quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O VALOR A VIDA E AO TEMPO QUE TEMOS



                                            Tempo de Despertar (Awakenings)

            Em 1969 na cidade de Nova York, o neurologista Malcolm Sayer (Robin Williams) descobre que os pacientes internados num hospital psiquiátrico sofrem de encefalite letárgica. Doença rara que tem como características a perda da sensibilidade e movimento do corpo, perda da fala, tremores, posição rígida e imóvel. Malcolm acha que eles estão “adormecidos” e que podem “despertá-los” usando o remédio certo. Com autorização usa o medicamento L-DOPA em Leonard Lowe (Robert DeNiro) para ver os efeitos. Com o sucesso do experimento aplica nos demais pacientes. Contudo, Leonard apresenta estranhos e perigosos efeitos colaterais

            O filme aborda de uma maneira cômica e dramática a importância de se dar valor a vida e ao tempo que temos. Somos como aqueles pacientes. Passamos muito tempo de nossas vidas adormecidos e paralisados. Após um despertar desejamos apenas fazer coisas simples. Andar, dançar, conversar, ler. Enfim, aproveitar o tempo incerto que temos. Na vida nos deparamos com situações inexplicáveis onde temos que apenas aceitar. Mas o espírito humano é tão forte que é capaz de tirar uma felicidade  e uma finalidade num momento tão triste.

            A vontade de ajudar motiva o tímido Malcolm Sayer, a prestativa enfermeira Eleanor Costello (Julie Kavner) e toda um equipe de saúde a dar o muito aos que tem pouco. Que no caso filme, o tempo. Ao ver a dor alheia e o desejo de ter apenas o simples paramos para refletir e vemos o quanto reclamamos da vida à toa, o quanto estamos desperdiçando o precioso tempo que temos fazendo coisas supérfluas.


De Penny Marshall, Com John Heard, EUA, 1990, 2h01min. Baseado no livro de Oliver Sacks.

Concorreu aos oscars de melhor filme, ator(RobertDeNiro) e roteiro adaptado.


Disponível no catálogo do Netflix.

                                      Confira o trailer em:



terça-feira, 25 de outubro de 2016

ANSIOSO, EU?! NÃO!.....................TODOS NÓS!!!!!



              O excesso de informações causa diversos problemas: A impaciência! Queremos tudo no nosso tempo! Não desfrutamos o presente, vivemos no passado e sofremos por antecipação por algo que tem 10% de chance de acontecer! Apresentamos dificuldades em lidar com perdas e frustrações! Não suportamos os outros por não serem como nós! Não aceitamos a realidade como ela é! Mergulhamos em pensamentos e sonhos! Vivemos constantemente ansiosos! Pensamos em muitas coisas! Nossa boca está fechada, mas a cabeça está a mil! Não dormimos bem! Acordamos cansados! Vivemos angustiados! Não temos paz!

            Neste século tão inquieto, barulhento, imediatista e consumista nos tornamos viciados em internet, celular e informação. O que deveria ser algo de bom não é, pois com tudo isso fica impossível de parar. Fazer uma pausa. Dar um stop e cuidar de nossas emoções. A toda hora sentimos que como por impulso a necessidade de fazer algo. Não filtramos o que entra na cabeça. Sabemos muito sobre o mundo desde fatos históricos às notícias em primeira mão, mas não sabemos nada sobre nós mesmos. Somos imaturos emocionalmente. E pior, não a tempo de cuidar dessa parte, já que estamos vivendo para o depois de amanhã.

            Muito raramente DUVIDAMOS, CRITICAMOS e DETERMINAMOS algo para a vida. Deixamos ser levados “pelas coisas”, “pela onda do momento”. Uma hora estamos aqui, outra hora estamos ali. Antecipamos tudo e o resultado é ver crianças com a mentalidade e saúde emocional de um adulto. E com muita experiência.

            Para sair dessa e equilibrar nossa saúde mental são necessárias muita paciência, esforço, perseverança e muita determinação. É fundamental se apoiar em algo mais forte que nós mesmos, pois sem essa ajuda não vamos conseguir!

Fontes:


CURY, Augusto. Ansiedade: como enfrentar o mal do século. São Paulo: Saraiva, 2015. 160p. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

AGNUS DEI



             Inspirada numa história real, em dezembro de 1945, Mathilde Beaulieu (Lou de Laage), uma enfermeira francesa ajuda a um grupo de freiras polonesas grávidas, vítima de estupro por soldados soviéticos. As sete irmãs que sofreram o abuso tem reações diversas. Algumas aceitam a maternidade, já outras rejeitam, tendo medo de irem ao inferno por quebrarem o voto de castidade. No início, Mathilde receia, mas com o tempo elas e as irmãs criam um vínculo afetivo forte.

