quinta-feira, 21 de julho de 2022

VIVENDO OS ROTEIROS E OS PAPÉIS NA VIDA

 

A vida nos dar um roteiro a seguir e papéis a serem desempenhados: estudar, trabalhar, se relacionar, viajar, sonhar e planejar; ser uma pessoa boa, honesta, humilde, justa, presente, responsável, madura e trabalhadora. Há uma enorme vontade em não seguir e em não ser nada disso, pois depende muito do próprio querer. Pois na hora das “gravações” ou na vida real, algumas coisas surgem sem avisar e o resultado é inesperado.

Atualmente o roteiro que a vida nos dar é o de correr atrás do dinheiro. Matar, roubar e mentir por ele se possível. O papel é o de ser o que quiser, fazendo o que bem entende.

É claro que depois a “conta chega” e veremos os resultados.

 

É a hora de fazer perguntas incômodas:


O que estou fazendo da minha vida?

Que tipo de pessoa estou sendo?

O que precisa ser feito ou qual a pessoa que preciso ser?

*****

Não adianta sofrer por aquilo que não se tem controle. O que se tem de valor hoje em dia não dura pra sempre e o ideal de pessoa é aquela seca e vazia.

Sempre vão existir contrariedades. Cansativas e “chatas” são elas que nos deixarão fortes. Quem nunca sofreu dificilmente conseguirá viver (porque viver é sofrer um pouco).

São os “nãos” que nos fortalecem.

O que compete a mim? O que compete ao outro? O que compete a Deus?

sexta-feira, 1 de julho de 2022

FALSAS APARÊNCIAS

Admitir que não está bem é desafiador

Porque é o mesmo que pedir ajuda

De que é preciso fazer algo que não se quer.

 

Olhar para dentro e admitir

Que algo lá dentro continua doendo e doendo  muito

Que o outro está certo

De que o que se sentiu, disse e fez estava errado

De que precisa de ajuda

De que  às vezes se é orgulhoso e cruel

De que a realidade é diferente

Que o(s) outro(s) não deve(m) nada

Quem deve realmente mudar não é o próximo.

 

É mais fácil mentir, fingir, teimar, não ouvir, ignorar

Apontar e acusar

Dizer que  tudo está bem

Não lhe lidar com os próprios problemas

É mais fácil desfasar, se esconder, fugir, evitar os outros  

Não pelo medo do julgamento, mas de ouvir o que no fundo já se sabe.

 

Se as atitudes não se casam com os pensamentos e sentimento a vida não vai andar

O coração vai se fechar, o orgulho e o rancor vão reinar

Vai abandonar as pessoas queridas porque elas também têm problemas e precisam receber atenção, tempo e dedicação.

 

Deus age através das pessoas

Se não as escuto...

Elas nos colocam na realidade

São elas que fazem desaparecer nossas falsas aparências. 


domingo, 26 de junho de 2022

A SOMBRA DO PAI


                                


Quem foi José, pai adotivo de Jesus e esposo de Maria?  Como foi a vida desta pessoa que nas Sagradas Escrituras em nenhum momento fala? Que só recebia as mensagens de Deus em sonho? O que se passava em sua cabeça pela responsabilidade de criar o filho de Deus? Quais foram os sofrimentos, aprendizados?

O pouco que se fala dele nos Evangelhos (Mt 1, 18-25; 2, 13-14, 19-23; Lc 2, 4-5) mostra um homem silencioso, justo e de ação. Neste livro, o autor se baseia em informações além da Bíblia para nos mostrar o homem que foi o guardião de Jesus e Maria. Mesmo sendo uma ficção, Dobraczynski nos apresenta um José não  tão distante do imaginário católico. Nos permitindo fazer uma leitura espiritual para nossa vida.

O José do livro era um simples carpinteiro e não foi agraciado por nenhuma Graça Divina. Sofreu com as demoras e teve medo diante do futuro e dos perigos da vida. Foi abandonado pelos seus parentes. Sentiu na pele a incapacidade, os limites pessoais. Incomodou-se com suas frequentes inconstâncias. Mas aprendeu a conformar suas vontades com a realidade, a buscar na oração a presença real e constante do Altíssimo que dissipa as dúvidas.

Temos um papel a desempenhar e José cumpriu o seu. Enquanto esposo de Maria Santíssima e guardião do Filho de Deus, foi “a sombra do Pai”.

