quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD (2007)


   O filme de Andre Dominik não tem muito tiroteio, nem muitos assaltos a banco e nem o clássico duelo entre os pistoleiros. Diferente dos filmes de Western ele é lento e pensativo. Sabemos muito bem o que vai acontecer e como, a diferença aqui envolve em analisar os pensamentos dos personagens e as consequências de um ato. 

O assassinato de Jesse... é daqueles poucos filmes que se aprecia a técnica (fotografia, trilha sonora, o tipo de narração), a paisagem e sobretudo a interpretação.

Jesse James (Brad Pitt), o famoso e temido fora-da-lei do século XIX está em estado de decadência. Desconfiado de uma traição, Jesse mergulha numa paranóia e depressão profunda. 

No filme não vemos apenas o mito sendo desfeito. Também ilusões são desfeitas. Em Robert Ford (Casey Afleck), constata-se o quanto é decepcionante não ser igual a quem admiramos. Espera-se reconhecimento, aplausos  e admiração. Que podem não vir se for feitos de maneira errada 

Robert é o exemplo de pessoa que sentia desprezo por si mesmo e que desesperadamente queria se auto afirmar. Era o fã querendo viver a vida do ídolo...

 

         EUA, 2007, 2h 40 min.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

MARTY




COUTINHO, João Pereira. A dignidade dos feios. Folha de S. Paulo, São Paulo, 24 Jul. 2012, Ilustrada, caderno E, p. E6.


Para começar, o mundo é dos belos. Negar para quê? Faz parte da retórica bem pensante dizer que a beleza não é fundamental. Há quem fale em até em “beleza interior” para compensar o estrago e atribuir uma espécie de indenização ética ao sujeito. Não vale a pena mascar a verdade ou confundir as verdades: a “beleza interior” pode ser relevante, e até mais relevante, do que a superficialidade da carne.

Mas é para essa superficialidade que se olha primeiro – ou que se rejeita primeiro. A idéia não pode ser agradável para quem pensa que todas as desvantagens da vida são produto de uma “construção social” defeituosa.

Infelizmente, a realidade não se ajusta a fantasias. A natureza é um cassino. E nem tudo obedece aos caprichos igualitários do nosso tempo: alguns foram bafejados pelo escopo da beleza – e outros, simplesmente, não.

No filme Marty de 1955  estrelado pelo já falecido ator Ernest Borgnine mostra um exemplo disso. Marty é gordo e feio. E nem sequer tem fortuna pessoal para cumprir o demolidor aforismo de Nelson Rodrigues sobre o assunto (“Dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro”).
Aos 34 anos, Marty é um solitário. E todos lhe perguntam, ao balcão do açougue onde trabalho: “Quando casas, Marty?”. Pior: todos cobram esse feito, como se existisse um prazer perverso na humilhação perversa dos feios.

Marty escuta e sofre: em silêncio. Os irmãos arrumaram a vida: têm filhos, mulheres, famílias. Casas nos subúrbios. Ele,  Marty, continua a morar com a mãe. Que também lhe pergunta: “Quando casas, Marty?”.

De vez em quando, ele sai com os amigos aos sábados à noite. Para ver o mercado e testar a sua baixa cotação na praça. Mas Marty está cansado de procurar companhia. Porque está cansado da rejeição.

“Marty” começa por ser uma pequena pérola sobre esse grande tabu: a rejeição dos feios, a angústia que existe nessa rejeição, e o cansaço de quem tentou uma vez, e outra, e outra ainda, para receber apenas desprezo ou repulsa de volta. Poucos filmes captaram de forma tão digna e pungente a tristeza da feiúra. Mas “Marty” vai mais longe e mostra como a vida adulta é, sobretudo definida pelas escolhas que fazemos: escolhas nossas, radicalmente nossas, mas tantas vezes ensombradas pela opinião dos outros. 

