segunda-feira, 17 de outubro de 2022

JCVD


O astro Jean Claude Van Damme (vivido por ele mesmo) não vem passando por bons momentos. Além de não conseguir papéis interessantes em filmes por causa de sua idade, perde a guarda da filha para sua ex-esposa. Num dia vai a uma agência de correios para resgatar um dinheiro quando cai no meio de um assalto. Os bandidos fazem todos pensarem que ele é o responsável pelo roubo e sequestro dos clientes e funcionários da agência.

 Na primeira cena de JCVD, que é a gravação de um filme, Jean Claude Van Damme bate, chuta, atira e mata. A gravação termina. Cansado, se dirige ao diretor se queixando que está velho demais para fazer muitos movimentos em uma só tomada. É ignorado. A cena corta para uma audiência de disputa de guarda onde o advogado de acusação aponta um ambiente desfavorável para se criar uma criança quando se têm no currículo filmes muito violentos, ao qual Van Damme retruca dizendo que todos eles eram feitos de coração e era através deles que ele conseguia dinheiro e comida. A cena é cortada mais uma vez e volta para ele sentado. Triste e pensativo.

JCVD mostra que Van Damme sabe interpretar. Ele consegue transmitir honestidade nas palavras, gestos e expressões de sua atuação. Numa cena em que fala olhando diretamente para a câmera faz um balanço da carreira e de sua vida: “Sou uma cara normal”; “Não é minha culpa se fui destinado a ser um astro. Eu pedi por isso, realmente acreditei nisso.”; “Quando se tem 13 anos você acredita nos seus sonhos. O meu se tornou realidade.”; “Me pergunto hoje o que fiz nesta Terra? Nada! Não fiz nada!”; “Sinceramente acredito que isto não é um filme. É a vida real.”; “É difícil para mim julgar as pessoas e é difícil para elas não me julgarem. É mais fácil me culpar.”

A maneira como toda história é contada prende a atenção. Começando de um ponto, volta no tempo algumas vezes para mostrar fatos com intuito de responder perguntas deixadas no ar. 

O filme chega a ser cômico às vezes, mas mantém o drama. Tem um desfecho bom e emocionante. Pena que não está disponível em nenhum catálogo de Streaming. Comprei ele por acaso nas Americanas por apenas 1,00! (era Black Friday).

De Mabrouk El Mechri. FRA, 2008, 1h32min.

https://retlawwalter.blogspot.com/2022/10/jcvd.html

 


sexta-feira, 30 de setembro de 2022

COMO SER IMPORTANTE E INSUBSTITUÍVEL?

Se você fosse pensar num ambiente onde sentiriam sua falta provavelmente seria a família. Pois nela você é valorizado pelo o que é (mesmo com os defeitos e os fracassos). Também em algumas amizades.

No trabalho você pode até se achar melhor por fazer de um jeito diferente o que o outro não faz e se enganar achando que não vai existir ninguém como você. Bem, mudanças acontecem. No início é difícil. Com o tempo as coisas voltariam a funcionar dentro de uma normalidade mesmo sem você presente. Com a rotina aos poucos você seria esquecido e lembrado só de vez em quando.

Se você é considerado somente pelo desempenho e resultados então sofrerá bastante quando chegar o dia que não poderá fazer mais as coisas do mesmo jeito que antes. Também poderá ser abandonado pelas pessoas que estavam com você apenas por aquilo que proporcionava ou dava a elas (leia-se aí dinheiro, luxo e vantagens).

Você passa pela vida das pessoas assim como as pessoas passam pela sua vida deixando marcas. É bom ter algo bom para lembrar. Mais ainda ter a coragem de viver o novo sem olhar para trás buscando conhecer e saber além do que já se sabe. Não pensar somente em si. O que favorece a criar vínculos fortes é sempre a atitude de ajudar mesmo com imperfeições.

Se você for uma pessoa assim fará muita falta.


domingo, 4 de setembro de 2022

DEVOÇÕES CATÓLICAS

A Religiosidade Popular é uma forma de se viver a fé católica. As devoções são um exemplo. Todas elas, novenas, romarias, fórmulas de consagração, rosário ou terço são manifestações do coração. Ou seja, a pessoa não é obrigada a fazer. Contudo elas alimentam nossa fé. Vejam o terço. O terço ajuda a pessoa a adorar a Deus; a contemplar os mistérios da vida de Jesus e a venerar sua mãe.

As devoções têm função importante no desenvolvimento da oração (Ela que é apenas um componente da relação com Deus, porque experimentamos sua presença em algumas situações da vida!) e da relação com Deus. Procurar fazer sua vontade em atitudes e valores; cultivando intimidade com Ele ( espiritualidade); e expressando de forma comunitária (os ritos como a Missa) são exemplos dessa relação.

Ultimamente a vida urbana, o consumismo e o individualismo vêm “matando” a religiosidade popular tirando das pessoas um referencial espiritual.

MURAD, Afonso. Maria, toda de Deus e tão humana: compêndio de mariologia. São Paulo: Paulinas; Santuário, 2012. 260p.

 


domingo, 14 de agosto de 2022

FAZER ALGO DE BOM PELOS OUTROS NOS TORNA PESSOAS MELHORES?

Depende. Se for pra fazer esperando alguma retribuição, para “aparecer” ou para alimentar a vaidade, então...

