Este blog é a oportunidade de expressar em palavras um pouco dos muitos pensamentos que estão em minha cabeça.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
ENCONTRANDO FORRESTER (FINDING FORRESTER)
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
SNIPER AMERICANO
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
DONS DE FÉ E MILAGRES
Existem aqueles que têm medo daquilo que não podem
controlar, por isso negam a existência de outras realidades e preferem obter
segurança com bens materiais. Há também aqueles que pensam que já sabem tudo
sobre Deus. Não acreditam que os milagres possam acontecer hoje e pensam que as
obras de Jesus são apenas histórias ficcionais.
Para alcançarmos uma graça ou mesmo obtermos um milagre não
basta a boa vontade. É preciso uma ajuda sobrenatural que nos mantenha firmes e
constantes. É preciso Fé. Certamente, existem muitas coisas boas que Deus
realiza até mesmo na vida daqueles que não creem, mas outras graças, tais como
os milagres e certas curas, Deus só concede a quem crê. (MENDES, 2011, p. 19).
Ter fé é uma verdadeira batalha onde temos que vencer a nós mesmos. Vencer a dúvida e o medo.
Ø Será que Jesus vai me atender?
Ø E se não atender, a culpa é minha?
Ø Por que tenho que fazer sua vontade e não a minha?
Ø Como acontece “esse” negócio de fé?
Ø Tenho que ler muito a bíblia?
Ø Tenho que deixar de fazer meus compromissos e entrar na Igreja?
Ø E se eu não for a igreja, sou uma pessoa má que não merece obter coisa boa?
Ø Por que tenho que rezar?
Não é fácil ter a confiança cega, constante e firme em Deus. Temos medo de ser esquecido; de ser deixado para trás; de achar que as coisas não vão dar certo e de “sujar” nossa imagem.
Pode-se viver uma vida SEM FÉ (onde não se recorre a Deus); com POUCA FÉ
(pede a Deus, mas confia mais em si mesmo) ou uma FÉ GENEROSA (o oposto dos
dois).
Para São Cirilo de Jerusalém existe uma só Fé que é
manifestada de forma dupla. Uma que consiste no conhecimento e consentimento
das verdades reveladas e nos dogmas. Esta Fé é necessária para a Salvação.
A outra é dom dado por Cristo. “A um é dada pelo Espírito
uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo
Espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as
doenças, no mesmo Espírito;” Cf. I Cor12, 8-9.
O carisma da fé é um dom sobrenatural do Espírito Santo que
se manifesta em situações especiais para levar ao cumprimento alguma obra de
Deus[...] Ele reveste a pessoa de uma força sobrenatural que a capacita com a
certeza que seu poder e amor será manifestado por meio de um sinal
extraordinário[...] É crer no que ainda não vê, mas o prêmio por isso é ver
aquilo que acreditou acontecer. (MENDES, 2011, p.96-97).
Esta fé carismática é importante para que aconteça
duas coisas: a cura interior e os milagres.
A cura espiritual acontece quando, nos arrancando daquilo que é ilusório, enganoso e falso, Deus nos mostra a verdade e nos faz viver nela. Cura interior é uma cura da alma, da mente, e do coração da pessoa. É um sopro de vida que traz equilíbrio e saúde para a nossa inteligência, vontade, lembranças, e para nossa sensibilidade afetiva. Pode ser que em nosso interior existam pontos embaraçados e bloqueios que têm origem espiritual. A libertação precisa acontecer. Deus costuma libertar[...] por meio de uma oração confiante, humilde, fraterna e perseverante em sua bondade. (MENDES, 2011, p. 146).
Um milagre é sempre algo que supera a inteligência humana. É aquilo que não tem explicação racional, ultrapassando as leis da natureza.
MENDES,
Márcio. Dons de Fé e milagres. São Paulo: Editora Canção Nova, 2011. 165p.
(Coleção Dons do Espírito).
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
UM INIMIGO MORTAL DA IGREJA: AS IDEIAS!
domingo, 20 de dezembro de 2015
O DOM DA PROFECIA
Como Dom carismático profetizar é proclamar para a um grupo
de pessoas ou alguém em particular uma palavra inspirada por Deus sobre sua
vida ou determinada situação. Por vezes, a profecia diz respeito ao futuro, mas
nunca com o objetivo mesquinho de adivinhá-lo.
A experiência mostra que, em geral, as profecias anunciadas
durante os momentos de oração são palavras de aconselhamento, ânimo, incentivo
e apoio mediante o amor com que Deus cuida dos seus filhos. Deus revela o que
acontecerá no futuro a fim de consolar seus filhos, preveni-los e salvá-los.
