quarta-feira, 14 de novembro de 2012

APRENDENDO A PARTIR DOS FILMES


                                                Shame (2011) De Steve McQueen


                                                          jornalkell.blogspot.com

Duração: 1h 39min.
Censura: 16 anos. Contém cenas de sexo.

Sinopse:
“Bradon (Michael Fassbender), sujeito bem sucedido que mora em Nova York tem uma vida quase perfeita, se não fossem seus problemas para se relacionar intimamente. Sua fuga está no sexo – frívola, banal, sem pudor, sem concessões. Sua vida fica ainda mais conturbada quando sua irmã Sissy (Carrey Mulligan) chega à cidade de surpresa.”

Comentários:

          O filme mostra o comportamento de muitas pessoas ultimamente: a busca pelo superficial e instantâneo, basicamente, o sexo. Vivendo numa geração em que o sexo está em toda lugar (Música, filme, revistas, na rua) fica difícil escapar e estimulado pelo padrão da sociedade em que a pessoa é definida pela sua aparência e condição financeira acabamos sendo vítimas desse ato que se tornou banal. Brando é incapaz de manter relação afetiva com qualquer pessoa, seja familiar ou não e se angustia quando não consegue largar o vício.
Não recomendado para assistir em grupo!

Leia a crítica sobre o filme em: 
http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2012/04/shame.html


                                     Psicopata Americano (2000) de Mary Harron


                                                         www. adorocinema.com.
Duração: 1h40min.
Censura: 18 anos. Contém cenas de sexo e assassinato.

Sinopse:

“Patrick Bateman (Christian Bale) jovem, branco, bonito e sem nada que o diferencie de seus colegas de Wall Street. Protegido pela conformidade, privilégio e riqueza, Bateman também é um serial killer, que vaga livremente e sem receios em busca de uma nova vítima. Seus impulsos assassinos são abastecidos por um zeloso materialismo e uma inveja torturante quando ele encontra alguém que possui mais do que ele. Após um colega dar-lhe um cartão de visitas melhor que o seu em tinta e papel, a sede de sangue de Bateman surge e ele aumenta ainda mais suas atividades homicidas, tornando-se um perigoso e violento psicopata.”

Comentários:

          Uma crítica à sociedade consumista. O que importa é o material, a aparência. O importante é ter o melhor terno, a melhor gravata, o melhor cartão de visita, freqüentar o melhor restaurante, estar em forma com o corpo, ter o melhor emprego, ter o melhor aparelho de som, sair com a mulher mais bonita e, e, e mais nada. Levando-nos para um imenso vazio. O personagem principal tenta se confessar, mas ninguém acredita que uma pessoa bem-sucedida como ele cometa assassinatos.

Crítica sobre o filme:
http://veja.abril.com.br/140201/p_119.htm     
               
                               Sangue Negro (2007) de Paul Thomas Anderson


                                                            buscabairros.com.br
Duração: 2h 38 min.
Censura: 14 anos.

Sinopse:

“Virada do século XIX para o século XX, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro de minas de prata derrotado, que divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo. Daniel decide partir para o local com seu filho, H.W. (Dillon Freasier). O nome da cidade é Little Boston, sendo que a única diversão do local é a igreja do carismático pastor Eli Sunday (Paul Dano). Daniel e H.W. se arriscam e logo encontram um poço de petróleo, que lhes traz riqueza, mas também uma série de conflitos.”

Comentários:

          O que salva? O dinheiro ou a religião? O filme não se preocupa em apontar qual dos dois e sim mostrar o que atrapalha o progresso de cada um: a ambição. Os personagens principais não pensam no coletivo, só no eu, eu, eu! Eles querem acumular bens e aumentar suas riquezas e são capazes de tudo pra chegar ao objetivo, mesmo que tenham que matar e mentir.

Leia a crítica sobre o filme em:
http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2012/08/sangue-negro.html

                           Réquiem para um sonho (2000) De Darren Aronofsky


                                                    notes-on-my-films.blogspot.com
Duração: 1h 42 min.
Censura: 16 anos. Contém cenas de sexo e consumo de drogas.