Isso sucede quando Marty conhece finalmente um par. Clara (Betsy Blair, no filme) é uma “outsider” como ele – feições modestas, igual desesperança no afeto alheio. Mas é doce, atenta e presente, alguém com quem ele fala sem parar na primeira noite. Marty encontrou alguém. Ele sabe que encontrou alguém. Mas o exército dos solitários inicia suas operações: a mãe viúva que teme o abandono do filho, os amigos celibatários que invejam a sorte de um membro do clube, todos eles começam a encontrar defeitos na escolha de Marty. E a dar palpites ou sugestões para desviar da sua rota. 

Marty fica confuso, medroso, melindrado. Mas é quando se encontra novamente só que a epifania acontece: a vida só lhe pertence a ele, não ao coro grego que pretende determinar seu destino. 

Moral da história? 

Enganam-se os que pensam que a afirmação da individualidade é sempre um ato heróico e prometeico, como nas óperas de Wagner ou nos textos de Nietzsche. Grande parte da individualidade joga-se todos os dias nas pequenas decisões anônimos que tomamos. Joga-se, no fundo, nesses momentos em que pesamos a nossa covardia e a nossa coragem. E decidimos depois seguir em frente.

terça-feira, 10 de julho de 2012

LIVRES PARA VOAR




Hoje, pensei de como seria minha vida se as coisas acontecessem do jeito que queria

Poderia ser possivelmente tão bom ou possivelmente tão ruim

Ainda acredito que estou fazendo a coisa certa, mesmo que às vezes eu sinta um vazio


Se apegando as coisas e as pessoas e se decepcionando ainda mais, se iludindo como bobo

Tentando tomar uma decisão convicta de está aberto às novas possibilidades sem se arrepender depois

Ainda acredito que estou fazendo a coisa certa, mesmo que às vezes eu sinta um vazio


Eu queria e tentava de todas as formas conseguir a atenção deles

Eu ficava criando expectativas e se apegando ainda mais a eles  

Nada vinha e eu começava a me cansar e a chorar por dentro


É estranho, está num lugar e ao mesmo tempo não está lá

Tão, mais tão longe

O pobre meninozinho de Deus


Hoje, deixei de pensar de como seria minha vida se as coisas acontecessem do jeito que queria

Agora estou mais disposto a viver a vida e se iludir menos sem se apegar as pessoas e as coisas

Ainda acredito que estou fazendo a coisa certa, mesmo que às vezes eu sinta um vazio


Aproveitarei cada momento sem me preocupar tanto com o “se...”

Deixando tudo e sem querer controlar e planejar tanto

O pobre homem de Deus querendo conhecer o Mundo de dentro e o de fora


E vou seguir e tentarei seguir tacitamente o caminho

Sem olhar para os lados, sempre para frente


E de vez em quando lembrarei o que já se passou

E do nada começarei a rir






Walter Luis de Sousa Santos
Estudante de Biblioteconomia 7º Bloco

quarta-feira, 23 de maio de 2012

CLUBE DA LUTA (FIGTH CLUB)





       É uma película bem complexa que merece ser assistido várias vezes para “pegar alguma coisa” ainda mais trata de vários assuntos. Uma deles é o vazio existencial. O personagem de Edward Norton (que não tem nome no filme e vocês vão saber o porquê se assistirem) tem o melhor emprego, o melhor apartamento, os melhores móveis e ... é solitário. Não tem mulher,  nem  amigos e vive a vida por viver sem nenhuma razão. Inconscientemente ele busca preencher o vazio participando de reuniões de grupos de pessoas com doenças terminais. Toda sua vida muda quando conhece os equisitos Marla Singer e Tyler Durden.

Tyler é um personagem emblemático e uma das peças fundamentais do filme. Critica o modo de vida capitalista e as pessoas que acham que o mais importante nada vida é “ter” e aconselha que o melhor estilo de vida seja aquele que não tem regras. Tyler é a anarquia em pessoa. Durante o filme, seu plano, o Projeto destruição consiste em destruir prédios de empresas grandes com o objetivo de “libertar” as pessoas e deixá-las livre para fazerem o que quer. É responsável também por criar o clube da luta, local onde homens que são solitários e trabalham em empregos desestimulantes se reúnem para aliviar suas tristezas dando “porrada” um no outro. Tyler acaba sendo idolatrado e amado por seus “seguidores” que acabam se identificando com seus ideais.