(MENDES, 2008, p. 37).
Deus disse a uma senhora: “Coragem! Eu não permitirei que
sua família se desfaça.” O marido havia a abandonado fazia poucos dias e,
durante anos, aquela promessa foi a sua força e o seu sustento, até que
finalmente a profecia se cumpriu e o seu lar foi restaurado. (MENDES, 2008, p.
31).
A palavra de profecia não tem a intenção de satisfazer
nossos desejos e sim revelar a vontade de Deus. Agora para ser cumprida precisa
ser ouvida e obedecida. Depois deve ser testemunhada para as pessoas.
A pessoa que recebe a profecia, não recebe a frase inteira.
As palavras surgem em seu coração separadamente, uma por uma. A pessoa é tomada
de um sentimento intenso. Sua voz não muda, apenas a maneira de falar. Suas
palavras ganham vigor e certeza. Ela reconhece que tais palavras não poderiam
sair dela mesma e que só Deus era capaz de realizar aquilo.
A pessoa a quem a profecia se direciona sabe que vem
de Deus. Sente uma paz indescritível no coração e fica renovada.
Corre-se o risco da profecia ser imperfeita por misturar
sentimentos pessoais, por isso a importância de ser proclamada às pessoas para
que seja discernida. Quem falou? Foi Deus? Foi o homem? ou o diabo? Do homem vem a ‘não
profecia’. A pessoa quer apenas ser reconhecida, falar palavras bonitas e boas.
Do diabo vem a ‘falsa profecia’. Causa medo, inquietação, angústia, acusação.
Essas profecias não se cumprem. De Deus vem o consolo, a paz, a alegria.
A profecia não contradiz a Bíblia, a Tradição
Apostólica e o Magistério da igreja.
MENDES, Márcio. O dom da profecia. 18ª edição. São Paulo: Canção Nova Editora, 2008. (Coleção Dons do Espírito). 91p.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
A ORAÇÃO EM LÍNGUAS
O Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. Rm8, 26
O dom de línguas, também chamado de glossolalia(do grego “glóssa”= falar e “laló”=língua), é uma oração difícil de se explicar. Não é pronunciar palavras estrangeiras ou sem ordem. Não é ficar fora de si, Pois a pessoa sabe exatamente o que está fazendo e pode começar e parar quando quiser.
Trata-se de uma oração feita em língua desconhecida, em que a pessoa pronuncia sílabas, palavras, frases cujo significado ela não conhece. Permite que a boca fale dos sentimentos que o próprio Espírito Santo despertou em seu coração. (MENDES, 2007, p. 20).
A oração em línguas sempre existiu e após o II Concílio Vaticano está muito forte e atuante em Movimentos e Associações da Igreja Católica como a Renovação Carismática e as Novas Comunidades. É um dom misterioso, pois não é uma linguagem da inteligência, mas da alma, do coração, do espírito.
Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus; ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito. I Cor 14, 2.
A pessoa começa cantando, com músicas e palavras que ela mesma conhece. Pode cantar, inclusive, em meio aos seus afazeres, no meio de seus trabalhos do dia-a-dia. De repente, o coração se enche de tal alegria e de tamanho amor, que a pessoa não se prende mais às sílabas daquelas palavras que estava cantando, abandona as sílabas e deixa brotar outras novas, outros sons. Aquelas palavras novas ganham asas e começam a voar, surgem livremente do coração. (MENDES, 2007, p. 72).
O mesmo se dá com a oração que não é cantada. A pessoa começa a louvar a Deus com suas palavras e com sua inteligência até que o coração, não encontrando mais nenhuma palavra à altura daquele louvor, se abandona ao som das sílabas, conduzindo pelo amor que o Espírito Santo colocou em sua alma. (MENDES, 2007, p. 73).
Parte de nós uma vontade sincera e humilde de se entregar a Deus e receber e usar os dons que Ele nos dar. Para entendê-los é importante nos aprofundar na Igreja: A meditação das Sagradas Escrituras; o uso dos sacramentos; a leitura do Catecismo; a leitura da vida dos Santos, o conhecimento da Tradição e etc.
Algumas distinções.
Orar em línguas é uma coisa e falar em línguas é outra.
Orar em língua é falar com Deus pessoalmente. Todos podem fazer isso quando estão reunidos. Já o falar em línguas é uma profecia. Uma ou duas pessoas no máximo dirigem uma mensagem para assembleia. Quando se trata da tal, é preciso que uma outra pessoa interprete ou “traduza” a mensagem. A assembleia ou a pessoa a qual a mensagem de destinou precisa “confirmar” se o que foi dito partiu de Deus ou não. Como? A própria pessoa sente que é de Deus e acredita. Posteriormente ela deve testemunhar às pessoas o que Deus fez na vida dela.