Sinopse:
“Uma visão frenética, perturbada e única sobre pessoas que vivem em desespero e ao mesmo tempo cheio de sonhos. Harry Goldfarb (Jared Leto) e Marion Silver (Jennifer Connelly) formam um casal apaixonado, que tem como sonho montar um pequeno negócio e viverem felizes para sempre. Porém, ambos são viciados em heroína, o que faz com que repetidamente Harry penhore a televisão de sua mãe (Ellen Burstyn), para conseguir dinheiro. Já Sara, mãe de Harry é viciada em assistir programas de TV. Até que um dia recebe um convite para participar do seu show favorito, o "Tappy Tibbons Show", que é transmitido para todo o país. Para poder vestir seu vestido predileto, Sara começa a tomar pílulas de emagrecimento, receitadas por seu médico. Só que, aos poucos, Sara começa a tomar cada vez mais pílulas até se tornar uma viciada neste medicamento.”

Comentários:
          As drogas destroem nos tornando escravos e alienados. O vício vai destruindo o corpo e a razão gradativamente até não sobrar nada. Fazemos de tudo para suprir a abstinência (roubar, se prostituir). Fácil entrar neste mundo, dificílimo sair!

Leia a crítica sobre o filme em:                              
http://veja.abril.com.br/071101/p_147.html

           Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004) De Michel Gondry  

      
                                                  esquecidemim.blogspot.com
Duração: 1h 48 min.
Censura: 14 anos.

Sinopse:

“Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) formavam um casal que durante anos tentaram fazer com que o relacionamento desse certo. Desiludida com o fracasso, Clementine decide esquecer Joel para sempre e, para tanto, aceita se submeter a um tratamento experimental, que retira de sua memória os momentos vividos com ele. Após saber de sua atitude Joel entra em depressão, frustrado por ainda estar apaixonado por alguém que quer esquecê-lo. Decidido a superar a questão, Joel também se submete ao tratamento experimental. Porém ele acaba desistindo de tentar esquecê-la e começa a encaixar Clementine em momentos de sua memória os quais ela não participa.”

Comentários:

          O filme é um misto de drama e ficção científica passando a mensagem que sempre é bom dar uma segunda chance ao amor. Os personagens estavam tentando apagar os momentos ruis para assim recomeçar a vida, contudo apagariam também os momentos bons apagando um pouco de si. O que nos faz crescer é o enfrentamento com os problemas e a fugir deles só pioraria tudo.

Leia a crítica sobre o filme em:
http://veja.abril.com.br/210704/p_106.html

                                      O Auto da comparecida (2000) De Guel Arraes


                                                laranjapsicodelicafilmes.blogspot.com
Duração: 1h 44min.
Censura: Livre.

Sinopse:
“O enredo do filme se desenvolve com ambientação no sertão nordestino em torno de dois personagens principais: João Grilo (Matheus Nachtergaele), um sertanejo mentiroso e Chicó (Selton Mello), o maior covarde da região. Ambos são muito pobres e sobrevivem de pequenos negócios e saques enquanto vagam pelo sertão. Em um desses golpes, eles se envolvem com Severino de Aracaju (Marco Nanini), um temido cangaceiro, que os persegue pela região. Com uma mistura de drama e comédia, o filme também aborda aspectos culturais e religiosos do nordeste do Brasil.”

Comentários:

           Vida de sertanejo é dura. Na terra fica devendo ao coronel e no céu a igreja. Ser sertanejo é sofrer preconceito e exploração. Só resta a inteligência pra tentar sobreviver. A única opção a fazer é pedir a Deus, pra que tudo um dia melhore.


                                            Homem Aranha (2002) De Sam Raimi


                                                         redskyfilmes.blogspot.com
Duração: 2h 8min.
Censura: Livre.

Sinopse:

“Peter Parker (Tobey Maguire) é um jovem estudioso que vive com seus tios, Ben (Cliff Robertson) e May (Rosemary Harris), desde que seus pais faleceram. Inteligente e com um grande interesse pela ciência, Peter tem dificuldade em se relacionar com seus colegas, por ser tímido e por eles o considerarem um nerd. Até que, em uma demonstração científica, um acidente inesperado faz com que aranha modificada geneticamente pique Peter. A partir de então seu corpo é quimicamente alterado pela picada da aranha, fazendo com que Peter possa escalar paredes e tetos, emitir pelos punhos um fluido ultra-resistente semelhante a uma teia de aranha e passe a ter um "sentido de aranha", que o avisa sempre que há perigo por perto, além de superforça e visão ampliada. Inicialmente Peter pensa em usar seus novos poderes para ganhar dinheiro, adotando o nome de Homem-Aranha e se apresentando em lutas de exibição. Porém, ao permitir que um ladrão fuja por não considerar sua função capturá-lo, o fugitivo acaba assassinando seu tio Ben. A partir de então, Peter decide não mais usar seus poderes para proveito próprio e sim para enfrentar o mal, tendo como seu primeiro grande desafio enfrentar o psicótico Duende Verde (Willem Dafoe), que na verdade é o empresário Norman Osborn após ter sido exposto a um gás experimental que lhe deu uma segunda personalidade e grande força física.”

