quarta-feira, 18 de maio de 2016

CAPITÃO AMÉRICA 3: GUERRA CIVIL (Captain American: Civil War)



            Capitão América 3: Guerra Civil tem ação e humor. Arrecadar 900 milhões em um mês não é para qualquer um.

Apresenta novidades. Aqui explica as ameaças e os riscos de termos pessoas com superpoderes. E se eles se voltassem contra nós? O que faríamos? Gente poderosa do bem sempre chama a atenção de gente poderosa do mal. Nasce o conflito que gera a catástrofe e que termina em mortes inocentes, pois numa batalha o que sobra é destruição.

            A reunião de super-heróis ocupando um mesmo filme. Aqui há muitos. É bom e ao mesmo tempo ruim. Aqui entra o defeito do filme. Tem muita gente. Ao final fica a sensação de que o nome do filme deveria ser outro. Homem de Ferro 4? (Tony Stark querendo ou não ganha mais destaque que o capitão Steve Rogers). Vingadores classe B? (Vemos a reunião dos heróis classe B da Marvel).

Como nos últimos filmes da Marvel esse Capitão América responde perguntas de filmes anteriores e deixa uma lacuna de perguntas a serem respondidas nos posteriores.

A velha e conhecida Vingança ocupa o pano de fundo da história (Se bem que a intenção desses filmes é reunir todos os heróis para formarem os VINGADORES).

Ver personagens tão queridos lutando entre si é curioso e de apertar o coração(para os mais sensíveis). Mas a medida que o homem vai obtendo poder mais sombrio ele fica e mais decisões difíceis ele toma.


Capitão América é um filme espetáculo. Não ganha pela história e sim pela sacada dos realizadores em reunir essa “penca” de super-heróis na mesma tela.

domingo, 15 de maio de 2016

O CÉU COMEÇA EM VOCÊ


Os monges como São Bento, Evágrio Pôntico e Santo Antão apontam o caminho espiritual como forma de viver uma vida saudável. Equilibrando oração e trabalho; vigília e sono; refeição e jejum; solidão e convivência, e estabelecendo uma rotina saudável é possível organizar a vida pessoal. 

A espiritualidade dos padres do deserto (como eles eram chamados) não consiste em estabelecer altos ideais, e sim ir de encontro às próprias fraquezas. Na fraqueza se descobre um pouco de si mesmo, a vontade de Deus e o que é necessário para alcançar a Graça necessária.

Para se chegar ao que o autor chama de “espiritualidade de cima” é preciso ter:

       Ø  Abnegação;

Ø  Autodomínio;

Ø  Amabilidade constante;

Ø  Amor desinteressado;

Ø  Liberdade diante da cólera;

Ø  Domínio da sexualidade. 

O caminho para se obter isso é árduo, pois o indivíduo precisa travar algumas batalhas.

A primeira delas é separar o ideal da realidade. Os padres do deserto nos aconselham a representar nossas fantasias e sonhos na realidade.

Por exemplo: Você quer uma mulher?

Então imagine se tivesse uma. Você teria que cortejá-la, não é mesmo?

Teria que dar atenção;

Fazer algumas renúncias por ela;

Fazer coisas que ela gosta porque uma vez ela já fez isso por você;

E se ela se sentir doente?  Ficará perto dela?

E se ela lhe pedir dinheiro?

E se ela não trabalhar? 

Levando as coisas para a realidade pode-se descobrir o que realmente se quer. Não reprimindo os pensamentos e sim os deixando vir à cabeça e levá-los para realidade. Pensar: “Conseguirei viver realmente desta forma? Meus sonhos serão possíveis e estarei em paz?”

A outra batalha a ser vencida é com os maus hábitos. Os padres convidam a uma mudança:

Em relação à comida. Comer devagar, saboreando a comida em vez de comer rápido, em excesso e escolhendo mal o cardápio.

Em relação ao sexo. Usar o sexo como resultado de uma vontade e disposição de um homem e de uma mulher que decidem se relacionar seriamente, doando-se intimamente, em vez de usá-lo apenas para buscar um prazer solitário e egoísta.  Lembrando que a sexualidade não bem vivida “retarda o processo de humanização e é transformada num bloqueio em direção a Deus.” (GRÜN, 2010, p. 73.).

Em relação às posses. Ter consciência que dinheiro e bens nunca vão dar tranquilidade, sossego e harmonia desejados. A vida não consiste em apenas tê-los. A ânsia em possuir nunca será satisfeita. O que aumenta é a aflição de querer mais e mais na esperança de suprir algum vazio.

Em relação ao tempo. Olhar para o presente encarando a própria realidade, tendo ânimo para trabalhar e rezar, e se envolvendo com algo ou uma pessoa em vez de ter os pensamentos longe, em outro lugar, querendo fazer coisas diferentes a toda hora, sem estar aproveitando o momento presente.