Dobraczynski, Jan(1910-1994). A Sombra do Pai. Tradução de Antônio Carlos Santini. São Paulo: Cultor de Livros, 2017. 327p.  





terça-feira, 24 de maio de 2022

PROCURANDO ENTENDER O SIGNIFICADO DA PALAVRA REALIDADE

“O mundo se apresenta com uma nova face cada vez que mudamos a nossa perspectiva sobre ele. Conforme nossa intenção ele se revela de um jeito diferente.” (DUARTE JÚNIOR, 2004 p.11)

 

Por isso definir a palavra realidade não é tão simples.

O que é real?

Aquilo que vejo, sinto ou toco? É aquilo que conheço?

Sim. Mas para chegar até isso, nós passamos por alguns processos.

Ao perceber, interpretar e estabelecer relações com as forças naturais do planeta foi possível construir coisas. Ou seja, meios para interagirmos com as pessoas e maneiras para vivermos a vida. A ciência, a arte, a filosofia e a religião são umas dessas maneiras. Agora o que torna possível essas relações e interações é o uso da linguagem.

Com a linguagem tornou possível elaborar conceitos e significações para traduzir aquilo que percebemos, transformando-os em conhecimento.

Como viver a realidade?

A realidade preponderante é o dia-a-dia, o cotidiano. É aquilo retido pela nossa consciência.

A partir daqui pode-se falar em “diferentes” realidades, diferentes conhecimentos, vivências e rotinas. A vida de uma pessoa que vive na região norte do Brasil, não é a mesma para quem mora na região sul, assim como alguém que mora em outro país (outro idioma, outro costume). Precisamos conhecer as mesmas coisas se quisermos compartilhar e assimilar a mesma realidade.

Realidades podem ser criadas?

Sim. Um exemplo são as Instituições. Elas estabelecem padrões de comportamentos, nos dando um “papel” a desempenhar. Permite assim uma socialização, um compartilhamento dos mesmos valores, pensamentos e crenças. Viver com as pessoas nos coloca na “realidade”.

Podemos nos deparar com outras “realidades”. Somos então convidados a expandir nosso saber para conhecer tais “realidades” para que exista um entendimento e uma socialização.  

                                                                       “Um problema me obriga a procurar um novo conhecimento, que se integra então ao meu cotidiano já conhecido”. (DUARTE JÚNIOR, 2004 p.31)

 

FONTE:

DUARTE JÚNIOR, João Francisco. O que é realidade. 10ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2004. 104p. Coleção Primeiros Passos, nº 115. 


domingo, 3 de abril de 2022

SOBRE SER FELIZ

Se as coisas e as pessoas são perecíveis e mortais, respectivamente.

Se há medo em perder o que se tem.

Se nem tudo que se quer é verdadeiramente bom.

Se o tempo e o prazer passam.

E se o dinheiro pode nos dominar, o que de fato pode nos deixar felizes?

 

Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino são bem conclusivos: Deus. Ter a Deus é viver de modo feliz.

Quem tem Deus?

·         Aquele que faz sua vontade?

·         Aquele que não tem uma alma impura?

·         Aquele que vive bem?

E o Bem?

·         O bem acrescenta algo real e positivo. Traz harmonia entre o ser e o agir.

·         Somos bons não por conta própria e sim através da participação da Bondade Divina. Pois só Ele é puro.

·         Nenhum ser humano pode tudo ou é eterno.

·         O ser humano é falho.

·         A noção do que é certo é afetado pela maldade das pessoas.

            Os dois entram em consenso que quem sonda os Mistérios Divinos e busca sabedoria vive de modo pleno e moderado. Deus é o fim último de tudo. É Ele que nos dar forças nas mudanças.

Fontes:

AQUINO, Tomás de. O Bem: questões disputadas sobre a Verdade (Questão 21). Tradução de Paulo Faitanin e Bernardo Veiga. Campinas, SP: Ecclesia, 2015.

SANTO AGOSTINHO. Sobre a vida feliz. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014. (Vozes de bolso).

terça-feira, 15 de março de 2022

COBAIN: MONTAGE OF HECK


 Em tempos passados bandas de rock guiavam gerações. Seus membros, quase sempre o vocalista, era um modelo a ser copiado. Uma imagem do ídolo é criada em nosso imaginário. Logo o colocamos num lugar muito importante da nossa vida. Essa ligação acontece não apenas por causa de sua obra, também por aquilo que é partilhado em público. Se por acaso algo de sua vida pessoal vem à tona mostrando um lado que desconhecíamos, o interesse pela sua arte permanece, mas aquela imagem do ídolo se desfaz. Esse é o sentimento ao assistir Montage of Heck(2015), documentário que narra a vida de Kurt Cobain(1967-1994), vocalista e guitarrista do Nirvana (1987-1994).