Comentários:

          O filme entre outras coisas de amadurecimento, escolhas e responsabilidades. Se você tiver a capacidade de mudar a vida das pessoas para melhor e renegar isso pagará um alto custo. Ter este talento é fazer uma escolha: Salva a vida de uma pessoa ou vê-la sofrer. A escolha entre fazer e não fazer requer sacrifícios. Perder pessoas queridas e abandonar os sonhos para fazer o que é certo. Estar à frente de tudo é receber os parabéns quando algo dar certo e também receber toda a pressão se der errado. Num Mundo que clama por ajuda faltam pessoas altruístas para melhorá-la e dar exemplo para outras pessoas.

Leia a crítica sobre o filme em:
http://veja.abril.com.br/150502/p_120.html

                                             O Exorcista (1973) De William Friedkin


                                                                 pt.wikipedia.org
Duração: 2h 2min.
Censura: 18 anos.

Sinopse:

“Em Georgetown, Washington, uma atriz vai gradativamente tomando consciência que a sua filha de doze anos está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre, que também um psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão.”

Comentários:
          O mal sempre existiu e se manifesta em diferentes formas: Abstratas (Espíritos, sentimentos) ou concretas (Drogas, assassinatos). O objetivo dele é único: destruir a vida, pôr medo nas pessoas e fazê-las duvidar de suas capacidades. É jogar na nossa cara nossos erros para mostrar que não merecemos perdão. Contudo, o MAL não é capaz de fazer o que o BEM faz. Sacrifício. Como disse Isabela Boscov:

“O bem sabe do que o mal é capaz, mas o mal é incapaz de compreender o bem e imaginar que sacrifícios se podem fazer em nome dele, e é essa a sua fraqueza.”

          O MAL é individualista, o BEM é coletivo, ajuda quem precisa.

                                          A Rede social (2010) De David Fischer


                                                     asetimaetodas.blogspot.com
Duração: 2h.
Censura: 14 anos.

Sinopse:

“Em uma noite de outono em 2003, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), analista de sistemas graduado em Harvard, se senta em seu computador e começa a trabalhar em uma nova ideia. Apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Zuckerberg se torna o mais jovem bilionário da história com o sucesso da rede social Facebook. O sucesso, no entanto, o leva a complicações em sua vida social e profissional.

Comentários:
          A sociedade deste século mostra que para se chegar ao sucesso e ter felicidade na vida é preciso ser individualista. E não só isso, tem que ser jovem, bonito e muito inteligente. Infelizmente o personagem principal do filme “jogou sujo” para conseguir o que quer em nome da vingança, inveja, despreza e o ego. Traiu seu único amigo, roubou as idéias dos outros e afastou todos a sua volta em nome da vitória.

Leia a crítica sobre o filme em:
http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2011/02/rede-social.html

                              A Árvore da vida (2011) De Terrence Malick


                                                mundomel.com.br
Duração: 2h 18min.
Censura: 14 anos.

Sinopse:

“Os O'Brien (Brad Pitt e Jessica Chastain) tiveram três filhos, criados com grande rigidez pelo pai. O mais velho deles, Jack (Sean Penn), sempre teve atritos com o pai, em parte por reconhecer em si mesmo um pouco dele. Além disto, já adulto, Jack enfrenta um forte sentimento de culpa devido à morte de seu irmão.

Comentários:
         Qual melhor caminho a seguir? O da Natureza? Egoísta, individualista, e competitivo? Ou da Graça? Altruísta, bondoso e com o poder de perdoar? A Árvore da vida fala da criação do universo (Mostrado em imagens) e o relacionamento do homem com Deus. É um filme que requer muita paciência, pois nele as imagens falam mais que as palavras. Mesmo assim somos convidados a fazer muitos questionamentos a respeito das nossas vidas.

