domingo, 1 de outubro de 2023

O SENTIDO CRISTÃO DO SOFRIMENTO HUMANO


 

Há sofrimentos sem sentido aos quais não temos culpa. Esses são difíceis de entender. Esta dor, na alma ou no corpo, que é resultado da não participação de um bem desejado também pode atingir muitas pessoas. Fome, guerras, violências, doenças (só pra citar alguns exemplos).

Por que estou sofrendo?

          É necessário tempo, muito tempo para que esta resposta seja percebida interiormente. Mas a verdade é que quando as explicações humanas são insuficientes e inadequadas, a gente busca Deus.

É na pessoa de Jesus Cristo que entendemos o sentido do sofrimento. Ele não explica as razões do sofrimento ou o porquê que estamos sofrendo. Ele diz: “Segue-me! Seja meu discípulo. Escute o que eu tenho a dizer. Veja o que tenho a fazer. Tenha Fé em Mim.”

Cristo também experimentou o sofrimento: cansaço, sem um lugar para morar, incompreensão, hostilidade, rejeição, humilhação, perseguição. Mas também nos ensinou sobre ele.

O pecado gera sofrimento. Cristo com sua Cruz e Ressurreição destruiu o mal atingindo-o na raiz: o pecado e a morte. Isso nos permitiu enxergar o sofrimento com um novo olhar: a do Evangelho.

Jesus nos dar a vida eterna. Com esta certeza entendemos que o sofrimento serve para nos reconstruir. Serve para desenvolvermos as virtudes. A perseverança em suportar tudo aquilo que incomoda e faz doer e de participar do sofrimento do próximo.

Agora não precisamos mais ir a lugares ou a inventar formas de aliviar ou acabar com o sofrimento (que na maioria das vezes faz é piorar!). 

“Cristo nos ensinou a fazer o bem com o sofrimento e a fazer o bem a quem sofre.” p. 67.

Nossos sofrimentos unidos à sua Cruz torna-se poder de Deus.

João Paulo II, Papa. Carta Apostólica “Salvifici Doloris” O sentido cristão do sofrimento humano. 11ª ed. São Paulo: Paulinas, 2009. 70p.

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

CAVALEIROS DO ZODÍACO (MANGÁ)




 
A primeira edição do Mangá (revista em quadrinho japonesa) dos Cavaleiros do Zodíaco foi originalmente publicada no Brasil pela Conrad editora entre o final do ano 2000 e começo do ano de 2004. Num total de 48 volumes foi distribuída a princípio mensalmente e posteriormente quinzenalmente, tendo uma segunda edição lançada entre 2004 e 2006. Tive a oportunidade de completá-las entre 2003 e 2008.

O resumo da história é mais ou menos assim:

Cem rapazes são mandados à força a países espalhados pelo continente para se tornarem Cavaleiros. Desses, dez retornam ao Japão e participam de um torneio de combate entre eles. Quatro se destacam: Seiya, Shiryu, Hyoga e Shun. Ikki, um dos dez invade o torneio com os Cavaleiros Negros e roubam partes da Armadura de Ouro de Sagitário. Um combate posterior pela posse das outras partes acontece, mas é interrompido pelos Cavaleiros de Prata. Nas edição #10 e #12 temos o resumo dos acontecimentos até ali: a deusa Atena é enviada para a Terra a cada 200 anos para lutar contra as forças do mal. Para isso ela conta com a ajuda dos Cavaleiros do Zodíaco. Saori Kido é a reencarnação de Atena e Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki têm a missão de defendê-la e protegê-la. Esse é o núcleo da narrativa de todo mangá. 



Cavaleiros do Zodíaco ou Saint Seiya no original divide-se em três partes. A rebelião de Saga de Gêmeos; a reencarnação precoce de Poseidon e a luta definitiva contra Hades. Em cada uma delas Seiya e seus irmãos vencem inimigos poderosos travando combates sangrentos e realizando feitos impossíveis e milagrosos com ajuda de suas energias cósmicas e da intercessão de Atena (Saori). 