Em relação aos sentimentos. Descobrir as causas da raiva e da tristeza em vez de se deixar dominado por eles.

Em relação a si mesmo e ao próximo. Reconhecer o que se sabe fazer; ter consciência que não é igual aos outros; está na disposição de ajudá-los quando possível em vez de se comparar, de ter, de ser e de torcer pelas derrotas do próximo.

O modelo de comportamento é Jesus Cristo. Ele que desceu dos céus para nos levar a Deus dará as forças e o ânimo necessário para todos aqueles que crerem Nele.

GRÜN, Anselm. O céu começa em você: a sabedoria dos padres do deserto para hoje. 18 ed. Tradução de Renato Kirchner. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.  141p.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

UM AMOR PARA RECORDAR (A WALK TO REMEMBER)




UM AMOR para recordar. Direção: Adam Shankman. Intérpretes: Mandy Moore e Shane West. Roteiro: Nicolas Sparks. EUA: Warne Brother; Europa Filmes, 2002. (101min). son., color. Baseado da obra homônima de Nicolas Sparks.

Sinopse:
Landon é o rapaz mais popular da escola. Desajustado e agressivo, ele se apaixona perdidamente por Jamie, uma menina que vive em outro mundo. Filha do pastor da pequena cidade, é estudiosa e comportada. Jamie nunca imaginou conversar com Landon, quanto mais se apaixonar por ele.

Não sou fã de histórias românticas mesmo tendo duas em especial que me “fisgaram”, Brilho eterno de uma mente sem lembranças(2004) e 500 dias com ela(2010), se bem que elas estão mais pra drama. Este filme chamou atenção porque é difícil ouvir de uma menina alguma critica negativa sobre ele. Motivado pela curiosidade e cansado dos filmes de hoje em que a história só tem ação, piadinhas de duplo sentido, gente bonita (Mas conteúdo mesmo...) resolvi assistir e fiquei surpreso. O filme é bom, não vomitei, assisti até o final e não chorei.

O filme feito em 2002 é um verdadeiro retrato de como era contar e ver uma história romântica comparada com os filmes de hoje. Uma moça que aceita sua vida e resolve vivê-la da melhor maneira possível; Um cara que foi capaz de mudar radicalmente por causa do sentimento que sentia; Um relacionamento que não é pautado no momentâneo ou de “pegadas” ou “ficadas”; E acompanhar um cara capaz de fazer tudo para salvar quem ama... é realmente muito difícil ver isso hoje em dia.



sexta-feira, 15 de abril de 2016

A LEITURA E EU

          Pouquíssimos foram os livros de literatura que li. Mais ainda foram os que li da primeira até a última página. Comecei a ler os ditos “clássicos”. Tão rápido eu começava a lê-los, tão rápido os abandonava pela falta de compreensão/interesse. Na época do ensino médio ouvia os professores falando com tanta empolgação de alguns livros que me empolgava. Só que quando eu ia ler.... Talvez se eu tivesse o hábito de leitura desde cedo podia ser diferente. Não teve incentivo. Meus pais se esforçavam para trazer o bendito dinheiro pra casa. Eram submetidos a humilhações e injustiças. Quando chegavam em casa só queriam descansar. Mesmo se quisessem fazer outra coisa o cansaço impedia.


            Não posso colocar culpa nos professores. Já naquele período (década de 90 do século XX e início deste) não eram motivados tanto por si mesmos como pelo sistema de ensino. Fiquei acostumado a linguagens áudio visual, mas sinto que alguém deveria ter me motivado, afinal não sabia de nada.


             Só que num certo dia de 2003 meu pai chegou com um mangá (HQ japonês) de um desenho muito famoso (Dragon Ball Z). As imagens somadas com as palavras num balão me despertaram ânimo e vontade. Vontade de ler. A vontade só aumentou com outro mangá de outro desenho famoso (Cavaleiros do Zodíaco). Lê-los era minha razão de ser entre 2003-2008. O tempo passou e cresci. As necessidades de leitura mudaram. Tenho me apegado aos livros de conteúdo espiritual (da Igreja Católica Apostólica Romana), a biografias de roqueiros e aos de Sherlock Holmes.

            Não começou do jeito que eu queria, mas hoje a leitura faz parte da minha vida e fará até o final.
           



terça-feira, 5 de abril de 2016

IDEIAS EM RETALHOS: SEM RODEIOS NEM ATALHOS



A capa de um livro pode ser decisiva para comprá-lo. O conteúdo ajuda e um pouco de propaganda também. Acrescente aí o calibre do(a) autor(a).

Só que para ler o livro todo ou grande parte dele e gostá-lo vai depender de que forma os conteúdos são abordados juntamente com a clareza e identificação com os temas.

Difícil expor ideias de um livro que aborda tantos assuntos. Ficamos com a oportunidade de realizar leitura de mundo a partir da perspectiva de uma mulher que vem atravessando o tempo. Vivendo muito ou pouco que a vida oferece. Textos que abordam alegrias, dores, sensações, ponto de vista... um verdadeiro olhar sobre a vida.  Existem muitas referências que faz necessário uma releitura dos escritos em outra oportunidade.