            O filme aborda a Fé no Deus invisível e silencioso em meio a uma tragédia. Desenvolvemos o pensamento que Deus não permitiria que fossemos acometidos por grandes sofrimentos na vida. Contudo, Deus e vida são  mistérios difíceis de explicar. O que sabemos é que eles surpreendem. Para bom ou ruim.

            Diante de dilemas acabamos por tomar decisões. Decisões que acabam nos consumindo por dentro. “Dará certo ou errado?”. Decisões desagradáveis aos olhos dos outros. As experiências de vida acabam nos ajudando a encarar situações futuras. Nos dão forças para “segurar a onda” e manter o equilíbrio. Às vezes o pensamento no Bem maior e nas Recompensas Eternas causam cegueira nos impedindo de pensar racionalmente. Por medo da vergonha e humilhação acabamos tomando atitudes reprováveis.

             A dor une e fortalece. Uma enfermeira se sensibiliza a dor alheia ao tempo que reaviva a Fé àquelas irmãs que estavam em momento de crise.

            Dores acontecem para sermos curados. A desobediência a Deus traz consequências nefastas a todos. Mas, Ele em sua infinita misericórdia envia samaritanos, estrangeiros para nos lembrar de que na vida é preciso transgredir e reconstruir o que foi destruído.



De Anne Fontaine, Com Agata Buzek, Agata Kulesza e Vincent Macaigne, FRA/POL, 2015, 1h55min.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

SMALLVILLE, A TEMPORADA DERRADEIRA!!!



          “Grandes homens e mulheres são definidos pelos seus inimigos.” Sintetiza Lex Luthor (Michael Rosenbaum) a Clark Kent (Tom Weling). Essa conversa e reencontro é a melhor parte da décima temporada de Smallville. “Estamos destinados a ser grandes homens por causa do outro[..]. O herói é tão bom quanto seu inimigo”, finaliza. Esse diálogo foi capaz de fazer um raio X da série da oitava até essa temporada. Corroborando que um bom elenco pode sustentar uma história bem intencionada que não alcança o que queria almejar.

 O ator é bom quando uma vez após sua atuação, você não esquece de suas cenas. Você memoriza as falas e as toma para você. E vê várias e várias vezes a mesma cena. As saídas de John Schneider (Jonathan Kent), Annette O’Toole (Marta Kent), John Glover (Lionel Luthor) e de Rosenbaum foram necessárias, mas o buraco deixado por eles não foi preenchido. As pontas que fizerem durante a temporada só fez lembrar os tempos dourados da série. Eric Durance (Lois Lane), Cassidy Freeman (Tess Merence), Justin Hartley (Oliver Queen) e Alisson Mack (Chloe Sullivan) e o elenco secundário apesar de serem simpáticos, não conseguiram tornar o enredo atraente.

A temporada foi fraca. A existência de uma realidade alternativa só me causou estranheza; O romance de Clark e Lois nesse seriado não era preciso; Os inimigos não foram bem trabalhados assim como os Vigilantes; Não mostraram Tom usando a roupa do Super Homem de corpo inteiro; Poucos episódios inspiradores.

 Mesmo assim não foi capaz de estragar toda série. Rsrsrsrsrs.


Smallville, desenvolvido por Alfred Gough e Miles Millar.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

V DE VINGANÇA (V FOR VENDETTA)


           V de Vingança, baseado no HQ de Alan Moore e David Lloyd, é instigante e bem atual. Nos mostra num futuro não tão distante um país dominado pela opressão, alta censura, vigilância, manipulação das informações e violência por aqueles que deveriam proteger o povo. Nas palavras do diretor James McTeigue: “A história da obra é bastante complexa. De um lado temos o protagonista que é altruísta. Acha que pode provocar grandes mudanças se fizer com que o povo se una e perceba como o governo de alguma maneira perdeu o controle, já que estão dando a eles o pão e o circo de cada dia. Mas ele tem uma grande ambiguidade moral já que também busca uma vingança homicida contra todos que lhes fizeram algum mal”.  

        Nos colocamos no lugar dos dois personagens principais. Vendo por um ângulo achamos até justificável a vingança de V (Hugo Weaving), afinal para tudo se tem limite e toda ação provoca uma reação. Evy (Natalie Portman) precisava enfrentar seus medos. Sua relação com V provocou mudanças mútuas. Mudanças significativas, pois todos acabam encontrando aquilo que achavam que não seria mais possível. No fundo no fundo não queremos sair por aí destruindo prédios ou fazendo justiça com as próprias mãos e nem mesmo viver guiado por ideias.

          Destaque para a influência da Arte (cinema, música, pinturas) como escapismo e felicidade para encarar uma realidade cruel. Por fim dar para afirmar que o filme possui cérebro e coração e não é apenas “mais um” filme de ação.