Crítica sobre o filme:
http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2011/11/arvore-da-vida.html


 Walter Luis de Sousa Santos
Estudante de Biblioteconomia 8º Bloco

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

VAIDADE, TUDO É VAIDADE, VENTO QUE PASSA!


          Por que “se mostrar” e querer fazer diferente dos outros se o inteligente e o ignorante vão terminar do mesmo jeito? Tudo que já é, já foi antes e tudo que vai ser já está acontecendo. A mentalidade do homem nunca mudou. Do que adianta passar gerações e gerações e a mentalidade permanecer a mesma? Se uma coisa boa nasce aqui, três coisas ruins são criadas ao mesmo tempo.

E o coração como é que fica?

           Por que o lado negativo é tão exaltado? Por que tentar descobrir a todo custo o lado negro do ser humano se desde do nascimento percebemos que ninguém é perfeito?
E o coração como é que fica?

          Tem que ser sempre alegre e sorrir a toda hora. Enxugar as lágrimas, esconder a raiva, ter pulso firme e capacidade de pensar rápido, ser o mais inteligente.

E o coração como é que fica?

          Por que planejar palavras e ações se não se sabe exatamente o que o outro vá fazer? Por que se preocupar tanto com o futuro, se o amanhã é feito pelo hoje? Por que almejar tanto os resultados se o mais estimulante é o percurso e o meio que se faz até lá?

E o coração como é que fica? 

          Vejam o novo carro que está no mercado! Espaçoso, confortável, econômico, veloz! Para manter uma boa saúde é preciso ir ao médico regularmente e praticar exercícios físicos sempre! Para passar numa prova exija-se dedicação, concentração, foco e preparação numa boa escola preparatória! Para ser super inteligente tem que ler, ler, ler e ler muito e ser proativo em tudo! E quem é que pode fazer tudo isso? Quem estará preparado pra fazer tudo isso?

E o coração como é que fica?

          Por que querer tanto acumular se quando morrer não levará nada? Ter tantas coisas pra fazer e ao mesmo não fazer nada. Sempre não vai ter tempo.

          Por que falar algo que ninguém conhece e entende? Por que prova pra tudo mundo que é inteligente? Saber demais só aumenta a dor!

E o coração como é que fica?

          Do que adianta saber de tudo e saber que não se pode fazer nada? Por que só a aparência é o que importa?

E o coração como é que fica?      
                 
          Por que voltar a assistir filmes, ouvir músicas e repetir experiências tristes só pra ficar depressivo de propósito? Por que tenho que provar pra todos o que sou? Falar o quê, se não há nada a ser dito?

E o coração como é que fica?

          Por que depositar tanta esperança no outro se não sabe se outro quer ou está pensando o mesmo que você? Por que preferir sempre a mentira? Por que buscar o superficial, ter prazer carnal e impressionar os olhos? Por que preferir o instantâneo? E o coração como é que fica?

E o coração como é que fica?

          O bom está em fazer e tirar proveito da criação. Sentir suor, ter esforço, lutar, andar, respirar a vida. Conversar encarando as pessoas. Abraçar e sentir que é de verdade. Saber que não está sozinho no mundo.

Walter Luis de Sousa Santos
Estudante de Biblioteconomia 8º Bloco


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ESCRAVOS DAS MÁQUINAS E DO TEMPO




cinemadeprimeira07.blogspot.com

          Pessoas e coisas. Observando bem toda a história, as coisas foram mais aperfeiçoadas do que as pessoas. E toda vez que cresciam, mais os humanos diminuíam. Diminuem em todos os aspectos, mentalmente, fisicamente, moralmente e etc.

          As máquinas vieram para ficar. Com os veículos diminui a distância de um local para o outro favorecendo ganho de tempo. O trabalho manual, falho e imperfeito foi substituído pelo qualitativo, eficaz e quase perfeito computador. A televisão oferece educação, saúde, cultura, lazer e informação (Em alguns canais via satélite) de uma forma bem dinâmica.

