sexta-feira, 30 de setembro de 2022

COMO SER IMPORTANTE E INSUBSTITUÍVEL?

Se você fosse pensar num ambiente onde sentiriam sua falta provavelmente seria a família. Pois nela você é valorizado pelo o que é (mesmo com os defeitos e os fracassos). Também em algumas amizades.

No trabalho você pode até se achar melhor por fazer de um jeito diferente o que o outro não faz e se enganar achando que não vai existir ninguém como você. Bem, mudanças acontecem. No início é difícil. Com o tempo as coisas voltariam a funcionar dentro de uma normalidade mesmo sem você presente. Com a rotina aos poucos você seria esquecido e lembrado só de vez em quando.

Se você é considerado somente pelo desempenho e resultados então sofrerá bastante quando chegar o dia que não poderá fazer mais as coisas do mesmo jeito que antes. Também poderá ser abandonado pelas pessoas que estavam com você apenas por aquilo que proporcionava ou dava a elas (leia-se aí dinheiro, luxo e vantagens).

Você passa pela vida das pessoas assim como as pessoas passam pela sua vida deixando marcas. É bom ter algo bom para lembrar. Mais ainda ter a coragem de viver o novo sem olhar para trás buscando conhecer e saber além do que já se sabe. Não pensar somente em si. O que favorece a criar vínculos fortes é sempre a atitude de ajudar mesmo com imperfeições.

Se você for uma pessoa assim fará muita falta.


domingo, 4 de setembro de 2022

DEVOÇÕES CATÓLICAS

A Religiosidade Popular é uma forma de se viver a fé católica. As devoções são um exemplo. Todas elas, novenas, romarias, fórmulas de consagração, rosário ou terço são manifestações do coração. Ou seja, a pessoa não é obrigada a fazer. Contudo elas alimentam nossa fé. Vejam o terço. O terço ajuda a pessoa a adorar a Deus; a contemplar os mistérios da vida de Jesus e a venerar sua mãe.

As devoções têm função importante no desenvolvimento da oração (Ela que é apenas um componente da relação com Deus, porque experimentamos sua presença em algumas situações da vida!) e da relação com Deus. Procurar fazer sua vontade em atitudes e valores; cultivando intimidade com Ele ( espiritualidade); e expressando de forma comunitária (os ritos como a Missa) são exemplos dessa relação.

Ultimamente a vida urbana, o consumismo e o individualismo vêm “matando” a religiosidade popular tirando das pessoas um referencial espiritual.

MURAD, Afonso. Maria, toda de Deus e tão humana: compêndio de mariologia. São Paulo: Paulinas; Santuário, 2012. 260p.

 


domingo, 14 de agosto de 2022

FAZER ALGO DE BOM PELOS OUTROS NOS TORNA PESSOAS MELHORES?

Depende. Se for pra fazer esperando alguma retribuição, para “aparecer” ou para alimentar a vaidade, então...

Nas cenas finais de Blade Runner 2049 de Denis Villeneuve, o personagem K(Ryan Gosling) ao perceber que não ia ter o que sempre queria e que tudo que acreditava não passava de uma mentira decidiu fazer o que achava certo: fazer um pai reencontrar a filha que não via desde seu nascimento. Nem que tivesse que pagar com a vida.

Meio sem querer, K nos mostra não apenas que não se pode ter o que se quer, mas que se não formos contra nossas vontades, o mal cresce e ganha força. É preciso perceber que existe algo além de nossos desejos e necessidades e que tem alguém que sofre mais do que nós. Temos uma parcela de responsabilidade pelo mundo ser o que é hoje.

“Morrer pela causa certa é algo mais humano que podemos fazer” é dito no filme. Qual o preço? Talvez a própria vida. O que receber? Talvez nada. O que ganhar? Idem.

Há pessoas que vale a pena se arriscar por elas. E não precisa ter um grande motivo. Deckard(Harrison Ford), o pai da história, ao ser salvo pergunta a K:

“O que sou pra você?”

K não responde. E nem precisa. Talvez Deckard fez a pergunta porque essa atitude “de dar sem receber” é muito estranha. E é mesmo, mas são essas que fazem acender uma chama de esperança. 

domingo, 7 de agosto de 2022

O GRANDE TRUQUE (THE PRESTIGE, 2006)


Após uma morte trágica, dois mágicos, Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) se tornam rivais e entram numa competição sem escrúpulos, onde os resultados serão trágicos.

Christopher Nolan consegue, além de nos fazer gostar de um filme mesmo sem entendê-lo muito bem, a proeza de transmitir algo relevante para nossas vidas.

Querer ser o melhor que o outro pode ser nocivo quando os meios utilizados são reprováveis. Tudo se perde e muito se paga, inclusive as pessoas que estão ao redor.

