sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O DOM DA CURA

Cura interior. Lá no fundo do coração, muito bem escondidas existem lembranças dolorosas, traumas, rejeições, não aceitação de si mesmo, falta de perdão, sentimentos de incapacidade, traições, medo, relacionamentos feridos, palavras malditas e etc. Tudo isso nos impede de ter uma vida mais sadia e pacífica. Elas estão num lugar em que somente o amor de Jesus é capaz de sarar. É por isso que Ele nos deu de presente os carismas do Espírito Santo. É por isso que existe a Igreja.

Todos precisam de cura espiritual. Ela não vem da capacidade humana. Não é ciência, nem técnica, nem magia, nem evocação de espíritos. É dom de Deus. A cura não atinge somente enfermidades físicas, mas também o coração.

Como obtê-la?

Pedindo. Pedir algo certo e que seja para nossa salvação Eterna.Por isso, o primeiro passo é rezar e se afastar da vida de pecado. Jesus nos impeli para que façamos tudo o que está ao nosso alcance e lhe peçamos o que está fora de nossas possibilidades. 

Ele pode curar ou de forma instantânea, ou apontando onde está a enfermidade para cura acontecer pelos meios humanos. “Dá lugar ao médico, que ele não te deixe, pois sua arte te é necessária (Eclo 38, 12).”

Onde obtê-la?

Nos Sacramentos (Principalmente Missas e Confissão), nos Grupos de Oração, nas Adorações ao Santíssimo Sacramento, no Rosário.

A cura é a mesma para cada pessoa? 

Não. Cada pessoa é diferente e a cura é um processo que pode durar dias, meses ou anos. Às vezes a pessoa precisa ser ouvida ou acompanhada de um modo reservado por um grupo ou comunidade. 

A cura pode não acontecer por uma série de obstáculos:

Ø  Falta de conhecimento em não pedir saúde para Deus; 

Ø  O apego a doença onde a pessoa se aproveita de sua situação para receber atenção, carinho e conforto. Mas não quer verdadeiramente a cura;

Ø  Preocupação exagerada com a autoimagem surgida pelo medo no que as pessoas vão pensar ao verem buscando auxílio na Igreja;

Ø  Maneira de achar que tudo é superstição;

Ø  Falta de fé e perdão.

A melhor maneira, portanto, de nos prepararmos é pedir ao Espírito Santo que nos converta mais profundamente a Jesus, que ele retire tudo que possa se colocar como um obstáculo entre nós e Deus. Essa barreira pode ser um pecado grave do qual a pessoa não se arrependeu nem pediu perdão, ou ainda a obstinação em continuar numa vida de erro sem grandes vontades de mudança. (MENDES, 2010, p. 94).

Quantas pessoas se tornaram infelizes porque se fecharam em seu passado. Não conseguiram deixar para trás o que já não existe. Estão amarradas a lembranças difíceis, nocivas, e, por isso, não conseguem avançar. (MENDES, 2010, p. 98).

 A falta de perdão faz com que fechemos nosso coração e desconfiemos das pessoas.

É preciso tomar cuidado, pois nem toda cura ocorre por parte de Deus. “Ou porque são mentiras e ali seremos enganados e roubados, ou por se tratar de algo pior, movido por forças malignas [ II Tes 2, 8-12], [Dt 18, 9-14]. (MENDES, 2010, p.34)”.

Há casos onde o Senhor não dá a cura. Nesses, somos convidados a viver os sofrimentos juntamente com Ele e nossos irmãos.

MENDES, Márcio. O dom da cura. 26ª edição. São Paulo: Canção Nova Editora, 2010. (Coleção Dons do Espírito). 248p.

 

 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

DONS DA CIÊNCIA E SABEDORIA



Ciência e Sabedoria são dons de revelação. “A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito.” I Cor12, 8.

                                    DOM DE CIÊNCIA:

Deus se vale de alguém para dirigir a uma pessoa uma mensagem sobre uma situação (passada ou presente) que só ela poderia saber. A mensagem também poderia ser direcionada a um grupo. Deus faz isso com o objetivo de CURAR, LIBERTAR e SALVAR.

Como sei se a mensagem é de Deus ou apenas da imaginação da pessoa que fala?

          É preciso então saber: 

                            1 - O que a pessoa disse;

                            2 - O que significou para mim;

                            3  - O que causou em meu coração;  


O dom da ciência nunca deve ser usado como forma de obter benefício próprio ou para se aproveitar da pessoa a qual a mensagem se destina. Os dons devem ser usados de forma desinteressada.           

