domingo, 1 de abril de 2018

HOJE NÃO É O DIA DA MENTIRA!




       Jesus. Um nome que ainda arrasta multidões. A única alegria de pessoas que só viveram decepções. Decepções com as pessoas, com o mundo ou até consigo mesmas. De fato algumas perdas nos deixam desmotivados ao ponto de querermos fazer apenas o “feijão com arroz” em nossas vidas. Nem sabemos que rumo tomar... Nos fechamos para a Graça e não queremos ser curados. Preferimos murmurar.

          Ao querer viver o que Jesus propôs vemos como a “porta é estreita”. Como é hiper difícil perdoar de coração aquele que nos feriu. Como temos um coração fácil. Na primeira oportunidade abandonamos Jesus. Não queremos esperar e nem carregar nossa cruz. Não queremos obedecer a ninguém. Minha cabeça é minha lei. “Que seja feita a minha vontade”! Deixamos a hipocrisia reinar. Matamos os outros com nossas mentiras, fingimentos e falta de compromisso. Parece que o Diabo venceu. Parece....

          Quando os homens nos decepcionam é a hora de voltarmos a atenção as palavras de Jesus. Ele não mente. Ele é o exemplo. Sendo Deus foi obediente ao seu pai adotivo e a sua mãe. Vivendo na discrição, na humildade e no desapego. Ele que venceu o inimigo dos inimigos: a morte. Deu Sua vida para que haja vida em nossa alma. Nos deixou o Espírito Santo para que todos os dias possamos “ressuscitar” e seguir em frente. “Eu creio Senhor, mas aumentai minha Fé”.


sábado, 24 de março de 2018

TENTANDO ACHAR O PRÓPRIO CAMINHO




Tem horas que busco respostas para tudo, uma explicação...
Nem sempre elas existem
E não sei criar uma

Mesmo que eu tenha tudo que eu quisesse ainda existiria um buraco
Que se preenchido traria aquela paz que reinaria aqui dentro
Uma hora a respiração e o coração vão parar e olhos se fecharão para sempre
Sim, é um mistério...
Mas até lá preciso tentar encontrar meu caminho, o caminho da minha vida
O caminho para eu ser feliz

Uma pessoa e o dinheiro podem ajudar, ou não!
Nem sempre o que está na cabeça e no coração esteja certo

Podemos concordar ou discordar em algumas coisas
Compatibilidades poderão existir ou não
Sou tão estranho quanto você
Sou tão fechado como você
O que temos de diferente é aquilo que está em nossas cabeças
Fora isso, somos tão iguais!

As memórias podem salvar ou torturar
As decepções podem abalar a crença
É possível sonhar sem sair do lugar
Vivendo a realidade e a verdade
Se você me perguntar como se fazer isso eu vou falar:
“Tente encontrar seu caminho”

domingo, 4 de março de 2018

DEPRIMIDOS?


Depressão, doença social bastante difusa vem se ampliando e parece que o avanço tecnológico e o bem estar social dão lhe mais impulso. A tristeza de uma felicidade não alcançada mostra-se como principal causa. Apesar de apenas um profissional poder dar o diagnóstico, precisamos ficar “ligados”. Não se trata de uma ameaça, mas de uma presença que pode afetar aqueles que amamos. E a nós mesmos!

Alguns acontecimentos podem desencadear uma tristeza profunda:

             Ø  Perda de alguém pela morte;

             Ø  Perda do emprego;

             Ø  Términos de relacionamentos ou casamentos;

             Ø  Afetos não recebidos pelo pai ou mãe; 

             Ø  Amores não correspondidos;

             Ø  Fracassos profissionais;

             Ø  Falta de sentido na vida;

             Ø  Não aceitação da realidade.

 Em casos mais graves pode levar ao suicídio. Pessoas veem nesse ato uma forma de expiação ou desejo de alcançar uma vida nova, mais perfeita e serena. O insucesso nos estudos, falta de afeto dos pais, amor não correspondido e dificuldade de inserir-se na vida adulta são fatores que levam os jovens ao suicídio. Os idosos são atingidos pela sensação de inutilidade, doenças que duram a vida toda e visão negativa do mundo.

 Para lutar contra a depressão precisa:


Ø  Mudar o modo de comportar-se em confronto consigo mesmo e com o mundo que o cerca.

Ø  Regular horas de sono, alimentação adequada, diminuição de estimulantes.