Foi através do Mangá que tive um maior contato com os defensores de Atena. Raramente acompanhava o desenho que sempre era exibido em horários que não dava para assistir. A versão em quadrinho não segue a mesma sequencia de acontecimentos que vemos no desenho. O final das 12 casas é diferente e mais emocionante do que no desenho. Os personagens também são caracterizados de forma diferente. Eles não são (não me interpretem mal) meigos demais, sensíveis demais. Seja pelos traços e diálogos de Masami Kurmuda, eles nos são apresentados como pessoas duras e ríspidas. Além disso, possuem individualidades permitindo com que o leitor se identifique com alguns deles. O que mais gostei foi do Ikki. Ele não gostava em andar em bando, mas sempre aparecia para ajudar seus irmãos nos momentos mais críticos.


Mesmo com toda história tendo como pano de fundo a mitologia grega e a crença no cosmo e nas constelações do zodíaco, o que mais me chamou atenção foram outros aspectos. Temas como sacrifício, amizade, renúncia e serviço (no sentido de servir alguém ou a algo) ajudam a formar uma pessoa. Sobretudo a noção de que é preciso lutar.  Lutar contra o Mal. Lutar para defender quem amamos. Lutar para ser melhor.

Outro ponto que me chamou atenção é que as personagens femininas não estavam apenas preenchendo espaço. Não eram meras coadjuvantes. Elas ocupavam papeis de destaque e de relevância para o mangá.

Masami Kuruma mostrou que não apenas sabe desenhar como também sabe narrar uma boa história. Traz algo novo e interessante carregado de conteúdo e mistério sem pressa de contar logo fatos, deixando-os serem revelados no momento certo permitindo assim um bom clímax.     

OBS: Os comentários aqui não tiram a importância do desenho. Ele vale a pena ser assistido.   

A história e as ilustrações dos Cavaleiros do Zodíaco foram feitas por Masami Kurumada sendo publicadas no Japão a partir de 1985.

terça-feira, 1 de agosto de 2023

VIRTUDES HUMANAS: O QUE SÃO E PARA QUÊ SERVEM?

O coração está centrado naquilo que se julga necessário para a felicidade. Às vezes se engana. Mira apenas naquilo que é prazeroso. Cega a pessoa e vai transformando-a dentre muitos “tipos”. Como:

·         Aquela que é preguiçosa e que não gosta de esforço;

·         Quer liberdade para fazer o que quer;

·         Ofende-se por qualquer coisinha;

·         Julga que se estar sempre com a razão desprezando a opinião dos outros;

·         Queixa-se em não ser compreendido ao mesmo tempo em que julga com dureza os demais;

·         Preocupa-se de forma excessiva com a própria imagem;

·         Não perdoa e guarda ressentimento por longo tempo;

·         Enxerga apenas o lado negativo do próximo;

·         Fala demais e escuta de menos.


As virtudes ajudam a acabar com esses “tipos”.

Uma pessoa prudente pensa antes de agir. Faz bom uso do tempo e enxerga aquilo que é bom e prioritário. É justa sendo verdadeira em palavras e ações, tendo consciência de suas intenções. É forte quando consegue enfrentar e resistir as dificuldades e sabe ser paciente (a arte de sofrer e esperar!). Consegue também manter o equilíbrio entre o espiritual e o corporal fazendo razão e vontade estarem acima dos desejos e instintos.

Aí está exemplificado as quatro divisões das virtudes humanas. Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança.


A palavra virtude vem do grego virtus que significa força. Ela define a maneira de pensar, sentir e agir da pessoa, além de ajudá-la a desenvolver a capacidade de ordenar e governar sua conduta.

As virtudes servem para se alcançar um bem, vencer o mal e alcançar uma autêntica realização humana.

Para tê-las é preciso querer. Pois elas são adquiridas, conservadas e cultivadas com esforços cotidianos. Que vão desde falar a verdade como aceitar pequenas dores e sofrimentos sem reclamar (só pra citar alguns exemplos).


E sobretudo ser humilde, o fundamento de toda virtude. Quem é humilde:

·         Não é apegado às coisas que passam;

·         Não se coloca acima dos outros;

·         Não é vaidoso em extremo;

·         Reconhece seus erros e limitações;

·         Não é invejoso nem rancoroso,

·         Aceita aquilo que não pode mais mudar;

·         Perdoa, ama, quer o bem do próximo e sempre busca melhorar em tudo que faz.