Clube da Luta, 1999, EUA, 2H 19min. De David Fischer baseado na obra homônima de Chuck Palahniuk; Com Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

QUANDO O SOL BATER NA JANELA DO TEU QUARTO


       
       Por mais triste e desesperador que seja a vida sempre teremos que ter a vontade de sermos felizes. Pode ser que não aconteça do jeito que quer, mas de alguma forma acontece. Às vezes a dona felicidade bate na porta de sua casa pedindo licença para entrar e iluminar sua vida. Se prestarem atenção temos a chance de sermos felizes a toda hora. Seja numa rápida conversa com amigos ou colegas, seja nos imprevistos que acontecem com nossa vida sempre temos a oportunidade de darmos um sorriso.

       Adianta ficar chorando e falando do ruim toda hora ? Quem é que gosta de ser infeliz ? Apesar de estarmos às vezes tristes ninguém gosta desse sentimento. É um mal – estar. Somos inocentes quando na busca dessa felicidade acabamos vacilando, errando. Mas não tem problema, você tentou acertar. E o erro quando não é previsto é perdoado. Infelizmente tem gente que quer tirar nosso sorriso e nos enganar  por puro egoísmo.

       Então mesmo na escuridão acenda a luz e abra a janela de seu quarto para o sol brilhar.
Quando o sol bater na janela do teu quarto
Lembra e vê que o caminho é um só
Porque esperar se podemos começar tudo de novo?
Agora mesmo
A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce pra todos
Só não sabe quem não quer
Até bem pouco tempo atrás poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentimos dor
Quando o sol bater na janela do teu quarto
Lembra e vê que o caminho é um só
Legião Urbana



Walter Luis de Sousa Santos
Estudante de Biblioteconomia 7º Bloco
http://pt-br.facebook.com/people/Walter-Luis/100002496361389

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O ESPELHO



Existia um garoto que sempre colocava a culpa nos outros por ser o que era e pra justificar o que acontecia. Ele não sabia e demorou um tempo pra perceber que se é para começar algo, que comece por ele mesmo. Ele aprendeu a olhar pra si na hora de avaliar algum ocorrido. Pois enfim entendeu que precisa seguir seu coração para ter fé em Deus, mesmo que seja para dizer não às vezes. Colocou na cabeça que um dia ele sempre ia errar, mas que era importante sempre tentar acertar. Não importa o que acontecesse, uma ação tinha que ser tomada.

Ele cansou de correr atrás do inalcançável e passou a ser mais estático. Deixou de ser impulsivo e aprendeu a esperar a hora certa e se preparar caso ela não ocorresse. Aceitou finalmente sua personalidade e que ela vai fazer diferença em dado momento. Ele se sentia e ainda sente sozinho no meio de tanta gente e achava que se fizesse o que todos faziam podia encontrar alguém. Ele pensou: “Como tolo eu fui, mentir pra si mesmo sempre é a pior mentira!”

Agora ele vai procurar fazer o melhor, não para se mostrar, mas para tentar fazer algo significativo para muitos. Ele vai tentar ser mais humilde e dividir o que tem. Tentará ser menos vaidoso e admitir que no mundo existem pessoas melhores que ele. Ele vai se esforçar a não querer tanto por nada. Ou seja, começou a amadurecer e viver a vida.

Walter Luis de Sousa Santos
Estudante de Biblioteconomia 7º Bloco
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terça-feira, 10 de abril de 2012

O BIBLIOTECÁRIO, O PROFETA E O OTIMISTA


       Neste artigo vou falar um pouco da minha futura profissão, O Bibliotecário. Volta e meia leio em artigos e escuto as pessoas dizendo: “Nossa profissão não é valorizada!” Nessa frase eu reflito: “E que ou quais são as profissões que são valorizadas?” Professor, A PROFISSÃO MAIS IMPORTANTE que existe(afinal se sei ler e escrever é por causa dele) é valorizada? Os médicos, responsáveis pela nossa saúde interna e externa, são valorizados? Olha nossas escolas públicas, nossos hospitais públicos, estão uma lastima! Fica difícil dizer que bibliotecas são importantes em um local em que as pessoas não têm nem o básico. Pra quê falar de livros se uma criança de 10 anos nem entende e nem decifra o que tá escrito?  Por que falar de livros, cultura e conhecimento se a pobre coitada desaba de fome ou pela falta de atendimento médico? Dar vontade é de chorar diante de tudo isso.

