sexta-feira, 4 de março de 2016

HISTORIA DE UMA ALMA (HISTOIRE D’UNE AME)




Em história de uma alma constam as reminiscências de Teresa de Lisieux (Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face) contada através de três cartas (manuscritos) direcionadas as suas duas irmãs, respectivamente, Paulina (Madre Inês de Jesus), Maria (Irmã Maria do Sagrado Coração) e a sua superiora Madre Maria de Gonzaga.

A filha de Luís Martins e Zélia Guérin (em outubro de 2015 transformados em Santos pelo Papa Francisco) sentiu muito cedo o chamado de Deus. Em seus escritos ela relembra sua infância vivida tão intensamente com sua família; descobre sua vocação ao amor e aprende a retribuir o amor de Deus através da caridade no seu serviço como carmelita.

Relatos cercados de cores, docilidades e sensibilidades. Quem não for muito sensível e não tiver muita paciência com o estilo da escrita (do século XIX) poderá ignorar o livro. Os feitos de Santa Teresa após a morte, o milagre da rosa, as aparições a soldados na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e outros só aumentam os exemplos da manifestação misteriosa de Deus no mundo. Alguém que em vida não fez aparentemente nada de importante chegou a lista dos Santos e Doutores da Igreja Católica desperta interesse.

Teresinha deixou a lição de amar primeiramente a si mesmo para depois amar o outro, como Jesus disse. É assim que é manifestado o amor de Deus em nós. Não pautar nossas relações em interesses e ir aqueles esquecidos/ignorados/incompreendidos e rezar por eles. “A caridade perfeita é suportar os defeitos dos outros e não se espantar com nossas fraquezas.” Sim, porque não somos super-heróis e somos muito frágeis.

Santa Teresa morreu com apenas 24 anos de idade em 1897. Canonizada em 17/05/1925 pelo Papa Pio XI. Proclamada doutora da Igreja Católica em 19/10/1997. Padroeira dos missionários seu dia é celebrado em 1 de outubro.

Rogai por nós Santa Teresa do Menino Jesus!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

ENCONTRANDO FORRESTER (FINDING FORRESTER)



           "Jamal Wallace(Robert Brown) é um habilidoso jogador de basquete de 16 anos em Nova York cuja paixão secreta é escrever. Willian Forrester(Sean Connery) é um recluso romancista vencedor do prêmio pulitzer que nunca deu ao mundo um segundo livro. Depois de um encontro acidental, a dura visão do mundo de Forrester começa a mudar à medida que os dois iniciam uma troca de experiências sobre a vida e a importância da amizade."

           Algumas amizades significativas começam sem querer. A princípio você não suporta a outra pessoa até descobrir uma afinidade. Um gosto comum(A escrita, esportes, músicas). Durante conversas informais você vai soltando partes da verdade de si mesmo sem perceber e a outra pessoa faz o mesmo. Tudo fica guardado no coração. Com o tempo a máscara cai e você fala de suas dores e opiniões. Existe uma troca de conselhos, confiança e honestidade. Um ajuda o outro dando liberdade para decidir.

          Essas amizades não duram muito tempo(como a vida), mas duram o necessário para nos tornar pessoas melhores.

       “Perder a família nos força a encontrar nossa família. Nem sempre é a família de sangue, mas sim a que pode vir a se tornar[...]. Vocês são jovens demais para saber o que vão desejar. Mas lendo estas palavras de sonhos e esperanças percebo que se há um desejo que me foi concedido tão tarde na vida foi a dádiva da amizade.                                                   Willian Forrester.



De Gus Van Sant, EUA 2001, 2h15min. Com F. Murray Abrahan e Anna Paquin.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

SNIPER AMERICANO



             Lutar por quem? Por que lutar? Por que matar? O desejo de proteger o país que sofreu atentados terroristas onde inocentes morreram é forte. Se misturam raiva, vingança e senso de justiça, a necessidade de lutar pela vida e acabar com as ervas daninhas.

            Agora quando se pega numa arma e tem que escolher quem morre (mulheres e/ou crianças); ver dezenas de corpos sem vida; a ideia que poderá voltar sem vida; a difícil aceitação que um colega morreu e não vai voltar mais; e ao mesmo tempo ver os que sobreviveram estarem mais mortos do que vivos, não é fácil de suportar. A guerra não é para qualquer um. Quem sai de uma pensa que ela acontece na vida civil. Fica a toda hora num estado de alerta e ansiedade. O humor muda e a forma de tratar os outros também. As seqüelas são para sempre e uns nem conseguem se recuperar.