Após um momento intenso de oração, em geral, depois de um bom tempo de oração em línguas, faz-se um profundo silêncio, cheio de adoração e expectativa para escutar o Senhor. Todos estão em silêncio... de repente, uma única pessoa em todo grupo começa a falar em línguas. Todos escutam. Quando ela termina, todos devem permanecer em silêncio até que uma outra pessoa comece a falar aquela mesma mensagem na línguas que todos entendem, no nosso caso, a língua portuguesa. (MENDES, 2007, p. 113-114).
MENDES, Márcio. A oração em línguas. 23ª edição. São Paulo: Canção Nova Editora,
2007. (Coleção Dons do Espírito). 116p.
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
O DOM DA CURA
Cura interior. Lá no fundo do coração, muito bem escondidas existem lembranças dolorosas, traumas, rejeições, não aceitação de si mesmo, falta de perdão, sentimentos de incapacidade, traições, medo, relacionamentos feridos, palavras malditas e etc. Tudo isso nos impede de ter uma vida mais sadia e pacífica. Elas estão num lugar em que somente o amor de Jesus é capaz de sarar. É por isso que Ele nos deu de presente os carismas do Espírito Santo. É por isso que existe a Igreja.
Todos precisam de cura espiritual. Ela não vem da capacidade humana. Não é ciência, nem técnica, nem magia, nem evocação de espíritos. É dom de Deus. A cura não atinge somente enfermidades físicas, mas também o coração.
Como obtê-la?
Pedindo. Pedir algo certo e que seja para nossa salvação Eterna.Por isso, o primeiro passo é rezar e se afastar da vida de pecado. Jesus nos impeli para que façamos tudo o que está ao nosso alcance e lhe peçamos o que está fora de nossas possibilidades.
Ele pode curar ou de forma instantânea, ou apontando onde está a enfermidade para cura acontecer pelos meios humanos. “Dá lugar ao médico, que ele não te deixe, pois sua arte te é necessária (Eclo 38, 12).”
Onde obtê-la?
Nos Sacramentos (Principalmente Missas e Confissão), nos Grupos de Oração, nas Adorações ao Santíssimo Sacramento, no Rosário.
A cura é a mesma para cada pessoa?
Não. Cada pessoa é diferente e a cura é um processo que pode durar dias, meses ou anos. Às vezes a pessoa precisa ser ouvida ou acompanhada de um modo reservado por um grupo ou comunidade.
A cura pode não acontecer por uma série de obstáculos:
Ø Falta de conhecimento em não pedir saúde para Deus;
Ø O apego a doença onde a pessoa se aproveita de sua situação para receber atenção, carinho e conforto. Mas não quer verdadeiramente a cura;
Ø Preocupação exagerada com a autoimagem surgida pelo medo no que as pessoas vão pensar ao verem buscando auxílio na Igreja;
Ø Maneira de achar que tudo é superstição;
Ø Falta de fé e perdão.
A melhor maneira, portanto, de nos prepararmos é pedir ao Espírito Santo que nos converta mais profundamente a Jesus, que ele retire tudo que possa se colocar como um obstáculo entre nós e Deus. Essa barreira pode ser um pecado grave do qual a pessoa não se arrependeu nem pediu perdão, ou ainda a obstinação em continuar numa vida de erro sem grandes vontades de mudança. (MENDES, 2010, p. 94).
Quantas pessoas se tornaram infelizes porque se fecharam em seu passado. Não conseguiram deixar para trás o que já não existe. Estão amarradas a lembranças difíceis, nocivas, e, por isso, não conseguem avançar. (MENDES, 2010, p. 98).
A falta de perdão faz com que fechemos nosso coração e desconfiemos das pessoas.
É preciso tomar cuidado, pois nem toda cura ocorre por parte de Deus. “Ou porque são mentiras e ali seremos enganados e roubados, ou por se tratar de algo pior, movido por forças malignas [ II Tes 2, 8-12], [Dt 18, 9-14]. (MENDES, 2010, p.34)”.
Há casos onde o Senhor não dá a cura. Nesses, somos
convidados a viver os sofrimentos juntamente com Ele e nossos irmãos.
MENDES, Márcio. O dom da cura. 26ª edição. São
Paulo: Canção Nova Editora, 2010. (Coleção Dons do Espírito). 248p.