      Então, o que fazer? Bem, primeiramente não “apontar dedos” sem antes conhecer. É preciso conhecer o meio que lhe cerca. Sendo bem direto, saber da situação financeira, política e cultural do local onde vive. Quando você começar a ir atrás do que quer saberá com certeza de como o sistema funciona. Todo esse processo serve pra quando alguém perguntar: “Por que não fizeram isso?” Aí você responde: “Eu tentei, mas aconteceu isso e aquilo...”. Segundo, é de fundamental importância de que você ame o que faz. Vejam, AME! Significa não dar MUITA importância pro dinheiro. Pensar no mínimo pra ter o que comer e ter um teto pra morar. Você não é o que TEM e sim o que FAZ! “Ah e meu cônjuge, dinheiro, carro?” Reconhecimento vem quando nos esforçamos quando estamos por baixo, quando não temos nada e queremos algo. Se você quer só ter carro e dinheiro, as pessoas só vão atrás de você por causa deles, ou seja, elas vão embora quando você não as tiver mais. Felicidade no TER MATERIAL é tristeza!

       É necessário ter atitude e coragem de se mostrar. Comunicar a todos o que faz e a importância do seu serviço, não pra se mostrar, mas para informar. E o problema é este: Não somos( bibliotecário(a)s ) conhecidos. Deixar a vergonha de lado e falar, falar como forma de respeitar aqueles que tentaram fazer algo para a Biblioteconomia. O trabalho nunca vai ser e nunca será do jeito que a gente quer. Vai ter muitos problemas e vamos ter que resolvê-los. E é aí onde mora nosso mérito. O fato de criarmos e reinventarmos, reinventarmos, reinventarmos...

       Aqui no estado onde moro, Piauí, estamos numa “onda de greves”. Professores, médicos, agentes penitenciários e futuramente ou de vez em quando os bancários, motoristas e cobradores, policiais e pasmem, os funcionários públicos (rsrsrsrsrs). Os motivos são os mesmos, dinheiro, dinheiro, dinheiro e de vez em quando as condições de trabalho. E o resultado também é sempre o mesmo, promessas que futuramente não serão cumpridas e “pepinos” jogados para os outros governantes. O que adianta saber o culpado de tudo isso? Político não é preso e ladrão de galinha é. Tá tudo muito intenso. Viver está custando tão caro que tem pessoas se matando, seja no trânsito ou destruindo seus sentimentos com mágoas, raivas, invejas e ciúmes. Quase ia esquecendo de falar da violência que cada dia só aumenta.

       Futuramente as pessoas vão passar a ir mais a festas achando que o fim está iminente e pensando que qualquer momento é o último. Vai chegar um momento em que os valores morais vão ser todos quebrados e machucados. Vai ser a geração do “qualquer jeito e não tô nem aí”. Respeito só vai ser uma palavra e nada mais, assim como todas no dicionário. Sinceramente acho bem assustador e procuro não pensar no futuro. Se preocupar para quê? Eu não sei como vai ser o dia de amanhã. Podem acontecer tantos acontecimentos e imprevistos: O ônibus quebrou, acordei tarde, não tem energia no trabalho, o professor faltou. Adianta reclamar e ficar bravo?

       Que tal vivermos a vida? Não pensar no que fará nem no que fez, mas no que está fazendo? Carpem diem! Olhe o hoje, o presente molda os dois tempos. Se você não conseguiu realizar aquele sonho é porque não era pra acontecer. O processo vai ser muito difícil com solidão e tristeza rondando sua casa, mas é assim mesmo. Vai ser necessário termos a coragem de viver a vida mesmo que tudo não saia como planejamos. Caiu? Levante e siga adiante! Amém!


Walter Luis de Sousa Santos
Estudante de Biblioteconomia 7º Bloco
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