Ø  Usar o humor.

Ø  Conhecimento de si e controle emocional.

Ø  Impor limites.

Ø  Mudar de vida, trabalho, lugar, conhecer novas pessoas.

Ø  Buscar novos gostos.

Ø  Uso de remédios em casos graves.

Crendo no Deus do evangelho (e não o da nossa cabeça!) e praticando a caridade somos capazes de encontrar o sentido da vida no sofrimento.

Nunca vai ser fácil. Podemos nos entregar:

"Se alguém chega ao ponto de não mais suportar a própria vida, se já não está em condições de dispor de maneira realmente livre de si mesmo e em tal estado chega ao ponto de pôr fim à própria vida, a essas pessoas cabe às mãos do Deus da misericórdia acolhê-las".    Karl Rahner  (CANOVA, 1999, p. 24)

 

  Ou podemos lutar:

"Todos os homens e mulheres que conseguiram superar a enfermidade, estão testemunhando que existe um caminho de salvação e que há a possibilidade de percorrê-lo".   William Stryron.  (CANOVA, 1999, p. 10).

 Atualizado, 06/10/2024

Fonte:

CANOVA, Francesco. Estressados ou deprimidos? 2 ed. Tradução de Clemente Raphael Mahl. São Paulo: Paulinas, 1999. (Coleção: Psicologia e você). 80p.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

LIBERDADE QUE MATA




          Buscamos preencher nosso tempo livre com distrações, diversões e compras para sair do tédio e da monotonia. O dinheiro acaba se tornando mero meio de obter a satisfação dos desejos. Os modelos de vida existentes não desperta motivação. Parece que tudo é uma chatice. Faz-se tudo que se quer e ao final do dia sente-se triste e insatisfeito. Por que será? O que falta?

          A dinâmica da vida cria a tensão de conseguir para agora o que se quer. Há escassez de paciência para demoras, perdas e longas esperas. Não se desempenha o que realmente sabe fazer e acaba sendo obrigado a realizar algo que não gosta. Só por necessidade ou para sobreviver. Se não existir motivação e a recompensa não for boa, então a vida vira um sofrimento.

          Temos as escolhas e o poder de se fazer o que quer. Nessa busca de "um lugar no mundo" acabamos entrando em enrascadas. Nem sempre o que penso ou sinto trará alguma verdade e nem o que faço trará felicidade. Não precisa de muito para entender isso. Agora, preocupa quando uso a liberdade que tenho para matar e/ou se matar, roubar, mentir, abandonar, trair, usar... Estamos nos tornando objetos de consumo. Usa até trazer satisfação, quando não se quer mais....

          Agora ao dar solução fica difícil não misturar crenças pessoais. Se quero sair desse mundo de morte que vivemos preciso buscar a verdade das coisas. Aceitar a realidade e as pessoas que estão na minha frente. Conhecer os bons exemplos. Tratar as próprias feridas. Amar de verdade. Exercer a justiça. Ser mais humano, enfim, buscar coisas que nos façam ter  a vontade de viver a vida e não a morte.



sábado, 6 de janeiro de 2018

DEUS E NOSSO PASSADO

O mal nunca traz recompensas.

 

“Nós podemos não ser responsáveis pelo nosso passado, mas somos totalmente pela atitude, que no presente assumimos diante dele.” (CENCINI, 2007, p. 268-269).

Recordar de modo negativo e ressentido um tratamento injusto sofrido no passado é o mesmo que perpetuá-lo de maneira amarga em nossa mente e coração. Para isso acabar é preciso dar um novo significado ao que se passou. Com o conhecimento de nós mesmos somos capazes de aprender a vida em qualquer situação, tipo de pessoa ou local.

Através da Fé descobrimos que a experiência mais dramática pode ser recuperada pela consciência do valor mais imenso da vida. A partir da Revelação de Jesus Cristo entregamos nosso passado (com dores e feridas) e o presente (com dificuldades e aspirações) a Ele e ao próximo. Não com base em talentos e capacidades pessoais, mas através de um ato de Fé. Existe uma misteriosa presença divina em situações negativas (Cf. Is 49,15) em que a própria fraqueza pode tornar-se manifestação do poder de Deus (Cf. 2Cor12, 7-10). A consciência dos próprios erros pode transformar-se em experiência com o Deus rico em misericórdia (Cf. Sl 50).