                                   DOM DA SABEDORIA

A  palavra de sabedoria ensina o que fazer numa circunstância específica. Geralmente vem através de conselhos.

É entendido que o dom da ciência revela um problema e da sabedoria mostra a solução.

É BOM SABER: Tudo acontece por meio da vontade de Deus; Não vai contra a medicina; Nenhum dom carismático contradiz o que ensina a Palavra de Deus;

Deus não provoca males àqueles que não acolhe seus conselhos; É preciso testemunhar o que Deus fez!  Cf. Tg1, 5-6; Tg3, 13-15; Mt22, 15-22; 1Cor1, 20-25.

MENDES, Márcio. Dons de ciência e sabedoria. 21ª ed. São Paulo: Canção Nova Editora, 2008. (Coleção Dons do Espírito). 125p.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

SÓ POR HOJE E PARA SEMPRE



Durante 29 dias internado numa clínica de reabilitação em 1993, Renato Russo num diário relatava alguns fatos de sua vida. Neles é mostrado o outro lado do artista: a do homem

Como qualquer ser humano queria preencher o vazio de seu coração. Mas as coisas não saíram como sua cabeça esperava. Suas composições expressavam sua solidão, carência e depressão. 

Não tem como deixar de lado ou ignorar aquilo que o fez ir àquele lugar: a dependência química. O próprio Renato reconhecia que as drogas e o álcool não resolveram em nada seus problemas. O efeito sempre foi ruim, em si mesmo e nas pessoas ao redor. 

 Ele percebeu que estava no fundo do poço, mas queria redenção e se  reencontrar na vida. Talvez seja por isso que esse livro tenha importância. "Só por hoje vou me lembrar que sou feliz" canta em uma canção. O livro serve de  ajuda àqueles que querem um recomeço na vida.

Depois dali, a Legião Urbana lançou O Descobrimento do Brasil onde há umas das melhores canções da banda, Perfeição.

RUSSO, Renato(1960-1996). Só por hoje e para sempre: diário de um recomeço. (Organização e notas de Leonardo Lichote) São Paulo: Companhia das letras, 2015. 167p.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

OS INDOMÁVEIS (3:10 TO YUMA)



          “Dan Evans(Christian Bale) é um homem honrado e íntegro. Ele vive com sua esposa Alice(Gretchen Mol) e seus dois filhos, em um modesto rancho no Arizona. Após ter sua propriedade queimada, e perder quase tudo, Evans sai em busca de sobrevivência. Durante o trajeto, ele se depara com um assalto comandado por Bem Wade(Russel Crowe), um famoso assassino. Grayson Butterfield(Dallas Roberts), o xerife local oferece uma recompensa a Evans e a outros homens para ajudá-lo a capturar e a escoltar Wade até o tribunal de Yuma, no trem que parte às 3h10. Até mesmo algemado, Wade é destemido e perigoso, e ainda conta com a ajuda de diversos comparsas liderados por Charlie Prince(Bem Foster), que farão de tudo para libertar o temido fora da lei.”

            Assistir os filmes de faroeste é interessante porque eles exibem uma parte da história de formação dos EUA. Os aspectos envolvendo a maneira de como as pessoas viviam(uma vida muita dura, pouca confortável e pouca romântica), os fora-da-lei(pistoleiros sem perspectiva de vida que foram usados na guerra civil entre o Norte e Sul dos EUA do século XIX e depois descartados após o término dela) que adotaram esse estilo de vida fácil como forma de vingança ou ressentimentos advindos da guerra civil americana. O enfoque não na disputa entre o bem e o mal, mas sobre tudo na HONRA onde era mais importante fazer o que era preciso em vez do querer.

            As atuações e o roteiro são os pontos fortes do filme.


De James Mangold, EUA, 2007, 2h02min.

domingo, 20 de setembro de 2015

POR QUE A VIDA TÁ FICANDO TÃO SEM GRAÇA?



           A insatisfação no trabalho e nas relações sociais anda gerando um clima gigantesco de descontentamento com a vida. O dinheiro não está dando a paz e o conforto desejado onde não se tem uma motivação e um ânimo necessário para buscá-lo. A toda hora somos obrigados a gastar, gastar, gastar.  E as perguntas saltam a mente: “Minha vida é isso?” “Será que um dia encontrarei prazer naquilo que faço?”