Nas cenas finais de Blade Runner 2049 de Denis Villeneuve, o personagem K(Ryan Gosling) ao perceber que não ia ter o que sempre queria e que tudo que acreditava não passava de uma mentira decidiu fazer o que achava certo: fazer um pai reencontrar a filha que não via desde seu nascimento. Nem que tivesse que pagar com a vida.

Meio sem querer, K nos mostra não apenas que não se pode ter o que se quer, mas que se não formos contra nossas vontades, o mal cresce e ganha força. É preciso perceber que existe algo além de nossos desejos e necessidades e que tem alguém que sofre mais do que nós. Temos uma parcela de responsabilidade pelo mundo ser o que é hoje.

“Morrer pela causa certa é algo mais humano que podemos fazer” é dito no filme. Qual o preço? Talvez a própria vida. O que receber? Talvez nada. O que ganhar? Idem.

Há pessoas que vale a pena se arriscar por elas. E não precisa ter um grande motivo. Deckard(Harrison Ford), o pai da história, ao ser salvo pergunta a K:

“O que sou pra você?”

K não responde. E nem precisa. Talvez Deckard fez a pergunta porque essa atitude “de dar sem receber” é muito estranha. E é mesmo, mas são essas que fazem acender uma chama de esperança. 

domingo, 7 de agosto de 2022

O GRANDE TRUQUE (THE PRESTIGE, 2006)


Após uma morte trágica, dois mágicos, Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) se tornam rivais e entram numa competição sem escrúpulos, onde os resultados serão trágicos.

Christopher Nolan consegue, além de nos fazer gostar de um filme mesmo sem entendê-lo muito bem, a proeza de transmitir algo relevante para nossas vidas.

Querer ser o melhor que o outro pode ser nocivo quando os meios utilizados são reprováveis. Tudo se perde e muito se paga, inclusive as pessoas que estão ao redor.

Observa-se na história do filme:

·         Relações humanas podem se desfazer e nos colocar um contra o outro;

·         O quanto enganamos e somos enganados;

·         A nossa falta de atenção;

·         A decisão consciente de ir até um fim fazendo algo que se sabe que é errado;

·         O quanto o outro se torna descartável diante de nossos desejos egoístas;

·         A mudança radical diante de uma perda de alguém querido;

·         Vingança não resulta em outra coisa senão a tragédia.

 

De Christopher Nolan. Com Michael Caine. EUA, 2006, 2h10 min.


quinta-feira, 21 de julho de 2022

VIVENDO OS ROTEIROS E OS PAPÉIS NA VIDA

 

A vida nos dar um roteiro a seguir e papéis a serem desempenhados: estudar, trabalhar, se relacionar, viajar, sonhar e planejar; ser uma pessoa boa, honesta, humilde, justa, presente, responsável, madura e trabalhadora. Há uma enorme vontade em não seguir e em não ser nada disso, pois depende muito do próprio querer. Pois na hora das “gravações” ou na vida real, algumas coisas surgem sem avisar e o resultado é inesperado.

Atualmente o roteiro que a vida nos dar é o de correr atrás do dinheiro. Matar, roubar e mentir por ele se possível. O papel é o de ser o que quiser, fazendo o que bem entende.

É claro que depois a “conta chega” e veremos os resultados.

 

É a hora de fazer perguntas incômodas:


O que estou fazendo da minha vida?

Que tipo de pessoa estou sendo?

O que precisa ser feito ou qual a pessoa que preciso ser?

*****

Não adianta sofrer por aquilo que não se tem controle. O que se tem de valor hoje em dia não dura pra sempre e o ideal de pessoa é aquela seca e vazia.

Sempre vão existir contrariedades. Cansativas e “chatas” são elas que nos deixarão fortes. Quem nunca sofreu dificilmente conseguirá viver (porque viver é sofrer um pouco).

São os “nãos” que nos fortalecem.

O que compete a mim? O que compete ao outro? O que compete a Deus?

sexta-feira, 1 de julho de 2022

FALSAS APARÊNCIAS

Admitir que não está bem é desafiador

Porque é o mesmo que pedir ajuda

De que é preciso fazer algo que não se quer.

 

Olhar para dentro e admitir

Que algo lá dentro continua doendo e doendo  muito

Que o outro está certo

De que o que se sentiu, disse e fez estava errado

De que precisa de ajuda

De que  às vezes se é orgulhoso e cruel

De que a realidade é diferente

Que o(s) outro(s) não deve(m) nada

Quem deve realmente mudar não é o próximo.

 

É mais fácil mentir, fingir, teimar, não ouvir, ignorar

Apontar e acusar

Dizer que  tudo está bem

Não lhe lidar com os próprios problemas

É mais fácil desfasar, se esconder, fugir, evitar os outros  

Não pelo medo do julgamento, mas de ouvir o que no fundo já se sabe.

 

Se as atitudes não se casam com os pensamentos e sentimento a vida não vai andar

O coração vai se fechar, o orgulho e o rancor vão reinar

Vai abandonar as pessoas queridas porque elas também têm problemas e precisam receber atenção, tempo e dedicação.

 

Deus age através das pessoas

Se não as escuto...

Elas nos colocam na realidade

São elas que fazem desaparecer nossas falsas aparências. 


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