisa:


Ø  Mudar o modo de comportar-se em confronto consigo mesmo e com o mundo que o cerca.

Ø  Regular horas de sono, alimentação adequada, diminuição de estimulantes.

Ø  Usar o humor.

Ø  Conhecimento de si e controle emocional.

Ø  Impor limites.

Ø  Mudar de vida, trabalho, lugar, conhecer novas pessoas.

Ø  Buscar novos gostos.

Ø  Uso de remédios em casos graves.

Crendo no Deus do evangelho (e não o da nossa cabeça!) e praticando a caridade somos capazes de encontrar o sentido da vida no sofrimento.

Nunca vai ser fácil. Podemos nos entregar:

"Se alguém chega ao ponto de não mais suportar a própria vida, se já não está em condições de dispor de maneira realmente livre de si mesmo e em tal estado chega ao ponto de pôr fim à própria vida, a essas pessoas cabe às mãos do Deus da misericórdia acolhê-las".    Karl Rahner  (CANOVA, 1999, p. 24)

 

  Ou podemos lutar:

"Todos os homens e mulheres que conseguiram superar a enfermidade, estão testemunhando que existe um caminho de salvação e que há a possibilidade de percorrê-lo".   William Stryron.  (CANOVA, 1999, p. 10).

 Atualizado, 06/10/2024

Fonte:

CANOVA, Francesco. Estressados ou deprimidos? 2 ed. Tradução de Clemente Raphael Mahl. São Paulo: Paulinas, 1999. (Coleção: Psicologia e você). 80p.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?



      Não é errado trabalhar. Além de ocupar a mente, nos tornam mais dignos e responsáveis. Do trabalho tiramos o dinheiro de nosso sustento, damos amparo a nossa família e permite a concretização de nossos sonhos. É através do trabalho que o homem se realiza.

            Agora, corre-se o risco de perder muito da vida se o trabalho for o centro de tudo. Perdemos o quê?

  • Casamentos e Família;
  • Você mesmo;
  • O coração.

Casamento e Família = As pessoas são únicas. Precisam de atenção e presença. Como vou fazer isso se a maioria do tempo eu estiver no trabalho? Como meu filho vai me chamar de “pai” se estiver sempre ausente? É possível transmitir valores aos nossos filhos dando apenas dinheiro e liberdade para se destruírem? E o amor? Sim, somos necessitados de afeto e carinho. Como se ama alguém que se importa mais com o trabalho do que você?

Você mesmo = É preciso encontrar graça na vida. Viver as coisas simples. Num sufoco ficamos se acordamos, dormimos, sonhamos, comemos, andamos e pensamos só no trabalho; Nem sempre se estar satisfeito mesmo ganhando bem; Perde-se o emprego mesmo sendo esforçado e legal; Não exercemos nossa real habilidade e trabalhamos por pura necessidade (desanimado, desmotivado, desestimulado); Somos até humilhados e descartados; Passiveis de injustiças e colocados de lado.

O coração = A empresa pensa com a cabeça, mas precisamos cuidar de nossos corações. Corpo e mente precisam de descanso. Não somente por questão de saúde, mas também porque somos movidos por emoções. Se nossa vida pessoal não vai bem, nada vai bem. Sentimentos não sãos besteiras.

Temos uma vida única e preciosa. Importante realizar coisas, mas não é tudo na vida. Com essa ânsia de Fazer deixamos passar o que realmente importa.


terça-feira, 4 de abril de 2017

FUGIR PARA ONDE?



Na busca de bem-estar procuramos distrações (o que assistir? Para onde ir? O que fazer?) e obter assim, realizações. Tudo tem que ser bom e agradável. Ao dormir esperamos estar contentes e ansiosos pelo amanhã. Não é bem isso que vem acontecendo. Pior, em vez de obter gosto, temos inquietações e sensações de estar perdendo tempo.

            O mundo vem dando tantas ocupações que não sabemos mais o que queremos. São tantas opções e facilidades que não sabemos mais o que escolher. Adiamos e evitamos ao máximo tomar decisões definitivas. Esperamos por algo certo, seguro e confortável. Resultado? Dúvidas e medo de arriscar.

A situação é bem delicada. Se os filhos de boa condição desperdiçam o bom preparo educacional, a boa saúde e o dinheiro dos pais com trivialidades, de outro lado, os de baixo poder aquisitivo vivem a mercê dos péssimos serviços públicos e só se dão bem na vida, ou por sorte ou quando alguém rico o ajuda. Fora que sobrevivem de subempregos e de trabalhos escravizantes.

            Vendo bem a fundo a diferença está no dinheiro, pois a agonia do rico e do pobre é a mesma: a falta de finalidade na vida. Fazemos o que fazemos por imposição de uma mentalidade. Qual seria? A de que o dinheiro é tudo o que precisamos. Talentos são enterrados porque o indivíduo faz porque é o jeito e o que existe não é compatível com suas capacidades. Relacionamentos começam e terminam porque os casais não sabem o que é se relacionar. Planos e projetos pessoais são destruídos pelas surpresas da vida. Resultados? Temos um amontoado de pessoas desanimadas, depressivas, desequilibradas, desestimuladas e doentes.


            Então, se a realidade é esta; nossa vida não é como queremos e não podemos mudar as coisas tão facilmente só resta fugir. Fugir como forma de obter felicidade e graça nas coisas. Só que os inúmeros filmes, seriados, shows, passeios, games e viagens não resolvem se não buscamos por uma finalidade. Para quê faço o que faço? Se revoltar e dá uma de doido não vai resolver. O que precisamos é buscar o essencial, a verdade e o eterno na vida. Não resolve, mas ameniza a angústia. 
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