As opiniões não são verdades absolutas. Não mostra nem o certo e nem o errado. São simples textos onde podemos concordar ou não. Contudo, sua experiência de vida faz as palavras ganharem força. Tanto é que elas grudam em nossa mente e ficam lá. Despertando algo que nos faz parar e refletir.

Você vai retendo suas ideias e vai fazendo um raio-X quase completo da autora. Trata-se de testemunhos. De decisões tomadas ao longo da vida. De perdas, de abandono, de vivências, de viagens e etc. Agora, é perceptível o destaque ao tempo. Não podemos com ele. Nessa dádiva e/ou maldição só nos resta aceitá-lo e saber usá-lo.

 

TARGINO, Maria das Graças. Ideias em retalhos: sem rodeios nem atalhos. Teresina: Halley, 2014. 256p.

terça-feira, 22 de março de 2016

RESSURREIÇÃO (RISEN)



Às vésperas de um levante em Jerusalém, surgem rumores de que o Messias judeu ressuscitou. Um centurião romano agnóstico e cético Clavius (Joseph Fiennes) é enviado por Pôncio Pilatos para investigar a ressurreição e localizar o corpo desaparecido do já falecido e crucificado Jesus de Nazaré, a fim de subjugar a revolta eminente. Conforme ele apura os fatos e ouve depoimentos, suas dúvidas sobre o evento milagroso começam a sumir.

            A maioria dos filmes de Jesus abrange aspectos como seu nascimento, vida, paixão e morte. Este filme de Kevin Reynolds (o mesmo de Robin Hood, o príncipe dos ladrões(1991)) trata como título diz da ressurreição. O filme é querendo ou não uma pregação sobre a Fé. E essa é a parte positiva.

            O filme não foge do contexto bíblico que envolve eventos ocorridos da morte até a ascensão aos céus de Jesus, só que acrescenta ingredientes interessantes como forma de chamar a atenção do público sem perverter nada do evangelho. Como já falei em Os três segredos de Fátima, o que vale aqui são os efeitos das palavras causadas em nós. O que você faria sendo cético se encontrasse com aquele que diziam estar morto? Muito bem vivo e sorridente? E que fosse testemunha ocular de seus milagres? O que faria quando sua inteligência fosse humilhada diante de algo sem explicação?

Estamos em busca de algo e a busca de muitos se finda na Fé em Jesus Cristo e no impulso de querer imitá-lo. Não é a melhor opção, mas é uma escolha.

De Kevin Reynolds, Com Joseph Fiennes, Cliff Curtis e Tom Felton, EUA, 2016, 1h48min.


domingo, 20 de março de 2016

SPOTLIGHT: SEGREDOS REVELADOS (SPOTLIGHT)




Spotlight – Segredos Revelados” conta a verdadeira e fascinante história da investigação ganhadora do Prêmio Pulitzer feita pelo jornal Boston Globe, que viria a abalar a cidade e causar uma crise em uma das instituições mais antigas e confiáveis do mundo. Quando o time de repórteres da tenaz equipe Spotlight mergulha nas alegações de abuso na Igreja Católica, a investigação de um ano desvenda décadas de encobrimento nos mais altos níveis dos estabelecimentos legais, religiosos e governamentais de Boston, desencadeando uma onda de revelações ao redor do mundo.

            Não se pode negar o inegável e nem fechar os olhos para atitudes que são nocivas a nós. O filme mostra dois grupos de pessoas. O primeiro são aqueles que querem fazer justiça investigando os fatos para buscar a verdade. O segundo querem esconder a verdade utilizando-se dos mais terríveis venenos: a mentira.

            A história causa impacto. Para uns causam revolta ao ver homens doentes (pedofilia é uma doença segundo a OMS) com sua inteligência e espiritualidade se aproveitar dos mais pobres e vulneráveis. A partir daí podem achar que todo padre é homossexual e pedófilo e que não vale mais a pena acreditar e nem voltar para Igreja Católica.

            Para outros vem a reflexão e a importância de olhar para si mesmo. Traumas, distúrbios, transtornos e vícios são adquiridos durante a vida e se não forem tratados podem causar prejuízos a ambas as partes.

Não se pode em nome do Ser Superior e da reputação de uma instituição tradicional colocar por debaixo do tapete problemas que mudaram negativamente a vida das pessoas para sempre. É preciso ter consciência do que temos de errado e procurar uma forma de solucioná-lo. Muitos dos que foram molestados cometeram suicídio, se viciaram em drogas e teve toda sua vida afetada. Não sei não, mas isso não vem de Deus.



De Thomas McCarthy, Com Mark Ruffalo, Rachel McAdams e Michael Keaton, EUA, 2015, 2h09min.
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