            Nas relações fica a agonia de não se ter a quem desejamos/de que a visão que os outros têm de mim não agrada/que cobramos verdades e não gostamos de sinceridades/de o outro não ser do meu jeito/a insistência de querer saber tudo da pessoa mesmo quando ela não tem nada a dizer/o medo da solidão/ a falta de confiança/ a cobrança da atenção/ a dificuldade de esperar.

            Feridas profissionais e afetivas. Muitos andam conseguindo auxílio e forças no meio religioso. Pois se perguntam “Qual o sentido da vida se o que levo dela é taca e a qualquer hora posso perder tudo?”

            Não é um caminho fácil. É preciso muita cautela, vontade e disposição de se conhecer. Isso consiste vir à tona nosso lado desagradável e reprovável. Mas é sabendo desse lado que podemos saber no “QUE” e “COMO” mudar. Aprender o valor da espera e a perda do medo de viver a vida.

            

domingo, 6 de setembro de 2015

O DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS



Discernir é separar aquilo que é bom do que não é. Na realidade cristã, separar aquilo que vem de Deus, do Diabo ou da natureza ferida do homem. É a oportunidade de permitir que o Espírito Santo ilumina nossa inteligência, toque  nossos sentimentos e coração, guiando nossa vontade para cumprir o que Deus nos pede.

O meio para que o Espírito Santo nos “fale” é a oração. Mas apresentamos dificuldades em rezar devido a: 

 

Ø     A preguiça;

Ø     Desânimo interior;

Ø     Desconfiança de que Deus não nos atenderá por causa de algum pecado que cometemos;

Ø     Os inúmeros apegos que tornam o coração pesado;

Ø     A decepção quando Deus não faz exatamente o que pedimos;

Ø     A dificuldade em aceitar a bondade do Senhor, que nos atende gratuitamente apesar de nossos erros;

O contrário do discernimento é a confusão. Confuso é aquilo que não é claro, que causa desordem e perturbações. 

Satanás é um espírito que não tem poder sobre nós a não ser que permitamos. Ele se aproveita de nossos pensamentos, desejos e imaginação para contar uma mentira fazendo-nos pecar. Sua intenção é no separar de Deus para que fiquemos no desespero e na angústia. 

 Ao homem e mulher de fé é preciso entender que estamos numa batalha espiritual, já que “não são com homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades.”

Cristo veio para destruir as obras de Satanás. Nos deu o Espírito Santo para que cheguemos ao conhecimento da verdade. É a verdade que nos fará viver a vida de uma forma mais plena e livre de qualquer mal que atrapalhe. 

MENDES, Márcio. O dom do discernimento dos espíritos. São Paulo: editora Canção Nova, 2007. (Coleção Dom do Espírito). 169p.


                                         Atualizado em 13/03/2024

terça-feira, 18 de agosto de 2015

MAGNÓLIA


“Big Earl Partridge (Jason Robards) é um produtor de TV a beira da morte que deseja reencontrar o filho. Phil (Phil Seymour Hoffman) é seu dedicado enfermeiro e Linda (Juliane Moore), sua jovem esposa. Frank (Tom Cruise), um célebre guru machista, é o filho que Big Earl procura. Jimmy Gator (Philip Baker hall) é apresentador do famoso programa de TV que também está com câncer  procura se entender com sua filha Claudia, viciada em cocaína. Stanley é um garoto-prodígio manipulado pelo pai oportunista. E Donnie Smith (William H. Macy) é um ex-gênio que fez fama no mesmo Quis Show e hoje está falido. O ponto em comum entre esses personagens? Todos vivem num bairro em Los Angeles cortado por uma rua chamada Magnólia, onde muitas surpresas podem ocorrer.”

            Somos tão frágeis. Não existe um escudo forte. Não existe o bem capacitado, o imbatível, o preparado. O que há dentro do coração é um ser pequeno e muito sensível que às vezes pode ser destruído pelas situações da vida.

Não é fácil passar por um momento ruim. Ninguém está preparado. Tenta-se mudar, enfrentar. Tornamo-nos pessoas até desagradáveis e difíceis para esconder nossas maiores vergonhas: a pequenez e a dor.


As diferenças podem está nos olhos, no cabelo, na aparência e na personalidade. Agora no aspecto de amar e ser amado, somos todos iguais. Erramos e tem horas que erramos feio, ainda mais quando não nos amamos. Mas vindo à  tona a verdade, buscamos o arrependimento e redenção. A velha tentativa de ser o melhor sem destruir ninguém e nem a si mesmos.

De Paul Thomas Anderson, EUA, 1999, 3h08min.
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