            É claro, fica a vontade de saber quem verdadeiramente se apresenta como vilão, culpado, as verdadeiras razões de arriscar a vida, afinal quem incentiva a guerra não está lá na linha de fogo.

            Sniper americano (American Sniper, 2014) conta a história verídica do militar Chris Kyle (1974-2013). Com 160 mortes confirmadas pelo Pentágono, Kyle é o atirador mais letal da história dos Estados unidos.



De Clint Eastwood, Com Bradley Cooper e Sienna Miller, EUA, 2014, 2h13min.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

DONS DE FÉ E MILAGRES



Existem aqueles que têm medo daquilo que não podem controlar, por isso negam a existência de outras realidades e preferem obter segurança com bens materiais. Há também aqueles que pensam que já sabem tudo sobre Deus. Não acreditam que os milagres possam acontecer hoje e pensam que as obras de Jesus são apenas histórias ficcionais.

Para alcançarmos uma graça ou mesmo obtermos um milagre não basta a boa vontade. É preciso uma ajuda sobrenatural que nos mantenha firmes e constantes. É preciso Fé. Certamente, existem muitas coisas boas que Deus realiza até mesmo na vida daqueles que não creem, mas outras graças, tais como os milagres e certas curas, Deus só concede a quem crê. (MENDES, 2011, p. 19).

Ter fé é uma verdadeira batalha onde temos que vencer a nós mesmos. Vencer a dúvida e o medo. 

Ø  Será que Jesus vai me atender?

Ø  E se não atender, a culpa é minha?

Ø  Por que tenho que fazer sua vontade e não a minha?

Ø  Como acontece “esse” negócio de fé?

Ø  Tenho que ler muito a bíblia?

Ø  Tenho que deixar de fazer meus compromissos e entrar na Igreja?

Ø  E se eu não for a igreja, sou uma pessoa má que não merece obter coisa boa?

Ø  Por que tenho que rezar? 

Não é fácil ter a confiança cega, constante e firme em Deus. Temos medo de ser esquecido; de ser deixado para trás; de achar que as coisas não vão dar certo e de “sujar” nossa imagem.

Pode-se viver uma vida SEM FÉ (onde não se recorre a Deus); com POUCA FÉ (pede a Deus, mas confia mais em si mesmo) ou uma FÉ GENEROSA (o oposto dos dois).

Para São Cirilo de Jerusalém existe uma só Fé que é manifestada de forma dupla. Uma que consiste no conhecimento e consentimento das verdades reveladas e nos dogmas. Esta Fé é necessária para a Salvação.

A outra é dom dado por Cristo. “A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito;” Cf. I Cor12, 8-9.

O carisma da fé é um dom sobrenatural do Espírito Santo que se manifesta em situações especiais para levar ao cumprimento alguma obra de Deus[...] Ele reveste a pessoa de uma força sobrenatural que a capacita com a certeza que seu poder e amor será manifestado por meio de um sinal extraordinário[...] É crer no que ainda não vê, mas o prêmio por isso é ver aquilo que acreditou acontecer. (MENDES, 2011, p.96-97).

Esta fé carismática é importante para que aconteça duas coisas: a cura interior e os milagres.

A cura espiritual acontece quando, nos arrancando daquilo que é ilusório, enganoso e falso, Deus nos mostra a verdade e nos faz viver nela. Cura interior é uma cura da alma, da mente, e do coração da pessoa. É um sopro de vida que traz equilíbrio e saúde para a nossa inteligência, vontade, lembranças, e para nossa sensibilidade afetiva. Pode ser que em nosso interior existam pontos embaraçados e bloqueios que têm origem espiritual. A libertação precisa acontecer. Deus costuma libertar[...] por meio de uma oração confiante, humilde, fraterna e perseverante em sua bondade. (MENDES, 2011, p. 146).

Um milagre é sempre algo que supera a inteligência humana. É aquilo que não tem explicação racional, ultrapassando as leis da natureza.

MENDES, Márcio. Dons de Fé e milagres. São Paulo: Editora Canção Nova, 2011. 165p. (Coleção Dons do Espírito).

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

UM INIMIGO MORTAL DA IGREJA: AS IDEIAS!





“A religião é o ópio do povo.”

            Não existe vírus tão letal e eficaz como uma IDEIA. Não se pode ver e nem tocar, apenas sentir. Algo que provoca inspirações, desperta coragens e impulsiona a caminhos até então não seguidos. As IDEIAS são poderosas. Tem dois tipos: aquelas que criam e aquelas que destroem. Uma IDEIA é capaz de atravessar o tempo e chegar a mentes preparadas e ansiosas por algo forte que os motive em viver a vida. Gostando da IDEIA, essas mentes querem deixar como herança o que aprenderam. Deixam para as mentes novas a missão de melhorá-la e passar para os outros até que ela se torne imortal e imbatível.