 

“Pessoas de referência são aquelas capazes de grandes sacrifícios, de renúncias, de sofrimentos por uma causa. Esta causa consistia sempre num Bem, nunca num prazer puro e simples.”

                                                       Francisco Faus         

Fonte:

FAUS, Francisco. A conquista das virtudes. São Paulo: Cultor de livros, 2014. 208 p.

sábado, 1 de julho de 2023

O AMOR MAIOR: A HISTÓRIA DE SANTA GIANNA

 


A qualquer momento.  A qualquer dia. E a qualquer hora, uma situação vai exigir de nós uma grande decisão. Esta decisão será resultado de pequenas decisões que tomamos ao longo da vida. Este momento, este dia e esta hora chegou uma vez para a italiana Gianna Beretta Molla. Durante a gravidez de seu quarto filho descobriu um fibroma uterino (um tipo de tumor maligno). Havia três escolhas a fazer:

·         Remoção do tumor e do útero (que salvaria sua vida);

·         Interrupção da gravidez e remoção do tumor (para ter outros filhos);

·         Remoção do tumor sem interromper a gravidez (a mais arriscada, pois comprometeria sua vida).

Ela escolheu esta última e no dia 20/04/1962, uma Sexta-Feira Santa, a criança nasceu e recebeu seu nome: Gianna Emanuela. Uma semana depois Gianna Beretta Molla entra em coma falecendo no dia seguinte, 28/04/1962 às 08h da manhã.  Ela tinha 39 anos.

A vida de Gianna

Todos os pequenos momentos que ela viveu no cotidiano foram pouco a pouco lhe preparando a tomar aquela grande decisão: decidir livremente sacrificar sua vida para salvar a da criança que levava no ventre.

Não existiu nada de extraordinário na vida de Gianna. Teve pais; irmãos(sete); formou-se (em medicina com especialização em pediatria); casou-se (com Pietro Molla em 1955); teve filhos (quatro).

O que marcou mesmo sua vida foi a Fé em Jesus Cristo. Após a participação em um curso de Exercícios Espirituais, aos 15 anos, definiu este propósito:

“Jesus, prometo-me submeter-me a tudo o que permitires que me aconteça. Só te peço que me faças conhecer Tua Vontade.”

 

Desde pequena fazia da melhor forma possível àquilo que competia fazer. Sem nunca recuar. Participou da Ação Católica (movimento que no início do século XX organizava e ampliava a participação dos leigos católicos no apostolado da Igreja). Em todas as circunstâncias se dirigia confiantemente ao Senhor. Antes da cirurgia ela tinha esperança de que o Senhor haveria de ajudar e a deixaria com seus filhos e marido.

Os milagres

Os dois milagres que foram atribuídos a sua intercessão ocorreram com duas brasileiras. A primeira foi a cura de uma fístula retovaginal contraída de uma operação de um corte cesariano com filho natimorto de Lúcia Silva Cirilo em 1977, Grajaú-MA (a dor que ela sentira desapareceu e a fístula cicatrizou). E o parto miraculoso de Elisabete Arcolino, ano 2000. Na gravidez de seu quarto filho descobriu-se um tipo de problema em qual seria necessário a interrupção da gravidez. Elisabete recusa a operação confiando na intercessão de Gianna. Após uma operação cesariana, sua filha nasce em 31/05 daquele ano sem grandes complicações.

Gianna Beretta Molla foi proclamada Santa em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II.

Uma mensagem de sua filha caçula para todos nós

“O caminho da Cruz, como Nosso Senhor Jesus testemunhou e indicou, é humanamente o mais desconfortável e difícil; no entanto é o único caminho que nos permite dar um sentido pleno e completo às nossas vidas.”

Gianna Emanuela Molla.











Foto1:  Giana com Pietro

Foto2:   Gianna com Mariolina

Foto3:   Gianna com Pierluigi e Mariolina

Foto4:    Funeral de Gianna em 30 de abril de 1962

Foto5:    Laura, Gianna Emanuela e Pierluigi no dia da canonização da mãe.* 

*A irmã deles, Mariolina faleceu em 1964 de Glomerulonefrite.