          E o esforço? A preguiça ou falta de energia é a conseqüência do lado negativo das máquinas! Tanto que mais destrói do que constrói. Elas contribuíram para que tudo seja feito no estático. Para realizar as atividades acima basta ficar sentado. Só os sentidos “trabalham”, particularmente a visão e a audição. O corpo não trabalha mais. Ficou tão acostumado com a estagnação que qualquer esforçozinho piora tudo e lá vêm as dores musculares. O corpo precisa de movimento. Pernas e mãos precisam funcionar para o coração funcionar. Sem isso, mais lento fica. Vai caindo, caindo, caindo até o chão e nunca mais levantar. O mais frustrante é que tudo contribui pra isso. No trabalho cada vez mais as máquinas são necessárias porque diminui o custo, o tempo e aumenta a qualidade e o lucro.
          E a saúde? Está sendo recomendado a cada esquina que se faça atividades físicas, contudo são pouquíssimos os lugares que se podem fazer. Quer fazer caminhada? Cuidado com os assaltos, o sol bem quente, e olhe lá se você pode fazer tal atividade. Precisa ir à academia? Certo, pode pagar? Todas as academias e os profissionais são de qualidade?

          Pouquíssimas são as pessoas que podem se cuidar. Quantas pessoas você conhece que trabalha pouco e ganha mais? Tem mais tempo livre? A medida que os anos transcorrem, menos se vê satisfação. O dinheiro está indo para bolsos de poucos e os espaços que oferecem trabalho digno também. Será que se pode reverter tudo isso?


quemtemmedodademocracia.com

         E o tempo? “O tempo está passando rápido demais, mas o relógio continua na mesma velocidade.” Tão rápido, tão instantâneo. Quando menos esperar já virou lembrança! Alguns querem que ele volte para lembrar daquilo que foi ou alguns querem que ele avance para esquecer aquilo que foi. Existe a mudança? É tão fundamental ser jovem o tempo todo? Ser mais velho é significado de saber mais ou viver mais? Com o tempo as resposta inexistem e as perguntas aumentam e mudam.

Walter Luis de Sousa Santos
Estudante de Biblioteconomia 8º Bloco


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

UNIVERSIDADE: DOIS ANOS RESTANTES


                                                          inconstanciia.blogspot





          Ironia. A palavra que define o que foi esses quatro anos na Universidade. Assim como foi dito na primeira postagem desse blog. Realmente tudo que se esperava acontecer não aconteceu. A tentativa de aprender a trabalhar em grupo só resultou em aprender ainda mais a trabalhar sozinho. Aquela idéia de que viria ânimo pra se esforçar para realizar algum trabalho foi ilusório. Venho preguiça e mais preguiça carregada de falta de vontade pra tudo. A curiosidade de saber como funcionava as atividades no ambiente acadêmico só resultou em decepção e vontade de ficar com o “bico fechado.”

         Todo planejamento é estragado por causa da palavra de cinco letras: G-R-E-V-E. A única vítima é o estudante que tem seu estímulo e tudo que não se pode supor afetado. O problema deve está muito além das quatro paredes da sala de aula e das reuniões da reitoria. É nacional. A educação pública sempre vai está aleijado porque ninguém acredita nela. É irônico o político falar que acredita no ensino público e matricular seu filho numa escola privada... sem mais o que dizer.

         Mas existe um lado positivo. As pessoas. Os amigos que conheceu lá. As conversas, os passeios é o que vale a pena nos anos da graduação. É a única parte boa, pois fora da Universidade o mercado é cruel e competitivo. Poderá trabalhar ou se passar nos concursos ou com ajuda do QI(Quem Indica). No mais tudo vai depender sabe lá do quê. Deus, Sorte, Esforço...

Walter Luis de Sousa Santos
Estudante de Biblioteconomia 8º Bloco



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

POR QUE QUE MONOGRAFIA É UMA DOR DE CABEÇA ?

                                                       cursosdosenai.com.br

          Porque é obrigado a fazê-la como requisito para conseguir o diploma universitário. Só aí já é um estímulo. ESTÍMULO. Está a palavra que é tudo na hora da elaboração de uma monografia. Sem ele não haverá leitura e nem escrita.

          Estímulo se liga muito bem com a CRIATIVIDADE. Não basta sentar na frente do computador e aí “tcharam”, a idéia apareceu! Escrever palavras próprias envolve processo de muita leitura referencias e também muita vontade de lê-las. VONTADE nem sempre existe com textos longos, enfadonhos, fonte 10 (Times New Roman) e outras chatices mais...