            Para algumas mentes a religião é vista como algo que tira as pessoas da realidade. Algumas ideologias acreditavam que deveria haver uma luta de classes onde o empregado deveria tomar e dividir o poder do empregador. Essa tomada viria de uma guerra armada. Era preciso destruir para construir. As duas guerras mundiais expos o fracasso desse pensamento, pois os empregados estavam matando um ao outro em nome dos empresários. Partiu-se então para o campo cultural. Os comportamentos. Na Universidade futuros profissionais são treinados pela massa pensante(sociólogos, escritores..) a não acreditar na religião, a duvidar de tudo aquilo que não possa ser visto. Já que para eles, a religião fazia a pessoa esperar pelo transcendente e sobrenatural e a não lutar pelos seus ideais. Que a religião fazia as pessoas aceitar e a não querer mudar a realidade.

            Marxistas, comunistas, socialistas, nazistas e fascistas queriam que o Cristianismo não fosse o grande acontecimento da história. Que Deus era apenas uma invenção do homem. Como fazer isso? Basta plantar no coração da pessoa a semente da inveja, desejar ter o que não se tem. Bastar destruir a base da sociedade, a família (já que se não tem filhos não terá como passar a herança e assim não existirá o setor privado). Incentivar o homossexualismo (pessoa do mesmo sexo não gera filhos)Basta dar liberdade sexual (“Faça amor e não faça guerra”). Bastar incentivar o aborto (o corpo é meu e as regras são minhas). Basta as novelas, filmes, livros incentivarem as pessoas a fazer o que quer de suas vidas.

            Convivemos com duas correntes de IDEIAS. Uma diz que você vai ser feliz se acumular bens materiais e dinheiro, a outra fala de uma sociedade sem classes. Na primeira, a pessoa perde sua saúde indo atrás do dinheiro que quando chega a hora não tem condições de usufruí-lo. Na segunda, a sociedade justa nunca chegou. As duas focam no amanhã, mas é um amanhã que nunca chega. A felicidade se alcançaria aqui na Terra.

          Para o Cristianismo, o sentido da coisa está fora da coisa. O futuro é o além, o Céu. O filho de Deus, Jesus venho para nos ensinar a como viver nossas vidas. Infelizmente essas IDEIAS são tão venenosas que ultrapassou as paredes da igreja e fizeram bons homens firme na fé em meros apostatas. O que é o demônio, a não ser um ser espiritual dotado de ideias?

REFERÊNCIAS

https://padrepauloricardo.org/aulas/visao-historica
https://padrepauloricardo.org/aulas/o-fascismo-e-marxismo-cultural
https://padrepauloricardo.org/aulas/reacao-a-crise-marxista
https://padrepauloricardo.org/aulas/a-infiltracao-do-marxismo-cultural-no-brasil
https://padrepauloricardo.org/aulas/teologia-da-libertacao-e-sua-influencia-na-igreja
https://padrepauloricardo.org/aulas/como-lutar-o-bom-combate
https://padrepauloricardo.org/episodios/e-o-capitalismo


domingo, 20 de dezembro de 2015

O DOM DA PROFECIA



Como Dom carismático profetizar é proclamar para a um grupo de pessoas ou alguém em particular uma palavra inspirada por Deus sobre sua vida ou determinada situação. Por vezes, a profecia diz respeito ao futuro, mas nunca com o objetivo mesquinho de adivinhá-lo.

A experiência mostra que, em geral, as profecias anunciadas durante os momentos de oração são palavras de aconselhamento, ânimo, incentivo e apoio mediante o amor com que Deus cuida dos seus filhos. Deus revela o que acontecerá no futuro a fim de consolar seus filhos, preveni-los e salvá-los. (MENDES, 2008, p. 37).

Deus disse a uma senhora: “Coragem! Eu não permitirei que sua família se desfaça.” O marido havia a abandonado fazia poucos dias e, durante anos, aquela promessa foi a sua força e o seu sustento, até que finalmente a profecia se cumpriu e o seu lar foi restaurado. (MENDES, 2008, p. 31).

A palavra de profecia não tem a intenção de satisfazer nossos desejos e sim revelar a vontade de Deus. Agora para ser cumprida precisa ser ouvida e obedecida. Depois deve ser testemunhada para as pessoas.

A pessoa que recebe a profecia, não recebe a frase inteira. As palavras surgem em seu coração separadamente, uma por uma. A pessoa é tomada de um sentimento intenso. Sua voz não muda, apenas a maneira de falar. Suas palavras ganham vigor e certeza. Ela reconhece que tais palavras não poderiam sair dela mesma e que só Deus era capaz de realizar aquilo.