Observa-se na história do filme:

·         Relações humanas podem se desfazer e nos colocar um contra o outro;

·         O quanto enganamos e somos enganados;

·         A nossa falta de atenção;

·         A decisão consciente de ir até um fim fazendo algo que se sabe que é errado;

·         O quanto o outro se torna descartável diante de nossos desejos egoístas;

·         A mudança radical diante de uma perda de alguém querido;

·         Vingança não resulta em outra coisa senão a tragédia.

 

De Christopher Nolan. Com Michael Caine. EUA, 2006, 2h10 min.


quinta-feira, 21 de julho de 2022

VIVENDO OS ROTEIROS E OS PAPÉIS NA VIDA

 

A vida nos dar um roteiro a seguir e papéis a serem desempenhados: estudar, trabalhar, se relacionar, viajar, sonhar e planejar; ser uma pessoa boa, honesta, humilde, justa, presente, responsável, madura e trabalhadora. Há uma enorme vontade em não seguir e em não ser nada disso, pois depende muito do próprio querer. Pois na hora das “gravações” ou na vida real, algumas coisas surgem sem avisar e o resultado é inesperado.

Atualmente o roteiro que a vida nos dar é o de correr atrás do dinheiro. Matar, roubar e mentir por ele se possível. O papel é o de ser o que quiser, fazendo o que bem entende.

É claro que depois a “conta chega” e veremos os resultados.

 

É a hora de fazer perguntas incômodas:


O que estou fazendo da minha vida?

Que tipo de pessoa estou sendo?

O que precisa ser feito ou qual a pessoa que preciso ser?

*****

Não adianta sofrer por aquilo que não se tem controle. O que se tem de valor hoje em dia não dura pra sempre e o ideal de pessoa é aquela seca e vazia.

Sempre vão existir contrariedades. Cansativas e “chatas” são elas que nos deixarão fortes. Quem nunca sofreu dificilmente conseguirá viver (porque viver é sofrer um pouco).

São os “nãos” que nos fortalecem.

O que compete a mim? O que compete ao outro? O que compete a Deus?

sexta-feira, 1 de julho de 2022

FALSAS APARÊNCIAS

Admitir que não está bem é desafiador

Porque é o mesmo que pedir ajuda

De que é preciso fazer algo que não se quer.

 

Olhar para dentro e admitir

Que algo lá dentro continua doendo e doendo  muito

Que o outro está certo

De que o que se sentiu, disse e fez estava errado

De que precisa de ajuda

De que  às vezes se é orgulhoso e cruel

De que a realidade é diferente

Que o(s) outro(s) não deve(m) nada

Quem deve realmente mudar não é o próximo.

 

É mais fácil mentir, fingir, teimar, não ouvir, ignorar

Apontar e acusar

Dizer que  tudo está bem

Não lhe lidar com os próprios problemas

É mais fácil desfasar, se esconder, fugir, evitar os outros  

Não pelo medo do julgamento, mas de ouvir o que no fundo já se sabe.

 

Se as atitudes não se casam com os pensamentos e sentimento a vida não vai andar

O coração vai se fechar, o orgulho e o rancor vão reinar

Vai abandonar as pessoas queridas porque elas também têm problemas e precisam receber atenção, tempo e dedicação.

 

Deus age através das pessoas

Se não as escuto...

Elas nos colocam na realidade

São elas que fazem desaparecer nossas falsas aparências. 


domingo, 26 de junho de 2022

A SOMBRA DO PAI


                                


Quem foi José, pai adotivo de Jesus e esposo de Maria?  Como foi a vida desta pessoa que nas Sagradas Escrituras em nenhum momento fala? Que só recebia as mensagens de Deus em sonho? O que se passava em sua cabeça pela responsabilidade de criar o filho de Deus? Quais foram os sofrimentos, aprendizados?

O pouco que se fala dele nos Evangelhos (Mt 1, 18-25; 2, 13-14, 19-23; Lc 2, 4-5) mostra um homem silencioso, justo e de ação. Neste livro, o autor se baseia em informações além da Bíblia para nos mostrar o homem que foi o guardião de Jesus e Maria. Mesmo sendo uma ficção, Dobraczynski nos apresenta um José não  tão distante do imaginário católico. Nos permitindo fazer uma leitura espiritual para nossa vida.

O José do livro era um simples carpinteiro e não foi agraciado por nenhuma Graça Divina. Sofreu com as demoras e teve medo diante do futuro e dos perigos da vida. Foi abandonado pelos seus parentes. Sentiu na pele a incapacidade, os limites pessoais. Incomodou-se com suas frequentes inconstâncias. Mas aprendeu a conformar suas vontades com a realidade, a buscar na oração a presença real e constante do Altíssimo que dissipa as dúvidas.

Temos um papel a desempenhar e José cumpriu o seu. Enquanto esposo de Maria Santíssima e guardião do Filho de Deus, foi “a sombra do Pai”.

Dobraczynski, Jan(1910-1994). A Sombra do Pai. Tradução de Antônio Carlos Santini. São Paulo: Cultor de Livros, 2017. 327p.  





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