De James McTeigue, Com John Hunt, Stephen Rea e Stephen Fry, EUA/ALE/ ING, 2005, 2h12min.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

NAMORO


O namoro vem se transformando numa triste experiência entre nós porque perdeu o sentido. Há mais espaço para o ciúme, desconfiança e desejo de controlar o outro. O sexo vem em primeiro lugar fazendo produzir pais e mães solteiros, filhos criados pelos avós ou abandonados, inúmeros abortos, doenças e etc.

“O namoro é o tempo de conhecer o coração do outro, e não seu corpo; é o momento de explorar a sua alma, e não o seu físico. (AQUINO, 2015, p.110)”

 “É fácil encontrar dois namorados unidos fisicamente, mas não é muito fácil encontrar dois unidos pelo coração. E mais difícil ainda é achar dois que tenham os espíritos unidos (AQUINO, 2015, p. 100).”

ENTÃO, COMO DEVE-SE VIVER O NAMORO?

 è Amar é doar-se ao outro de forma livre e consciente para completá-lo e construí-lo.

 è O namoro é a fase onde a pessoa se conhece. Conhece sua sensibilidade, impulsos. É o momento que tem para possuir-se, de sair de sua realidade. E também de decidir aonde quer chegar na vida.

 è Relacionar-se não é brincadeira. É participar do mundo do outro e deixá-lo participar do seu.

 è O mais importante de tudo é a maturidade. Deve-se namorar quando já se pensa em casar com seriedade. Mesmo que ele esteja longe. Para isso é preciso de uma escolha criteriosa. O que quero? Devo estar com o primeiro(a) que aparecer? Deixar-me atraído pela sua aparência e simpatia? Divertir-se ou viver a vida seriamente?

     “Só comece a namorar quando você souber porque vai namorar (AQUINO, 2014, p.52).”

 è É preciso de paciência. O amor vem com o tempo. É preciso que o casal revele um ao outro seu interior, valores, motivações, o lado bom e a família de cada um.

 è É importante dar atenção e ser uma pessoa presente.

 è O diálogo é indispensável. Um namoro maduro acontece se o casal tem constantemente o hábito de conversar, pois através do diálogo cada um revela ao outro como é verdadeiramente.

 “Quando o namoro estaciona nos corpos, logo se esgota e termina, mas quando atinge o coração e a alma, torna-se maduro, equilibrado e duradouro (AQUINO, 2015, p.103).”

Jesus é um referencial para todo aquele(a) que almeja viver uma vida completa. Namoro foi feito para acabar. Em casamento ou não. O mais importante é ser uma pessoa ou para Cristo ou para si mesmo. É deixar ser guiado ou pelos seus ensinamentos ou pelos ensinamentos do mundo. 

 “Não desanime e não se desespere, o Senhor o aguarda para ajudá-lo com sua força. Vá a Ele. Tenha coragem de olhar-se de frente e aceitar sua realidade atual. Em seguida peça ao Senhor que lhe dê a Sua graça para que você possa ser um rapaz  ou uma moça apto para amar de verdade. (AQUINO, 2015, p. 41-42).”          

1Cor 13, 4-7.

AQUINO, Felipe. Namoro. 45ª ed. Lorena-SP: Cleófas, 2015. 144p.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

E SE NÃO CONSEGUIRMOS REALIZAR NOSSOS SONHOS?



        Petra Costa exibe as memórias da irmã através de vídeos e depoimento no ótimo Elena de 2014. Elena Costa se mudou para Nova York no final dos anos 80 para realizar o sonho de ser atriz de cinema. Por parte dela não faltou esforço e nem dedicação, mas num curto espaço de tempo a demora da espera de oportunidades lhe causa uma dor profunda. Elena tira a própria vida aos 20 anos em 1990.

Crescemos com a ideia triunfalista de que todo esforço será recompensado e de que todo sonho será realizado. Sim! É a dura verdade. Não vamos conseguir tudo que queremos, mas isso não significa que é o fim ou que a vida não vale ser vivida. Agora, precisamos ser honestos: É muito complicado lhe dar com os fracassos e as demoras de oportunidades. De ver que precisamos mudar certos pensamentos, mudar planos de vida, mudar o foco.

Diante de uma situação desagradável ou acabamos com tudo ou reconstruímos tudo. Elena disse a mãe: “Se eu não for atriz prefiro morrer”. Sua mãe retruca: “Minha filha não precisa ser assim”.

A culpa pela incapacidade nos assombra. Só que não adianta remoer as coisas. É preciso suportar e deixar o tempo fazer sua parte. Haverá coisas que nunca entenderemos.

Não adianta dizer: “Se não acontecesse isso talvez fosse diferente”. As justificativas não resolvem nada. Pode ser que a separação dos pais tenha tirado da cabeça de Elena a ideia de criar uma família. E daí veio o desejo de querer construir a vida longe do colo maternal. Pode ser.

Diante de perguntas sem respostas o que podemos fazer?

De Petra Costa, BRA, 2012, 1h22min


O filme está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KxoDVNh0tIA
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