Ainda lembro a primeira vez que ouvi o Nirvana. Em 2003, um amigo emprestou uma fita k7 do Nevermind. De cara gostei de Smells Like Teen Spirit. Sua estrutura, versos lentos antecedendo o refrão gritado; bateria forte; baixo em destaque; e riffs de guitarra acompanhadas de uma voz seca e rasgada davam força e energia pra canção. Com o tempo fui gostando das demais. A mítica Come as you are, o hino Lithium, a explosiva Territorial Pissings, a romântica Drain You, One a Plain, a intimista Something in the Way.

Ao ouvir a discografia da banda só fez aumentar o interesse em saber de sua história. Na época as informações se limitavam em revistas de pôsteres contendo algumas curiosidades, letras e traduções de algumas músicas. Até que comprei uma que abordava mais coisas. Aí veio o primeiro choque: sua carta de despedida. Até em tão sabia que ele tinha cometido suicídio, mas não sabia a idade e nem as razões. 27 anos. Sucesso. Fama. Drogas. Depressão. Problemas de saúde. Sua vida era uma bomba relógio que estava prestes a explodir.

Montage of Heck mostra a vida de Kurt a partir de entrevistas de amigos e familiares, anotações de seu diário, de desenhos, pinturas, gravações caseiras, entrevistas e cenas de shows.

Tudo estava lá e não dava pra ninguém perceber. Este documentário nos mostra o erro de divinizarmos pessoas e nos ensina, mesmo que sem querer, a olhá-las como realmente são: humanas. O que se ver é uma pessoa doente. É verdade que um acontecimento familiar marcou sua vida pra sempre; Que o uso de drogas não o ajudou a lidar com a solidão e o sentimento de rejeição; Que a fama e o sucesso eram demais para sua procedência simples e pobre. Mas não tem só isso. Há um pai brincando com sua filha e um marido amando sua esposa. 

O que fica não é apenas seu final triste. Também a paixão de Kurt pela música. E é por causa dela, da música que ele nunca será esquecido.   

De Brett Morgen. EUA, 2015, 2h12min.


domingo, 6 de março de 2022

A ODISSEIA DO HOMEM DE AÇO


 

Os erros no roteiro e as cenas exageradas de ação e destruição comprometeram Homem de Aço, 2013 e Batman versus Superman: a origem da justiça, 2016. O que faz valer apena assisti-los são as abordagens em torno do Homem de Aço.

Imagina o que as pessoas pensariam se existisse alguém assim neste mundo? Pior e se ele se voltasse contra nós?

O que vemos nos dois filmes é que um ser com grandes poderes pode despertar medo, admiração e trazer muitos perigos. Ameaças maiores podem surgir já que “Não estamos sozinhos”. E quando grandes forças entram em choque as consequências não são muito boas: Quem vai responder pela destruição gratuita de prédios e cidades? E se houver mortes quem será o responsável? Esses pesos caem nos ombros de Kal-el. Afinal, ele é o “culpado” por tudo isso.

Ao tempo que muitos o odeiam, vidas são salvas graças a ele (E só ele podia salvar!). Aí as coisas ficam a favor do Homem de Aço. O que fazer com uma ameaça que só ele é capaz de enfrentar?

Kal-el/ Clark Kent é o elo entre os kryptonianos e os terráqueos. Acabou se tornando um símbolo de esperança para os dois planetas. Por isso referências religiosas e messiânicas não faltaram. E ele amava as pessoas, tanto que não hesitou em arriscar a própria vida para salvá-las. Valores e  direcionamentos ensinados pelos seus dois pais (os certeiros Russel Crowe e Kevin Costner).

Por essas e outras razões a história do SuperHomem permanece na consciência coletiva.

Man of Steel, De Zacky Snider. Escrito por Christopher Nolan e David S. Goyer. Com Henry Cavill.EUA, 2013, 2h23min.

Batman versus Superman: The dawn of justice. De Zacky Snider. Roteiro de Chris Terrio e David S. Goyer. Com Henry Cavill. EUA, 2016, 2h31min


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