“Não é ruim conhecer o mal, se é para melhor conhecer o bem”.

Não tem como dominar e eliminar o mal. É preciso de coragem. Coragem para lutar. Coragem para mudar de vida. Coragem para mudar o ser e o pensar. Lutar contando com as forças de Deus.

Ele capaz de dar a vida, de transformar a realidade, de fazer nascer a vida onde alguém havia semeado a morte, de reacender aquele desejo de verdade e de bem presente em toda vida no mais calejado no pecado; de dar esperança onde parecia dominar somente o desespero,  de reconstruir onde alguém destruiu, de fazer partir aquele que parou desesperançado, de reerguer quem havia caído. (CENCINI, 2007, p. 438).

Fonte:

CENCINI, Amadeo. A Árvore da vida: proposta de modelo de formação inicial e permanente. Tradução de Antônio Efro Feltrin. São Paulo: Paulinas, 2007. (Coleção Carisma e Missão). 469p.


                                                                                       Atualizado em 25/08/2023

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

CARÊNCIA AFETIVA


Durante toda a vida somos extremamente necessitados de carinho, atenção, compreensão e, sobretudo de afeto e presença. Pode-se entender o afeto como uma “ligação forte” e a presença como transmissão de segurança. 

Em meio a pressa e ao individualismo, típico do nosso tempo, está difícil essa ligação forte e sobram ausências.

Solidão incomoda quando não vem de escolhas, mas de imposições da vida. Estar só é perceber uma falta. Nesta falta achamos de forma errada que somente uma pessoa vai supri-la.

Estar apegado a alguém é muito dolorido quando se espera muito dela.Às vezes estamos vivendo uma vida que não é nossa. Demos liberdade demais a algumas pessoas para nos dominarem. E achamos que não conseguiremos viver sem elas. 

A necessidade exagerada de atenção pode despertar a vontade de mascarar sentimentos e emoções. Falar e mostrar o que não se deve. Criar uma imagem errada do outro e de si mesmo. 

Necessidades sempre vão existir. Mas precisa-se de ordem. Difícil se valorizar, planejar e ter foco se passa o dia a ver “status” e publicações da vida do outro. Num mundo violento, perigoso e pervertido precisa-se ser criterioso. Uma pessoa pode sim acabar com a vida da outra. Deixando-a nula, escrava, desanimada, desmotivada e submissa. 

Se a cultura impõe uma pressão e uma “obrigação” em ter alguém é preciso escolher e conviver com pessoas que pensam o oposto. Que querem ser felizes sem se destruírem e sem se enganarem. Necessário mudar a mentalidade, os valores, os conceitos, as companhias, a visão de mundo.


sábado, 25 de novembro de 2017

LIGA DA JUSTIÇA (JUSTICE LEAGUE, 2017)



        Liga da justiça apresenta semelhança com os Vingadores (Avengers, 2012). Um grupo de super heróis formado por humanos e deuses se unem forçadamente para vencer uma ameaça alienígena que quer (adivinhem) destruir e conquistar.

          O filme abandonou o tom sombrio do anterior Batman v.s Superman, 2016. Vemos as particularidades e dores de cada personagem. Apesar das 2h de duração, a história passa rápido. Em parte pela expectativa da “ressurreição” do superman. É ele (assim como homem de ferro para os vingadores ) o principal personagem da liga. Faz do filme ser bom apesar de alguns erros bem óbvios no roteiro.

          O enredo embarca em aspirações e medos humanos:

·    É um sonho desenvolver tecnologia que possa trazer de volta vidas;
·    Sempre achamos que ameaças estão fora da Terra. Esteja em outros planetas ou em realidades alternativas de espaço-tempo. Mas a verdadeira ameaça está aqui. Com nossa inteligência e tecnologia criamos meios para superar qualquer obstáculo. Não seria exagero em apontar Bruce Wayne/Batman, o mais perigoso de todos. Teve a ideia da liga; quase mata o superman; foi o primeiro a querer a sua volta; pode ir e comprar o que quiser etc. “Qual sua habilidade?” indaga Flash. Ele responde: “Sou rico”. Não só isso! Ele não tem muita força, mas sabe como usar a capacidade e os recursos que tem.


De Zack Snyder, Com Bem Affleck, Gal Gadot, Henry Cavill, Jason Momoa,Ezra Miller e Ray Fisher. EUA, 2017, 2h.
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