Grupos
de astronautas partem para o espaço em busca de planetas compatíveis com a
vida. A missão dá errado e eles precisam dar um jeito de enviar uma mensagem aos
que estão na Terra para salvá-los de um fim iminente.
Interestelar (Interstellar, 2014) traz algumas observações:
·Ao se
olhar para o espaço, a pergunta que se faz não é apenas se estamos sozinhos. Com
guerras, catástrofes da natureza e pragas acha-se que o fim está próximo.
·Dar passos
ao desconhecido é muito arriscado. A prática é diferente da teoria.
·Percebe-se
que não se estar preparado para imprevistos.
·Diante
do perigo vem à tona o instinto de sobrevivência (mesmo acompanhado de uma
natureza má).
·O amor
pode nos mover.
O filme ainda traz em seu roteiro dilatações
no tempo-espaço tão presentes em outros títulos de ficção científica. Em alguns
momentos da história você vai se perder e não vai compreender algumas coisas da
narrativa (ou não). Mas a trilha sonora e as atuações (principalmente de Matthew
McConaughey) garantem a qualidade do filme.
De Christopher Nolan, Com Anne Hathaway, Jessica Chastain e
Michael Caine, EUA/ING, 2h49min
O personagem principal do filme era incapaz de encarar emoções reais
e queria preencher o buraco deixado de um relacionamento que não tinha dado
certo. Compra um Sistema Operacional, uma voz, ao qual com o tempo acaba se
apaixonando. Só que as atualizações vêm tornando o SO mais “humano” deixando o “relacionamento”
comprometido.
Lidar com a parte afetiva é
difícil para qualquer ser humano. Mais ainda superar o término de um
relacionamento amoroso que se tinha certeza que daria certo. Fica um buraco e
uma lacuna de perguntas a serem respondidas. Aquilo que se estava fugindo e não
recebendo a devida atenção vem à tona. Viver a solidão não é fácil. As pessoas
têm uma importância em nossas vidas mesmo que não seja para “dividir corpos”.
De Spike Jonze. Com Joaquin
Phoenix, Rooney Mara e Scarlett Johansson. EUA, 2013, 2h 06min.
Não era bem assim no meu sonho
Não era como eu imaginei
Não tenho tudo aquilo que eu pensava alcançar
Antes dos 33
Não sou exemplo bem sucedido
“Homem do ano, ”o que venceu”
Não era bem assim no meu sonho
Mas tenho Deus
Eu tô com mais problemas que ontem
Demoro a me organizar
A cada réveillon faço promessas em vão
(”Nesse ano eu vou mudar”)
A grana é curta. Ninguém me liga
Eu engordei, ou a roupa encolheu
Eu tô com mais problemas que ontem
Mas tenho Deus!
A minha humanidade chora
E Ele não demora a me certificar
De que alguma hora eu perceberei
O que eu preciso para ser feliz
E eu aqui tentando achar
Alguma explicação pra tanta linha torta
E ele diz, sorrindo, assim: “confia em mim”
Eu creio que algo novo me espera
Mesmo parecendo que não
Mudando um pouco o ponto de vista
E escrevendo uma canção
Para que tanta coisa querer e não ter o essencial?
Eu creio que algo novo me espera
Pois no final (pois sempre!) eu tenho Deus!
Eu tenho Deus – Bruno Camurati
Estudar para
chegar a uma faculdade/universidade. Depois fazer alguma
especialização/mestrado/doutorado. Passar num concurso. Depois ganhar dinheiro.
O roteiro onde poderá ser feliz/satisfeito/realizado. Não se chega assim de um
modo simples. Precisa decidir as prioridades. Precisa dedicar tempo. O sacrifício
é necessário, pois não é fácil chegar até o final. Não há nenhum problema
nisso. O problema são as surpresas que acontecem no transcorrer desse tempo (Da
escola ao dinheiro) e a dinâmica da vida moderna. Elas influenciam e muito
nossas vidas de uma maneira inimaginável.
Alguém está
onde queria estar? Você teve oportunidade de fazer aquilo que gostaria? Ou não?
Disseram: “Você TEM que estar no ensino superior!” Ou onde você estar não tem o
que quer? Acho que a resposta provável é não.
A lei do homem é cruel. Pautada pela competição, torna-se preciso vencer
para conseguir o que se quer. São muitos disputando pouquíssimos espaços. Para o
mundo existem os vencedores e os perdedores. Qual deles prevalece hoje?
Vencer nos
faz realizar cobranças internas e até desnecessárias de uma forma muito
exagerada. Mas, que jogo é esse que tenho que ganhar? Por que tenho que jogar?
Nascemos por um motivo. E não
é imitar o que todos fazem ou o que dizem para fazer. Pois aqueles que
conseguem chegar até o final da jornada mundana não estão satisfeitos e já
morreram pra si e para o mundo.
Raymond
Babbitt (Dustin Hoffman) é um autista funcional. Possui dificuldades de se
expressar ou entender as próprias emoções de maneira tradicional, ao mesmo
tempo detém certas habilidades. Vive sua
vida a partir de rotinas e rituais e tem problemas quando eles são quebrados.
Ray herda três milhões de dólares. Quando seu irmão Charlie Babbitt (Tom
Cruise) descobre o “rapta” do hospital na tentativa de obter metade da
herança...
O
filme pode servir como forma de se entender o qual é transformador a
convivência.
Conviver
com quem é diferente pode ser um enorme sacrifício, pois muitas vezes
precisa-se passar por cima das próprias vontades. Quem faz isso recebe como benefício
uma experiência jamais vivida e que ficará guardada por toda vida.
Normal
querer o bem de quem gostamos. Mais ainda de quem tem uma ligação forte ou a
quem nos fez algum bem. Deixar para trás interesses e orgulhos e se colocar à
disposição do outro ajuda a nos tornar cada vez mais humanos.
Vencedor
de quatro Oscars: Melhor Filme, Ator(Dustin Hoffman), Diretor e Roteiro
Adaptado
De Barry Levinson. Com Valeria Golino. EUA, 1988, 2h
13min.