 

PELUCCHI, Giuliana. O amor maior: a história de Santa Gianna. Tradução de Antônio Maia da Rocha. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2020. 296p.


Leitura complementar: Sobre o aborto e ter filhos

quinta-feira, 1 de junho de 2023

PROGRAMADOS PARA A INTIMIDADE: COMO A PORNOGRAFIA SEQUESTRA O CÉREBRO DOS HOMENS


 

O neurocientista e pesquisador William Struthers explica como a pornografia afeta o cérebro e o que podemos fazer a respeito. Aqui vou colocar apenas alguns pontos, pois a abordagem do livro é ampla.

O ambiente virtual tornou a pornografia ao alcance de muitos (basta ter um celular em mãos); mais acessível (tem vários vídeos que são gratuitos); e que permite ao anonimato (ninguém sabe que você assiste). As recentes produções representam de tal maneira a relação sexual que chegam a rivalizar com o ato real. Elas tendem a ser mais atrativas aos homens, pois seus cérebros funcionam diferente do das mulheres.

Devido a exposição repetida à pornografia, a imaginação masculina fica sexualizada. A fantasia mental que ela possibilita cria um cérebro que constantemente estimula a produção de testosterona e aumenta o desejo sexual. 

A pornografia altera o funcionamento do cérebro dos homens de tal forma que implica em alguns efeitos negativos:

1.    Incapacidade de ver as mulheres como se devia. Talvez ela seja a maneira mais fácil de objetificar, degradar, dominar e consumi-las;

2.     Diminuição de atitudes de amor em relação às pessoas;

3.    O tempo gasto nela impede que o usuário se envolva em relacionamentos reais, com pessoas reais (que possam atender melhor às suas necessidades), fazendo-o buscar apenas as sensações; 

4.    Insatisfação com o próprio corpo;

5.    Busca constante por materiais sexualmente explícitos;

6.    Aumento da vergonha e timidez;

7.    Desinibição;

8.    Perda da liberdade sobre o que se pensa e busca;

9.    Masturbação compulsória. (Homens que se masturbam com muita frequência podem ter diminuição das ereções, ejaculação precoce e dores testiculares).

Pornografia pode ser usada como forma de compensar aquilo que doe ou é difícil de se lhe dar(carência afetiva, timidez, estresse, rejeição, inadequação, desejos não-correspondidos, solidão). Só que ela não resolve o problema. Na verdade, só piora. Nosso cérebro não foi feito para receber altas doses de prazer. Ele ativa um mecanismo de tolerância. Aquilo que dava muito prazer no começo, agora já não dar mais. O usuário que assistia as cenas “leves” passa para as cenas mais pesadas e violentas para “recuperar” a excitação.

No final das contas, a pornografia gera um homem confuso moral e emocionalmente, tornando-o incapaz de encontrar satisfação na maneira como foi criado para encontrá-la.

 A verdadeira necessidade do homem (e de todos nós) é a intimidade, ou seja, conhecer e ser conhecido.  O cérebro é o órgão com o qual pensamos e determinamos o agir. À medida que passamos pela experiência (ou direcionamos nossas vontades com aquilo que é bom), nossos pensamentos, comportamentos e emoções são modificados.

Nossa cultura distorce a compreensão sobre sexo. Limita nossas capacidades e dão força para pornografia sequestrar nossa mente e direcioná-la para pensamentos e ações que nos afastam de nós mesmos(e de Deus). Sexo é algo íntimo e privado. O ato sexual existe para ser parte de um relacionamento. A intimidade sexual entre marido e mulher não deve ser um ato público.

A vida passa a ter significado e realização quando se desenvolve outras áreas (personalidade, espiritualidade, capacidades). Sem valores e noção de nossa importância ficaremos perdidos.

“A sexualidade humana permite explorar o mistério, a beleza, a diversidade e complexidade da vida humana e formar laços de intimidade mais profundos.” (STRUTHERS, 2022, p. 179).

 

STRUTHERS, William M. Programados para intimidade: como a pornografia sequestra o cérebro dos homens. Tradução de Alessandro Demoner Ramos e Gustavo Lopes. Fundão, ES: Edições Cristo e Livros, 2022. 222p.