 A pessoa a quem a profecia se direciona sabe que vem de Deus. Sente uma paz indescritível no coração e fica renovada.

Corre-se o risco da profecia ser imperfeita por misturar sentimentos pessoais, por isso a importância de ser proclamada às pessoas para que seja discernida. Quem falou? Foi Deus? Foi o homem? ou o diabo? Do homem vem a ‘não profecia’. A pessoa quer apenas ser reconhecida, falar palavras bonitas e boas. Do diabo vem a ‘falsa profecia’. Causa medo, inquietação, angústia, acusação. Essas profecias não se cumprem. De Deus vem o consolo, a paz, a alegria.

A profecia não contradiz a Bíblia, a Tradição Apostólica e o Magistério da igreja.

MENDES, Márcio. O dom da profecia. 18ª edição. São Paulo: Canção Nova Editora, 2008. (Coleção Dons do Espírito). 91p.



quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A ORAÇÃO EM LÍNGUAS

O Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. Rm8, 26

O dom de línguas, também chamado de glossolalia(do grego “glóssa”= falar e “laló”=língua), é uma oração difícil de se explicar. Não é pronunciar palavras estrangeiras ou sem ordem. Não é ficar fora de si,  Pois a pessoa sabe exatamente o que está fazendo e pode começar e parar quando quiser.

Trata-se de uma oração feita em língua desconhecida, em que a pessoa pronuncia sílabas, palavras, frases cujo significado ela não conhece. Permite que a boca fale dos sentimentos que o próprio Espírito Santo despertou em seu coração. (MENDES, 2007, p. 20).

A oração em línguas sempre existiu e após o II Concílio Vaticano está muito forte e atuante em Movimentos e Associações da Igreja Católica como a Renovação Carismática e as Novas Comunidades. É um dom misterioso, pois não é uma linguagem da inteligência, mas da alma, do coração, do espírito.

Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus; ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito. I Cor 14, 2.

A pessoa começa cantando, com músicas e palavras que ela mesma conhece. Pode cantar, inclusive, em meio aos seus afazeres, no meio de seus trabalhos do dia-a-dia. De repente, o coração se enche de tal alegria e de tamanho amor, que a pessoa não se prende mais às sílabas daquelas palavras que estava cantando, abandona as sílabas e deixa brotar outras novas, outros sons. Aquelas palavras novas ganham asas e começam a voar, surgem livremente do coração. (MENDES, 2007, p. 72).

O mesmo se dá com a oração que não é cantada. A pessoa começa a louvar a Deus com suas palavras e com sua inteligência até que o coração, não encontrando mais nenhuma palavra à altura daquele louvor, se abandona ao som das sílabas, conduzindo pelo amor que o Espírito Santo colocou em sua alma. (MENDES, 2007, p. 73).

Parte de nós uma vontade sincera e humilde de se entregar a Deus e receber e usar os dons que Ele nos dar. Para entendê-los é importante nos aprofundar na Igreja: A meditação das Sagradas Escrituras; o uso dos sacramentos; a leitura do Catecismo; a leitura da vida dos Santos, o conhecimento da Tradição e etc.

Algumas distinções.

 Orar em línguas é uma coisa e falar em línguas é outra.

 Orar em língua é falar com Deus pessoalmente. Todos podem fazer isso quando estão reunidos. Já o falar em línguas é uma profecia. Uma ou duas pessoas no máximo dirigem uma mensagem para assembleia. Quando se trata da tal, é preciso que uma outra pessoa interprete ou “traduza” a mensagem. A assembleia ou a pessoa a qual a mensagem de destinou precisa “confirmar” se o que foi dito partiu de Deus ou não. Como? A própria pessoa sente que é de Deus e acredita. Posteriormente ela deve testemunhar às pessoas o que Deus fez na vida dela.

Após um momento intenso de oração, em geral, depois de um bom tempo de oração em línguas, faz-se um profundo silêncio, cheio de adoração e expectativa para escutar o Senhor. Todos estão em silêncio... de repente, uma única pessoa em todo grupo começa a falar em línguas. Todos escutam. Quando ela termina, todos devem permanecer em silêncio até que uma outra pessoa comece a falar aquela mesma mensagem na línguas que todos entendem, no nosso caso, a língua portuguesa. (MENDES, 2007, p. 113-114).

MENDES, Márcio. A oração em línguas. 23ª edição. São Paulo: Canção Nova Editora, 2007. (Coleção Dons do Espírito). 116p.

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