          ÂNIMO. Ganhar não sei de onde. Mais é pertinente ter. Não importa como ter ânimo. Seja através da música, de um filme, de uma experiência inusitada ou da conversa animada com alguém. Ajuda muito a ter ânimo quando se gosta do assunto a ser tematizado. Tendo esse requisito já é meio caminho andado e vai ser menos sofrido criar o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).

          Se não gostar de ler ou escrever(qualquer coisa!) vai se angustiante. Vai se estressar  por qualquer coisa e vai passar horas e horas na frente do PC. Sem falar do conhecimento de gramática, sintaxe e vocabulário, bem necessários que se não forem praticados antecipadamente... imagina aí...

          O bom senso diz que para a criação da monografia ser menos sofrida é preciso gostar de escrever e ler muito. Mas o que acontece quando o indivíduo  ler muito e ainda sim fica horas no computador mexendo a barra de rolagem do Word pra cima e pra baixo torcendo para idéia vir? Organizar os pensamentos é complicado quando nem as fontes que leu tem ligação uma com a outra. Boa sorte para você e para mim!


Walter Luis de Sousa Santos
Estudante de Biblioteconomia 8º Bloco

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O ESFACELAMENTO DA FAMÍLIA POR DENTRO E POR FORA


          O significado de família hoje está sendo extinto da cabeça de todo mundo, pior, aquilo que a família representa também. A busca pelo hedonismo faz perder a direção e o controle da vida. O sexo é pivô de tudo. O desejo pela carne, o instantâneo e o prazer passageiro aumentam a vontade de querer mais. Uma falsa felicidade que mais traz decepção do que satisfação destruindo por completo a alma de quem pratica o ato de forma muito desordenada.

          A destruição tanto acontece por dentro e por fora. Casamento hoje é só uma festa que depois de acontecido torna-se uma memória expressa em fotos para mostrar a beleza dos noivos e dos convidados naquele dia especial. Depois de passado o sonho começa a penúria. O importante, o necessário e o sacrifício dar lugar a um amontoado de paranóias, comportamento estranhos e desejos bizarros. Alguns pensam que o significado do casamento é (desculpem os termos que vou usar.) é “dar uma” todo dia e a toda hora. O casal em vez de conversar sobre a educação e saúde dos filhos, da rotina de trabalho, da conversa com os amigos e saber o que pensam sobre vida prefere discutir: “Amor estou indo muito rápido. Preciso tentar outras maneiras de melhorar minha performance para colocá-la(o) nas alturas!!!”

         O mais estarrecedor é que as crianças estão crescendo que essa linha de raciocínio (loucura!) dos adultos. O fundamental não é ter amigos, é ter namorado(a) pra andar de mãozinhas dadas e ir para qualquer lugar. Chegando a adolescência o sexo “dar uma girada na cabeça” dos “caboquis” (Rapazes na linguagem walteriana.). O objetivo final é levar a menina pra cama para depois falar aos outros caboquis como foi a experiência. E para chegar ao intento vale qualquer palavra ou gestos enganadores. Quando algo acontece de errado e uma criança vem a caminho o caboqui bate em retirada. Problema é da garota que vai passar os 7 ou 9 meses com a criança na barriga passando pelas dificuldades da maternidade. O caboqui não se contenta e resolve montar várias filiais para o ciclo da vida continuar. A criança crescerá sem o afeto paterno tornando-se uma pessoa carente que faz qualquer coisa de errado para chamar atenção.

          Não muda muito para aqueles que aceitam cuidar da filho e optam pelo casamento. O casal ligadaços no sexo, afinal, o que fez cada um se interessar pelo outro foi a roupa, o cheiro e a aparência “do fica”, ignora as palavras compreensão e confiança. “Onde você esteve? Com quem? Fazendo o quê? Por que não faz o que quero? Por que sempre tenho que fazer tudo que você quer?”. Se ligar e outro não atende já pensa o ruim. “Tá me traindo né? O que foi que fiz? O outro(a) é mais bonita(o), rico e inteligente? É bom na cama?”

          Sexo em exagero desvirtua. O pior é fugir dele. Está na música, nos filmes, nas noticias, nas conversas de muitas pessoas e fora de casa. É o protagonista que destrói o coração pedaço por pedaço. Pobre das vítimas que são consequêcia dessa vontade sem pingo de noção.


Walter Luis de Sousa Santos
Estudante de Biblioteconomia 8º Bloco

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