Título original: Wired for intimacy: how pornography hijacks the male brain.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

SICÁRIO: TERRA DE NINGUÉM (SICARIO)


Vários cadáveres são encontrados dentro de paredes. Após isso vemos a agente do FBI, Kate Macer se voluntariando numa missão liderada por Matt Graver e  Alejandro Gillik. Com o avançar dos acontecimentos, Kate vai entendendo algumas coisas que não eram bem o que imaginava, fazendo-a questionar-se sobre o verdadeiro objetivo da missão.

O filme permite olhar a um mundo onde a violência vem ganhando força em vez de diminuir. À medida que o tempo passa a impressão que dá é que nunca houve interesse em erradicar certos males, como o tráfico de drogas. O que existe é uma disputa de poder. Dentro dessa perspectiva não faz mais diferença saber que está certo dos dois lados. Os meios utilizados são os mesmos e as intenções também.  Nem importa se é preciso se sujar para conseguir o que quer.

No meio de tudo isso há as pessoas. Aquelas que procuram viver suas vidas em meio a uma terra sem lei e outras que são formadas e transformadas por ela. É um mundo cruel em que consiste viver para matar, matar para viver. Não importa quem seja.

Sicário tem uma trilha sonora que nos deixa tensos na expectativa de que algo vai acontecer (a cena de travessia entre a fronteira dos EUA e México e o tiroteio na rodovia é um exemplo). O filme traz algo original e não é apenas mais um sobre o tráfico de drogas e seus efeitos na vida das pessoas.

De Denis Villeneuve. Com Emily Blunt, Josh Brolin e Benecio Del Toro. EUA, 2015, 2h 01min. 

sábado, 1 de abril de 2023

SUPERMAN: AS QUATRO ESTAÇÕES


“Dizem que você pode mudar o curso dos rios. Mas não entende nada sobre a fragilidade da condição humana. Como é fácil perder uma vida. Ser o homem mais poderoso do mundo nada significará se você estiver sozinho. Ninguém sabe disso melhor do que eu. Volte para o lugar de onde você veio antes que condene a todos.”

Lex Luthor

“Isso faz parte de seu crescimento Clark. Ele nem sempre é fácil ou gostoso. Mas você encontrou seu caminho. Como sempre.”

Marta Kent

“Não é tão difícil aprender que temos limites. Difícil mesmo é lidar com eles.”

Jonathan Kent

“Clark, não sei o que é entortar vigas de aço. Ou ser mais rápido que uma bala. Mas sei o que é planejar toda uma vida e de repente vê-la sendo arrancada de mim [...] Você pode fazer coisas impossíveis, mas isso não torna menos difícil ser quem você quer ser.”

 Lana Lang

“Ele voa, enxerga através de paredes. Levanta carros, é a prova de balas e capaz de fazer quase tudo que quiser [...] E o que ele escolheu? Ser herói? Por quê?”

 Lois Lane

Superman, As Quatro Estações é contado a partir das perspectivas de Jonathan Kent, Lois Lane, Lex Luthor e Lana Lang. Quando o jovem Clark Kent se pergunta sobre a utilidade de seus incríveis poderes, a resposta vem através de um tornado. Ao se mudar para Metrópolis para trabalhar como jornalista, decide salvar a vida de pessoas usando uma roupa azul com capa vermelha e um S no peito. Superman ganha admiração de muitos (principalmente de Lois Lane), menos de Lex Luthor. Ao bolar um plano mortal faz o homem de aço se sentir culpado e retornar a Smallville para obter respostas.

Se por fora Clark Kent pode voar, ser veloz e ser forte, por dentro, o que ele carrega são as mesmas coisas de um simples ser humano.

Os acontecimentos da vida servem para dar respostas de grandes questionamentos. Precisa-se de tempo para entender algumas coisas. Quando tudo que se tinha foi despedaçado e levado embora, é hora de escolher se levantar e renovar a esperança e os sonhos.

LOEB, Jeph. Superman: as quatro estações. Arte de Tim Sale. Cores de Bjarne Hansen. Tradução de Mario Luiz C. Barroso Carol Pimentel. Panini Books. 208p. Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster.

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